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Estúdio Designbüro
Projeto gráfico da publicação
Idéia |
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Frente e verso de
páginas dos números 2 e 12 de Idéia, baseadas
em folhetos de papel cartão impressos nos dois lados |
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Inspiração em doses fartas
é o que caracteriza o trabalho do estúdio
Designbüro, comandado por Helga Miethke, para
o periódico Idéia. A publicação
bimestral da Companhia Suzano de Papel e Celulose pretende
ser uma espécie de indutora de idéias para
projetos gráficos produzidos com papéis
da empresa.
“Mostrar um pouco do muito que pode o papel”, foi
como Helga Miethke, renomada artista plástica e
designer gráfica alemã que atua no Brasil
desde a década de 1960, apresentou o conceito da
publicação Idéia em seu número
inaugural, em julho de 2001.
O periódico tem tiragem de 5 mil exemplares
e é direcionado ao mercado profissional, para designers
gráficos, fundações culturais, editoras
e diretores de arte. Seu conceito gráfico se baseia
em extrema liberdade formal. Nas 15 edições
publicadas até o início de 2004 destacam-se,
sobretudo, o uso intensivo de cores vivas e recursos
visuais variados, como relevos, laminações
e estampagem, além da constante inovação
no formato do suporte, o papel.
O uso das cores na publicação surge
quase que de certo acaso, “fruto provavelmente do olhar
da artista plástica”, reflete Helga. Assim, embora
a designer afirme planejar para breve uma edição
em preto e branco - “ou melhor, em escalas de cinza”,
enfatiza -, pode-se afirmar que o requinte gráfico
de Idéia resulta fundamentalmente da grande habilidade
de Helga em buscar inspiração visual em
fontes variadas.
Nesse sentido, pequenos croquis registrados em
despretensiosos pedaços de papel, ensaios com
tipos de letras e padrões geométricos, certo
arranjo feito com sementes e outros elementos naturais
ou, ainda, a sutil transparência de antiga folha
de papel cuidadosamente guardada em seu precioso arquivo
pessoal podem originar o que Helga chama de lead,
o guia visual da edição.
“Tenho grande liberdade de criação junto
à Suzano e parto sempre do insight, da idéia
gráfica, sem me ater a regras fixas. Por outro
lado, considero fundamental criar também a arte,
as ilustrações da publicação”,
complementa. A autora, em síntese, busca conferir
grande carga artesanal ao desenho gráfico
de Idéia.
Os números 7 e 9 da publicação,
de julho/agosto e novembro/dezembro de 2002, são
um exemplo. Neles, a uniformidade, a intensidade e a
leveza de pinceladas de tinta e a rusticidade
do traçado com giz de cera, respectivamente, foram
contrapostos com grande beleza à superfície
homogênea do papel cuchê e ao alvo e liso
papel Alta Print Suzano.
A forma conferida ao papel também é manipulada
com extrema criatividade pela designer. Dela se originam
diferentes tipos de encadernação, recortes
sinuosos, dobras, vincos, a introdução de
divisórias entre matérias, além do
envelopamento e das dimensões bastante variadas
a cada edição.
No número 2 (setembro/outubro de 2001),
por exemplo, a revista foi diagramada em folhetos com
cantos arredondados e acondicionados em envelope com baixos-relevos
sinuosos. Na edição 8 (setembro/outubro
de 2002), a pequena gramatura do papel deu origem a interessante
efeito de dobra aliada à encadernação.
Com tantas variantes, Helga Miehtke costuma definir Idéia
como um “playground para o designer gráfico”.
Texto resumido a partir de reportagem
de Evelise Grunow
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 288 Fevereiro de 2004 |
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| Outras páginas dos
números 2 e 12 de Idéia, também baseadas
em folhetos de papel cartão impressos nos dois
lados |
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Capa da edição
5, em que o conceito gráfico parte
da proporção vertical desse número
da revista, num fundo preto. A ela contrapõem-se
as dimensões reduzidas
e o formato quadrado de Idéia 11 |
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| A fiel reprodução
de cores e matizes em papel cuchê foi o tema visual
da Idéia de números 3 e 9. Assim, foi dado
grande destaque à inserção de pinceladas
criadas por Helga, além de desenhos antigos e fotografias
coloridas |
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Sobre o
papel de toque aveludado utilizado na edição
11,
Helga combinou o toque refinado do
hot stamping dourado e o efeito rústico
do esboço feito de pinceladas de tinta |
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A fiel reprodução
de cores e matizes em papel cuchê foi o tema visual da
Idéia de números 3 e 9. Assim, foi dado grande
destaque à inserção de pinceladas criadas
por Helga, além de desenhos antigos e fotografias coloridas |
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Dentre as inúmeras fontes
de inspiração visual de Helga Miethke para Idéia,
destaca-se a inserção de croquis e pequenos esboços
em papéis com alta fidelidade de reprodução
dos detalhes das imagens |
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A fiel reprodução
de cores e matizes em papel cuchê foi o tema visual da
Idéia de números 3 e 9.
Assim, foi dado grande destaque à inserção
de pinceladas criadas por Helga, além de desenhos antigos
e fotografias coloridas |
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Interessante efeito tátil
e visual foi obtido ao contrapor a textura do giz de cera à
extrema alvura e superfície lisa do papel
da capa e das folhas internas da edição 7 |
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Capa e abertura da edição
8, em que se destacam o recorte especial do papel Suprem Alta
Alvura e a sobreposição e desenho
das letras que originaram o padrão visual desse número
da revista |
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Efeito de degradê e a introdução
de coloridas divisórias entre as matérias foram
utilizados com grande ênfase no número 8 do periódico |
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A fiel reprodução
de cores e matizes em papel cuchê foi o tema visual da
Idéia de números 3 e 9.
Assim, foi dado grande destaque à inserção
de pinceladas criadas por Helga, além de desenhos antigos
e fotografias coloridas |
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