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| Mobiliário do
metrô paulistano |
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| Design para a promoção
social |
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Móveis duráveis, bonitos,
ergonômicos e baratos
e, sobretudo, com alcance social. A parceria entre
FDE, Funap e Companhia do Metropolitano de São
Paulo garantiu, por meio do design, a conjugação
desses fatores na revitalização do mobiliário
de áreas administrativas do Metrô paulistano.
No curto período de seis meses, a FDE- Fundação
para o Desenvolvimento da Educação concebeu
uma linha de móveis para escritórios composta
por 17 objetos, incluindo mesas e conexões,
gaveteiro volante, armários, cadeiras e poltronas.
Ela foi implantada nos três andares da Gerência
Jurídica do Metrô de São Paulo, em
outubro de 2001.
Ao todo, foram mais de 650 peças produzidas
com mão-de-obra carcerária de São
Paulo, administrada pela Fundação Professor
Doutor Manoel Pedro Pimentel (Funap), utilizando tradicionais
fornecedores da indústria brasileira de móveis
institucionais. A adoção da mão-de-obra
de presidiários garantiu o preço
final dos móveis cerca de 30% abaixo do praticado
pelo mercado.
O projeto do mobiliário partiu de constatações
genéricas sobre aspectos negativos das áreas
administrativas do Metrô, principalmente a falta
de padronização, de conservação
e de racionalização do layout e a percepção
da constante alternância entre áreas residuais
vazias e outras extremamente adensadas. Era necessário,
portanto, introduzir o conceito de estações
de trabalho, criando uma linha de móveis componíveis
em diversos arranjos.
Com agilidade e desenho bonito e eficiente, a equipe
técnica da FDE - composta pelos arquitetos Ricardo
Grisolia Esteves, Mônica Geraes Duran, Andrea Montoro
e Wilson de Freitas - planejou a produção
em série dos móveis. Essa foi uma medida
essencial ao cumprimento dos prazos exíguos, descentralizando
os processos de fornecimento de materiais e componentes
e de montagem dos móveis. “Não fizemos protótipos,
todo o projeto baseou-se na concepção de
um desenho simples, extremamente detalhado,
e na averiguação da capacidade produtiva
das unidades penitenciárias”, diz Esteves, coordenador
da equipe.
Os presos da cadeia de Franco da Rocha-SP, trabalharam
na confecção das cadeiras; os da cidade
paulista de Sorocaba, na execução da estrutura
metálica; e os detidos em regime semi-aberto do
Centro Administrativo Carrão, em São Paulo,
realizaram a montagem dos móveis.
As mesas, conexões, gaveteiro e armários
possuem tampos e painéis em MDF, revestidos
com laminado melamínico nas cores marfim e pérola.
As bases metálicas e os topos longitudinais em
perfil 180 graus de PVC translúcido, em tom de
azul desenvolvido especialmente para o projeto, são
o diferencial do desenho. O elegante perfil elíptico
da estrutura e a forma em arco dos pés repetem-se
no suporte dos objetos.
Os pés apóiam-se em sapatas niveladoras,
desprendendo-se visualmente do chão, o que se observa
também na junção entre a base metálica
e o tampo. Essas características, somadas às
cores claras, contrapõem simplicidade e leveza
visual à robustez dos materiais utilizados e às
grandes dimensões do mobiliário administrativo
do Metrô.
Texto resumido a partir de reportagem
de Evelise Grunow
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 262 Dezembro 2001 |
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A nova linha de mobiliário
administrativo
desenvolvida pela FDE é composta por 17 itens |
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| Tampos e painéis
em cores claras, perfil elíptico na estrutura dos
pés e borda translúcida em PVC azul humanizam
espaços |
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| Detalhe do sistema metálico
dos móveis: predomina o perfil elíptico
e a forma em arco dos pés, nivelados com sapatas |
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| Mesa de reuniões |
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Mesa de trabalho, disponível
com 140 cm e 160 cm
de largura. As bordas transversais dos tampos, em PVC,
permitem a conexão entre peças |
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