Bienal Ibero-Americana de Design
A 2ª edição da Bienal Ibero-Americana de Design provou que crise econômica e criatividade podem juntas render bons frutos
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- 01 de Abril de 2011. Visitas: 6.506
Apresentar, de forma tão ampla quanto possível, um painel do design contemporâneo na América Latina e na Península Ibérica, nas áreas visual, de produto, digital, moda e interiores.
Com essa proposta abrangente, a Bienal Ibero-Americana de Design (BID) teve 400 trabalhos selecionados pelo júri internacional, dos quais 90 foram destacados com menção especial na exposição organizada pela Associação dos Designers de Madri (Dimad) e pela Central de Design Matadero, entre novembro e fevereiro, na capital espanhola.
Da crise econômica, o que se teve como registro evidente foi a escassa quantidade de peças em exposição - prevaleceram os painéis impressos e alguns audiovisuais -, além da expografia que tirou partido da visualidade efêmera e transitória de caixas de embalagens, adotadas como suporte básico da mostra.
Mas a essência do evento a que se refere Ruth Klotzel pertence mais ao domínio conceitual do que ao visual, destacando-se o aporte de países pequenos, como Uruguai, Guatemala, Costa Rica e El Salvador.
Os componentes artesanal e da cultura tradicional, portanto, estiveram em pé de igualdade com a produção mais tecnológica de países desenvolvidos, como a própria Espanha, convergindo, por vezes, com os propósitos ecológico e socialmente sustentável dos trabalhos.
Nesse sentido, houve especial distinção para o que se chamou de design para todos e design para o desenvolvimento, amadurecendo a bienal na seara da curadoria.
“É um evento jovem ainda, que nasceu com o propósito de abranger ao máximo a diversidade de países naturalmente tão distintos em condições sociais e econômicas. Temos que dosar o projeto de curadoria para não afugentar países com menos tradição em design”, comenta Giovanni Vannucchi, parceiro de Ruth no comitê assessor permanente da BID.
Para ela, há certa diferenciação entre os países de colonização portuguesa e os de espanhola. O México e a Colômbia, por exemplo, enfatizam traços indígenas no seu design visual, enquanto o Peru tem forte legado têxtil.
Já Vannucchi destaca certas vocações locais, como os rótulos chilenos de vinho e a tradição gráfica espanhola, e aponta como grande surpresa os belos trabalhos gráficos do Panamá.
Para ele, ainda, um dos marcos da bienal é a coexistência do artesanal com o industrial. Este ano, um corpo internacional de jurados analisou a seleção prévia do comitê assessor e indicou os trabalhos a serem expostos e premiados na mostra.
Paulinha Ortiz, Costa Rica
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 373 Março de 2011
Heloísa Croco, Brasil
da Conceição em galeria de arte,
R2 Design, Portugal
AO Diseño, Espanha
Dia Comunicação, Brasil
Soter Design, Brasil
Cadena + Asociados, México
DDB, Colômbia
Aji Pintao, Panamá


