Anos 90 - Design gráfico

A tevê pirou

A tevê pirou

Outro setor que explodiu foi o de vídeos. Até a década de 80, o dial - analógico, velhos tempos! - dos aparelhos de tevê ia até o canal 13, pulando vários vagos. Cada emissora tinha uma identidade muito clara, com a Globo disparada na frente com o plim-plim de Hans Donner, que levou o contorcionismo da computação gráfica à enésima potência. A chegada da tevê a cabo multiplicou as oportunidades de trabalho para os designers e diversificou suas linguagens, já que o aumento do número de emissoras correspondeu a uma segmentação de seus públicos.

Ricardo Van Steen
e equipe na GNT, por exemplo, adotaram solução bem diferente da de Jimmy Leroy e equipe na MTV, ambos perfeitamente sintonizados com suas tribos-alvo. Um projeto marcante do período são as vinhetas de Luciano Cury para a TV Cultura de São Paulo, que trocam as pirotecnias tecnológicas pelo apelo à emoção calma, à poesia.


Texto resumido a partir de artigo de Adélia Borges
Publicado originalmente em PROJETODESIGN
Edição 253 março 2001
Vinhetas criadas por Luciano Cury para a TV Cultura
de São Paulo: apelo à emoção calma e à poesia em vez
da pirotecnia tecnológica