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Cauduro/Martino Arquietos Associados
Parceria em design gráfico |
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Com 35 anos de existência, Cauduro/Martino
Arquitetos Associados, um dos mais importantes escritórios
brasileiros de design gráfico e identidade corporativa,
assume uma inédita parceria com a norte-americana
Lippincott & Margulies, firma criada em 1945 e especialista
em gerenciamento de imagem.
A entrada de empresas estrangeiras
no mercado brasileiro de design, a exemplo do que
ocorre na área de arquitetura, tem provocado uma interminável
discussão. A maior parte dos profissionais reage contra
uma concorrência que considera predatória. Outros conformam-se
em desempenhar papel secundário, detalhando ou simplesmente
sancionando soluções desenvolvidas no exterior.
O escritório paulista Cauduro/Martino Arquitetos Associados
adotou uma posição sem precedentes e firmou um contrato
de parceria com a Lippincott & Margulies - uma das
mais conhecidas e eficientes firmas americanas na área
de identidade corporativa e gerenciamento de imagem.
Há exatos 18 anos, conta Marco Antônio Amaral Rezende,
diretor da Cauduro/Martino, o escritório paulista
buscava uma conexão internacional.
"Na área de design gráfico e identidade corporativa,
o Brasil pode competir em igualdade de condições
com os estrangeiros", afirma Rezende, "mas
em geral as empresas brasileiras não estão plenamente
capacitadas quando se trata de planejamento estratégico
e gerenciamento." A parceria com a Lippincott &
Margulies exigiu uma negociação longa, cara e complexa.
Foram necessários 18 meses de discussões até a formalização
de um acordo de trabalho que não envolve sociedade,
participação acionária nem intenção de compra. As empresas
continuam independentes e mantêm identidade própria.
Mas o escritório brasileiro não pode realizar nenhum
trabalho com outro escritório estrangeiro e a firma
norte-americana não pode desenvolver projetos no Brasil
sem a participação de Cauduro/Martino. Dois projetos
de grande porte já foram realizados em parceria com
o escritório norte-americano. A nova
identidade visual do Banco Real, após sua
aquisição pelo holandês ABN-Amro Bank, implicou firmar
a presença de um grupo financeiro internacional no Brasil.
Na outra ação de sucesso, a
criação da marca internacional Lyptus, para
a Aracruz Celulose, consolidou o esforço de uma
empresa brasileira para lançar um produto novo no mercado
estrangeiro.
O escritório paulista vem tendo forte atuação no desenvolvimento
da identidade corporativa de grandes empresas
que surgiram no processo de privatização dos setores
de telecomunicações e energia (Intelig,
Norte
Brasil Telecom, Tele
Centro Oeste, Telesp
Celular, Bandeirante de Energia), na reciclagem
da imagem de grupos internacionais (HSBC,
BankBoston,
Serrana),
na criação de sistemas de sinalização (Credicard Hall
e rodoviária de Brasília). No total, foram atendidos
mais de 50 clientes no ano passado.
A Lippincott & Margulies tem realizado projetos
de identidade corporativa para empresas de telecomunicações
(Sprint, Telus e Telmex), do setor financeiro
(Citigroup, First Union e Goldman Sachs), de consultoria
(Arthur D. Little) e varejo (Radio Shack). Conta
com um extenso número de clientes nos EUA, Europa, Ásia
e América Latina.
Texto resumido a partir de reportagem
de
Airton Ribeiro
(Edição 246 - agosto 2000)
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| Identidade ambiental da
Telesp Celular |
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| Marca e identidade corporativa
da Intelig |
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| Identidade e marca
da Bandeirante de Energia |
Sistema de sinalização
da rodoviária de Brasília |
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| Sistema de sinalização
e identidade visual do Credicard Hall |
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| Identidades corporativas
desenvolvidas para Lippicott & Margulies |
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Preservar a identidade
No caso do Banco
Real, o objetivo era evitar o erro cometido por
outros grupos internacionais que compraram bancos brasileiros
e trocaram os nomes da noite para o dia. Com isso, perderam
entre 25% e 30% dos clientes, que, por desconfiança
ou xenofobia, transferiram seus recursos para outras
instituições. Com cerca de 2 milhões de clientes, o
Real não podia perder 500 mil contas de uma hora para
outra. Assim, os parceiros envolvidos no projeto gastaram
cinco meses em pesquisas para definir a melhor opção.
O resultado surpreendeu o banco holandês, mas foi acatado.
O nome original foi mantido, porém ganhou padrões visuais
(tipologia, cores e símbolo) e o endosso discreto do
ABN Amro. Em seguida, cuidou-se da padronização e foi
implantado o novo sistema de identidade visual, incluindo
agências, talões de cheques, cartões, extratos, materiais
impressos etc.
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O melhor eucalipto
A Aracruz,
nome respeitado no mercado internacional, exporta 500
milhões de dólares por ano e fornece parcela expressiva
da celulose consumida em todo o mundo. Ela desenvolveu
um tipo de eucalipto que fornece madeira de alta qualidade,
passível de ser comercializada por preço similar ao
do mogno e outras madeiras nobres. Para diferenciar
esse produto do eucalipto comum, barato e impróprio
para uso industrial, foi necessário criar uma marca
nova e formular um programa estratégico. A marca deveria
ser registrável em todos os países e não poderia ter
conotação indesejável em nenhum idioma. Do esforço conjunto
de Cauduro/Martino e Lippincott & Margulies surgiu a
Lyptus.
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