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| Mostra Design Brasileiro
em Milão |
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Público italiano
vê a
originalidade do design brasileiro |
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Uma exposição de design,
em outubro de 2001,
em Milão, Itália, procurou mostrar os traços
característicos da identidade brasileira.
Móveis, objetos em cerâmica, papel e vidro,
produção têxtil, jóias e objetos
industrializados deram um panorama do design feito no
Brasil.
A mostra teve como objetivo posicionar o Brasil no
cenário do design italiano e internacional,
promovendo o intercâmbio entre indústrias,
empresas e designers dos dois países.
“Oggi somo noi a portare il nostro prodotto in Italia”,
foi como Joice Joppert Leal (presidente da Objeto Brasil,
instituição que organizou o evento juntamente
com a Arco Íris) apresentou à imprensa italiana
a mostra Design Brasileiro em Milão.
Joice destaca aquilo que denomina “inventividade brasileira”
- a habilidosa e variada maneira de lidar com a madeira,
de explorar o uso das cores de pedras e sementes naturais,
de fundir artesanato e indústria, criando diferentes
formas a partir de materiais tradicionais.
Ela realça também a produção
de um design industrial de cunho popular, por sua
viabilidade econômica, e, ao mesmo tempo, de objetos
de sofisticada tecnologia. Assim, os eixos temáticos
da exposição, que teve curadoria de Marcelo
Suzuki, foram: ecodesign, utensílios artesanais,
jóia, moda e têxteis, além de objetos
industrializados.
No panorama do ecodesign, a madeira, que tradicionalmente
representa o Brasil no exterior, predominou em móveis
e objetos que utilizam espécies de reflorestamento,
como o eucalipto e a araucária, seja a partir da
produção autônoma ou da industrial
seriada.
O interessante biombo Araucari, de Ricardo Afiune,
o vaso Amarelão e a cadeira Iracema,
ambos de Luciano Deviá, são exemplos nesse
setor.
Por outro lado, o alumínio e o vidro
são também materiais ecológicos,
por seu elevado grau de reciclagem, e estiveram presente
na exposição por meio dos móveis
de Lars Diederichsen e Fabíola Bergamo, Orro &
Cristensen, AC Design, da poltrona Supernova, de Pedro
Paulo Santoro, do perfumeiro de Beth e Eduardo Prado,
entre outros.
As jóias brasileiras, que vêm se destacando
em premiações internacionais, mostraram
que a conjugação de metal, pedras e sementes
constitui interessante traço nacional:
“O uso de sementes na joalheria confere preciosidade
à peça não pela raridade das pedras,
mas pela beleza das cores e texturas colocadas em evidência
pelo design”, comenta a designer Daniela Favilla. O mesmo
se pode atribuir às criações dos
estilistas Lino Villaventura e Carlos Miele, e aos têxteis
de Tomi Roman, Goya Lopes e Arte Nativa Aplicada.
A produção industrial foi representada,
entre outros, pelos biquínis da Rosa Chá
e Ligya & Nanny; por Guto Índio da Costa, com
seu acessório para pesca submarina; pelo
aparelho Sterilair, criado por Renato Mitsuru Kurihara;
pelas famosas sandálias Havaianas; pelo
DVDokê, da Gradiente; pelos tênis
Rainha e Olympikus e até pelo avião Legacy,
da Embraer. Em março de 2002, a exposição
poderá ser vista em Roma.
Texto resumido a partir de reportagem
de Evelise Grunow
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 262 Dezembro 2001 |
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Sterilair, de Renato Mitsuru
Kurihara. Exemplo da desejável popularização
do design 100% nacional
Foto: Divulgação |
Bowl gotas e Gâmbar,
perfumeiro de Beth e Eduardo Prado: utilização
de vidro reciclado, emoldurado por fusão
Foto: Divulgação |
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Mesa Quartet: alumínio fundido,
reciclável, é característico do design
ecológico. Projeto de Lars Diederichsen e Fabíola
Bergamo
Foto: Luís Fernando Macian |
Mesa Grand Café, da Orro &
Cristensen. Produzida em aço
inoxidável e madeira maciça
em fabricação artesanal
Foto: Divulgação |
Poltrona Supernova, de Pedro Paulo
Santoro, mostra que o alumínio é outro
importante material do ecodesign
Foto:Ademar Nunes |
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Mesa de centro redonda Origami, da
AC Design, em laminado
de sumaúma 18 mm, revestimento em carvalho americano
escurecido
Foto: Airton dos Santos |
Cadeiras Nilo e Reflex ,
de Lars Diederichsen
e Fabíola Bergamo
Foto: Luís Fernando Macian |
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Brinco Ramo, de Marina Sheetikofk,
adornado por pequenas esferas de prata
Foto: Gabriela Bern
e Willy Biondani |
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A cadeira desmontável Iracema,
de Luciano Deviá, utiliza
o eucalipto maciço como matéria-prima. Recebeu
menção
honrosa no Prêmio Design Museu da Casa Brasileira em 1999
e, em 2000, o Prêmio Internacional Design Movelsul
Foto: Rogério de Freitas |
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Anel de José Braga,
em ouro e água-marinha azul. Fabricação
artesanal
Foto: Divulgação |
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Anel Amanaí, de Sandra Manin
Frias. Prata 950, ouro 750, águas-marinhas brutas e palha
de arumã
Foto: Nilo Belotto |
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Manta Pinhão, de Renato Imbroisi.
Fagulhas de pinhão são incorporadas
a tecido 100% algodão.
A manta é executada em tear manual
Foto: Divulgação |
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O colar Tiara em crochê
de fios de cobre, de Heloísa Diniz,
amolda-se a diversos formatos
Foto: Sandro Miano |
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Coleção
Semente, de Daniela Favilla. Utiliza a semente brasileira
olho de dragão e prata 925, com técnicas
artesanais de ourivesaria
Foto: André Alvarez |
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Sacola Camiseta e toalha Redonda,
de Goya Lopes:
cores fortes e grafismos, com técnicas
de estamparia e silk-screen
Foto: Divulgação |
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Tapete Brasil,
de Tomi Roman; executado por artesãs
da favela do Indaiá (Bertioga, SP), usa técnica
pela qual
fios de lã são amarrados em uma tela de algodão
Foto: Daniel Costa |
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