Sérgio Roberto Parada
Residência, Brasília-DF
- Detalhes
- 28 de Fevereiro de 2002. Visitas: 57.754

Implantada no Lago Norte, zona nobre de Brasília, a casa do arquiteto Sérgio Roberto Parada volta-se para a piscina e amplos jardins projetados por Rosa Kliass, no fundo do terreno. Costumeiro vencedor de concursos para execução ou modernização de aeroportos, Parada afirma que a elaboração do projeto de sua casa não foi difícil, mas que a maturação só veio depois de muita reflexão e discussão com colaboradores.
Ao iniciar o desenvolvimento do projeto, o arquiteto tinha em mente um abrigo saudável, despido de pretensões, capaz de propiciar a necessária privacidade aos moradores.
sSua proposta traduziu-se em desenho fortemente marcado pelo modernismo, com algumas revisões contemporâneas. A estrutura, uma simbiose de concreto e aço, resultou em um volume principal suspenso, sustentado por pilotis.
Assim, a casa foi projetada em dois pisos:
o térreo, ocupado pelos espaços sociais, e o pavimento superior, destinado à área íntima, com três suítes. Na laje superior, de cobertura, foi implantado um espaçoso terraço. A arte torna-se parte integrante da arquitetura, com os generosos painéis de Athos Bulcão. O desenho procurou valorizar os espaços internos e externos, que se caracterizam pela fluidez e continuidade.
Sempre generosos, eles receberam fechamentos envidraçados e são legíveis de qualquer ponto do terreno. O conceito de espaços flexíveis foi utilizado pelo arquiteto não apenas para os ambientes de convivência, mas também para os destinados à passagem das redes e sistemas de serviço.
Os pilotis foram envolvidos por capas metálicas removíveis, para facilitar a manutenção das prumadas, e as redes das instalações de água, esgoto, telefonia, eletricidade e eletrônica passeiam livremente no entreforro, definindo a concepção tecnológica simples e adequada.
Internamente, a luz natural abundante mas controlada chega através das grandes e generosas aberturas envidraçadas.
A circulação de ar é constante e o aquecimento da água é obtido por sistema de energia solar.
Sílvia Caetano projetou a iluminação, que enriquece e valoriza a proposta arquitetônica.
O paisagismo, de autoria da arquiteta Rosa Kliass, foi tratado de forma simples e aberta, com pisos permeáveis e materiais adequados. A água da chuva escorre pelo telhado e cai sobre os seixos que protegem o terraço, lembrado o som de uma cachoeira.
de Éride Moura
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 264 Fevereiro de 2002




