Cauduro Associados
Marca, identidade visual
- Detalhes
- 30 de Novembro de 2009. Visitas: 29.441
Nos veículos, o principal objetivo foi reverter a relativa desordem visual resultante da grande variedade de uma frota composta por 13 séries diferentes. Foi utilizada a cor CPTM vermelha (Pantone 485) como elemento de identidade primária e articulação do projeto. Sua aplicação se concentra na parte frontal e em faixas laterais dos trens, assim como em algumas placas internas dos vagões. Contrasta com esse forte elemento, visível mesmo a grandes distâncias ou com o trem em movimento, a marca CPTM na cor branca e a determinação para que o acabamento do corpo dos carros seja na tonalidade prata.
Também no interior dos vagões foi concebida a padronização das placas de sinalização, que poderão ser quadradas, com 17,5 centímetros de lado, ou retangulares, tendo um dos lados o dobro dessa dimensão, a fim de compatibilizar entre si os suportes dos mais diversos tipos de informações. Adotou-se a cor vermelha para placas de uso geral, a azul para aquelas relativas a portadores de necessidades especiais, a verde para rotas de fuga e a preta para a identificação do veículo.
Nas estações, as diferentes arquiteturas serão integradas visualmente através de três novas famílias de placas: as de sinalização, os pórticos e as de quiosques. Os materiais comuns a elas são o laminado estrutural e o tubo redondo de aço inox escovado. No sistema de sinalização, totens e placas foram criados para as partes frontais das estações. As placas de uso interno podem ser aéreas, de parede ou fixadas em forma de bandeira, programadas para informar, setorizar e organizar os fluxos.
Os totens, posicionados no setor de acesso às estações, foram concebidos na cor vermelha CPTM, enquanto as placas do setor pós-catraca desmembram-se conforme as cores individuais das seis linhas de circulação dos trens: Rubi (linha 7), Diamante (linha 8), Esmeralda (linha 9), Turquesa (linha 10), Coral (linha 11) e Safira (linha 12). A modulação de 40 centímetros de altura, componível com comprimentos variados (307, 250, 200 ou 125 centímetros), privilegiou o aproveitamento das chapas de laminado estrutural disponíveis no mercado.
Já o sistema de pórticos das estações visa transmitir aos usuários informações complementares da CPTM, como o mapa da rede, o regulamento de viagem, além de conteúdos institucionais e de publicidade. Ele é constituído por conjuntos de um a três módulos de informações, também executados com estrutura tubular de inox e painéis de laminado estrutural.
O projeto se encontra em fase final de detalhamento e, desde o final de 2008, já pode ser parcialmente visto nas aplicações institucionais da marca CPTM. Seu símbolo foi redesenhado pela equipe do escritório, que colocou em cena maior economia formal, o uso de linhas retas e ângulos marcados, além da cor vermelha.
Participaram da concepção da nova identidade visual da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos as equipes da Comissão do SCV/CPTM; da Fupam (Fundação para a Pesquisa Ambiental); e do Nutau/USP (Núcleo de Pesquisa em Tecnologia da Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo), coordenada por Bruno Padovano. João Carlos Cauduro foi o supervisor geral do projeto, Marco Antonio Rezende o consultor de design ambiental, Carmen Cabral a coordenadora executiva, Cristina Bernardoni Corione e Patrícia Bertacchini as coordenadoras da equipe técnica da Fupam.
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 355 Setembro de 2009

