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| Uma sutil identidade para Curitiba |
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Com discreta referência ao pinheiro,
árvore tradicional do Sul do Brasil, a equipe do
designer e arquiteto Manoel Coelho criou para a Clear
Channel Adshel, empresa de origem inglesa, a nova linha
de mobiliário urbano de Curitiba, em implantação
na cidade desde meados deste ano.
O ícone foi o elemento de desenho adotado por Coelho
para interagir com as excessivas especificações
do fabricante e do edital da prefeitura, que, em princípio,
sugeriam peças “com volume amarrado e linguagem
internacional muito próxima do existente na cidade”.
Assim, desde sua contratação pela Adshel
- que no final de 2002 venceu concurso público
promovido pela prefeitura, pelo Instituto de Pesquisa
e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e pela Secretaria
de Urbanização da cidade (Urbs) -, Coelho
iniciou o que denomina “um processo de quebra-cabeça”,
procurando, com racionalidade construtiva e sistema modular,
adaptar o repertório da empresa à nova identidade
do mobiliário urbano da capital paranaense.
Nesse sentido, conceituou toda a família de
22 tipos de peças a partir do perfil arredondado
e oblíquo característico do pinheiro,
e reduziu ao máximo os elementos estruturais para
obter, com economia e facilidade construtivas, desenho
extremamente enxuto.
“A simplicidade de execução foi fundamental
para viabilizarmos a adoção integral do
projeto brasileiro”, analisa o designer, ao comemorar
a perspectiva de implantação dos mais de
10 mil itens de mobiliário até meados de
2004.
Bancas de jornal, bicicletários, quiosques de
flores e de lanches constituem o que Coelho chama
de núcleo arquitetônico do projeto, caracterizado
pelas grandes dimensões e pelo perfil levemente
arredondado da cobertura metálica que conceitua
toda a linha.
Essas peças partem do módulo-padrão
do abrigo de ônibus, que, estruturado por tubos
de alumínio em apenas dois pontos, apresenta diversas
possibilidades de revestimento: laterais e face posterior
podem alternar a vedação por peças
de publicidade, painéis opacos ou transparentes.
Assim, efetivamente protegido das intempéries e
da insolação excessiva, o abrigo de ônibus
sintetiza a preocupação do designer com
o conforto do usuário. “Nosso abrigo abriga mesmo”,
brinca Coelho, que ainda transformou o tradicional assento
coletivo de plástico em barra horizontal denominada
bundoril, elemento de fácil manutenção
já utilizado anteriormente na cidade.
Nos demais itens, como painéis publicitários,
relógios, totem informativo e multimídia,
placa de sinalização e lixeiras, destaca-se
o redesenho das carenagens metálicas, em que, por
meio de suaves curvaturas, “buscamos reproduzir o perfil
da cobertura metálica de forma elegante e sutil
e, portanto, sem conotações folclóricas”,
conclui o designer.
Texto resumido a partir de reportagem
de Evelise Grunow
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 283 Setembro de 2003 |
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| O uso alternado de vidro
e painéis metálicos de ventilação
caracteriza o bicicletário |
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O desenho da banca de jornal
tem
linguagem tradicional na cidade |
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| O ponto de táxi utiliza
o mesmo módulo-padrão dos abrigos de ônibus,
mas pode conter acessórios como o fechamento posterior
com vidro e painéis informativos e publicitários |
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| As coberturas dos pontos
de ônibus têm perfil arredondado, inspirado
nos galhos do pinheiro |
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| Os totens de bens culturais
e os termômetros reproduzem no desenho das carenagens
metálicas o perfil arredondado que conceitua toda
a linha de Manoel Coelho |
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