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| Exposição: The Danish
Wave |
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Arquitetura e design
no dia-a-dia dos dinamarqueses |
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Apresentada inicialmente na Austrália,
a mostra itinerante The Danish Wave já percorreu
diversos países e foi um dos destaques na 4ª
Bienal Internacional de Arquitetura de São
Paulo.
Primeiro, pelo design do próprio sistema expositivo,
que alia eficiência e facilidade de montagem (leia
PROJETO DESIGN 239, jan 2000).
Depois, pelo conteúdo: 31 projetos arquitetônicos
contemporâneos e 26 exemplos do melhor
desenho industrial dinamarquês. Todos têm
em comum a preocupação com a simplicidade,
a funcionalidade e a qualidade do produto
Na Dinamarca, país com pouco mais de 5 milhões
de habitantes distribuídos em apenas 43 mil km2,
o design não é visto como uma questão
estética ou mesmo técnica, mas como item
fundamental do desenvolvimento econômico e social.
Na elaboração de tudo o que se relaciona
ao ambiente físico - uma cidade, um edifício
ou um objeto -, o fator dominante é o bem-estar
da população ou do usuário.
“Em nosso país”, afirma Eric Messerschmidt, diretor
do Centro Dinamarquês de Arquitetura, “o
público tem consciência de que um desenho
adequado e funcional é um dos requisitos básicos
da sociedade contemporânea, tão importante
quanto saúde, educação e bem-estar.”
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Lego Mindstorms
Brinquedos Lego móveis e programáveis, 1998 |
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Ursula Munch Petersen
Aparelho de jantar, 1992
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Christian Bjørn Design
DigiFocus, aparelho auxiliar de audição,
1995 |
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Ao lado de alguns exemplos notáveis da arquitetura
dinamarquesa contemporânea, os produtos de design incluídos
na mostra The Danish Wave sintetizam três aspectos fundamentais
dessa consciência social: atitude democrática,
qualidade artesanal e sensibilidade regional.
Por atitude democrática, explica Messerschmidt, entende-se
sobretudo a facilidade de acesso. O desenho industrial e a
boa arquitetura não deveriam ser (e, na Dinamarca,
efetivamente não são) privilégios de
uma classe de alto poder aquisitivo.
Ao contrário, naquele pequeno país do norte
da Europa o designer profissional deixa sua marca em praticamente
todos os objetos de uso cotidiano.
Muitos utensílios que fazem parte do dia-a-dia do dinamarquês
médio podem ser vistos nas vitrines do Museu de Arte
Moderna de Nova York ou do Victoria and Albert Museum, em
Londres.
E alguns dos mais notáveis exemplos de design
de móveis, hoje considerados clássicos do
desenho industrial contemporâneo, foram na verdade desenvolvidos
para uma grande cadeia dinamarquesa de venda a varejo.
A qualidade artesanal está presente mesmo nos
produtos industriais fabricados com a mais avançada
tecnologia. Ela se refere, portanto, mais a uma atitude do
que a um método de produção.
Essa atitude manifesta-se no uso criterioso da técnica,
na execução perfeita, no acabamento primoroso,
na preocupação com o detalhe, no orgulho pela
coisa bem-feita.
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Arne Jacobsen
Cadeira 3100 (The Ant), 1952 |
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Dissing &
Weitling e Poul Jørn Lindberg
Armações de titânio para óculos,
1983 |
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Kasper Salto
Cadeira empilhável, 1998 |
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Por último,
a sensibilidade regional começa na preocupação
com o meio ambiente e com o combate ao desperdício
de matérias-primas, passa pela valorização
dos materiais locais e finalmente resulta na incorporação
de discretas características regionais, mesmo em produtos
destinados ao mercado internacional. São essas características
que distinguem e dão identidade própria ao design
dinamarquês. Entre os 26 produtos industriais apresentados
na mostra, vale a pena destacar o mais clássico: a cadeira
Ant, de Arne Jacobsen, que se mantém em produção
desde 1952.
Os óculos com armação de titânio,
que dispensa soldas e parafusos, foram lançados em 1983
e continuam sendo desenvolvidos e aperfeiçoados, recebendo
o prêmio IF Design em 1998. O biombo criado pelos
designers Gammelgaard e Mathiesen, do escritório Pelikan
Design, pode ser feito com paredes de metal ou de madeira, translúcidas
ou totalmente opacas, e recebeu importantes prêmios europeus
de design em 1996.
Igualmente premiado, em 1996 e 1997, o aparelho auxiliar
de audição, com tecnologia digital, admite
diversas capas intercambiáveis: na cor da pele ou do
cabelo, em situações que exigem um comportamento
discreto, ou em cores vivas, quando se deseja chamar atenção.
Outros objetos de uso cotidiano - como aparelho de jantar, aspirador
de pó, brinquedos ou cadeiras - trazem a qualidade
artesanal e a característica local, tornando-se facilmente
identificáveis como exemplares típicos do melhor
design dinamarquês.
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 240 Fevereiro 2000 |
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Steen Mansfeldt Eriksen
Aspirador de pó portátil, 1998 |
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Kontrapunkt, Pia Mathiesen
e Mikael Fuhr
Identidade corporativa da DSB, estatal ferroviária, 1998 |
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Pelikan Design
Biombo, 1993 |
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David Lewis e Anders Hermansen
Sistema AV5, Bang & Olufsen, 1997 |
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Nanna Ditzel
Cadeiras empilháveis Trinidad (1996) e Tempo (1998) |
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David Lewis e Anders Hermansen
Sistema AV5, Bang & Olufsen, 1997 |
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Nanna Ditzel
Cadeiras empilháveis Trinidad (1996) e Tempo (1998) |
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