Batagliesi Arquitetos+Designers
Design gráfico para o Banco de Crédito Nacional
Marca indica fusão entre bancos
 

Incorporado ao Bradesco em 2001, o Banco de Crédito Nacional (BCN) agregou, sob essa marca, as agências do extinto Banco Boa Vista. Surgia, assim,
a necessidade de comunicar aos cerca de 580 mil clientes a fusão dos bancos e sua nova imagem institucional.

O Bradesco, que em 1997 iniciara completa reformulação de sua identidade corporativa, desenvolvida pela norte-americana Landor, decidiu consultar o escritório brasileiro Batagliesi Arquitetos+Designers. Inicialmente restrito à associação da logomarca Bradesco ao sistema de sinalização do banco, o projeto evoluiu para o desenvolvimento de uma nova marca para o BCN.
Sua concepção partiu do redesenho da Frutiger, fonte de alta legibilidade utilizada também pelo Bradesco, e resultou na adição de uma serifa com desenho ascendente nas extremidades da marca.

Embora usassem como referência uma versão em negrito da fonte
, os designers adotaram outras medidas para contrapor leveza ao seu aspecto austero: na letra B, criaram espaços vazios entre a nova base e o corpo principal, assim como em sua porção central; também o N ficou mais estreito e com inclinação itálica diferente do padrão da fonte.
A utilização do branco e do vermelho constitui forte elemento de vínculo ao Bradesco, que emprega tradicionalmente essas cores em sua logomarca.

Cerca de 800 peças de comunicação
visual externa, entre luminosos, bandeiras e totens com 20 diferentes dimensões, adaptáveis à arquitetura das 210 agências, foram produzidas e instaladas no curto prazo de três meses. Para agilizar a execução, foi projetado um sistema de bandejas metálicas componíveis que reproduzem as logomarcas das duas instituições por meio de pintura, aplicação de faixas adesivas em degradê e recorte.

Implantado o projeto de sinalização, os trabalhos concentraram-se no desenvolvimento de toda a parte gráfica, desde material de papelaria até cartões e cheques. O escritório Batagliesi Arquitetos+Designers mostrou que a padronização também pode e deve ser um processo flexível.

Para distinguir os diferentes serviços e tipos de vínculos entre cliente e banco, foram propostas variantes do logotipo por meio da sobreposição de outras cores, como o verde e o amarelo. O mesmo conceito foi aplicado aos projetos de mídia externa, nos quais se experimentou o efeito tridimensional com a idéia de luz e sombra.

O trabalho incluiu, além da definição das assinaturas e produtos de empresas coligadas - até com a criação de um uniforme para as equipes esportivas patrocinadas pela instituição -, os projetos de duas novas agências, em Taubaté-SP, e Uberaba-MG.

Agora, a equipe está trabalhando na reformulação da arquitetura de interiores das agências.
O conceito que orienta o trabalho é o de revalorização do convívio entre cliente e banco.

Texto resumido a partir de reportagem
de Evelise Grunow
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 260 Outubro 2001

 
Esquemas, com área de não-interferência
do logotipo Fotos: Alex Szabjon
 
Estudos para cartões e talões de cheques
 
Material gráfico para clientes possui maior número de cores
 
Agência Taubaté
 
Agência Uberaba
 
Encarte informativo do projeto: esquema de construção do logotipo
 
Papelaria de uso interno explora o contraste branco-vermelho
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