Do mobiliário aos prêmios,
30 destaques do design brasileiro
Foi na edição 100, de junho de 1987, que o tema design foi oficialmente incorporado à revista PROJETO. Surgia naquele momento a DESIGN & INTERIORES, inicialmente um encarte que depois ganhou independência e, passados nove anos, viria a se integrar à nova PROJETODESIGN.

Um olhar mais atento resgata, em edições anteriores, o trabalho de nossos futuros designers. A partir de arquitetos apaixonados pelo desenho de móveis, e de artistas plásticos ligados à comunicação visual, a atividade conquistaria aos poucos a autonomia e a maturidade profissionais.

O desenho de produto, destacadamente o de mobiliário, constitui uma das manifestações iniciais do design brasileiro. E vários de seus pioneiros, como Joaquim Tenreiro, Sérgio Rodrigues e Michel Arnoult, foram tema da seção Resgate da D&I.

Eles integram a chamada geração histórica, que permanece como forte referência para a produção atual, sobretudo no que diz respeito ao uso da madeira, a matéria-prima que nos diferencia no cenário internacional. Uma das célebres exceções fica por conta dos irmãos Fernando e Humberto Campana e sua série de materiais surpreendentes.

Também o design gráfico tem seus pioneiros influentes, como Aloísio Magalhães e Alexandre Wollner, freqüentemente citados em nossas publicações. Esta é uma das áreas em que a produção brasileira provavelmente mais se diversificou, não só pelo advento das novas técnicas ligadas ao uso do computador, mas também pela sucessiva conscientização nacional sobre as atribuições do profissional desse setor. Comprova essa observação o vertiginoso crescimento do design corporativo.

No desenho das cidades, novamente o design se aproximou da arquitetura. Matérias sobre o desenho de mobiliário urbano foram representativas do alcance social da atividade, característica também relevante em publicações que trataram de nossa produção e desenho industriais.

A análise conjunta dessas reportagens revela que o design brasileiro evoluiu muito desde a produção inicial das décadas de 1960 e 1970, tendo diversificado seus campos de atuação, materiais e processos. Vale relembrar, por isso, algumas mostras e premiações nacionais, reveladoras da excelência do design em suas diversas áreas.
 
 
Mobiliário
       
  A madeira tem sido elemento recorrente na identidade do móvel brasileiro, como atesta a trajetória de Maurício Azeredo. Publicada com intervalo de dez anos, sua produção tem como elemento característico a forte expressão plástica, resultante sobretudo do convívio entre espécies diferentes em cada peça.

“Ainda hoje, em 2005, trabalho com a diversidade”, relata o designer, que tem ateliê em Goiânia. O banco Ressaquinha é um de seus projetos mais difundidos.

D&I 13, abril de 1989 e PROJETODESIGN 230, abril de 1999
 
       
       
  Contraposta à produção fundamentalmente artesanal
de Azeredo, as preocupações centrais de seu antecessor Michel Arnoult, um francês radicado no Brasil desde 1950, estão na sustentabilidade e na produção em larga escala, com baixo custo.

Em 1994, ele lançou a linha Liptus, produzida e comercializada até 1997 pela rede varejista Tok & Stok, que usa exclusivamente réguas idênticas de eucalipto. O mesmo sistema é utilizado atualmente em sua poltrona Pelicano, também comercializada pela Tok & Stok, e em duas linhas em fase de lançamento pela empresa KPK, de São Paulo.

D&I 42, agosto de 1994
 
     
       
  Uma série de renomados designers brasileiros tem somado esforços em favor da sustentabilidade, como demonstra Etel Carmona.

Ela integra as ações do denominado selo verde no país, de utilização da madeira certificada em móveis e objetos, e é a idealizadora do projeto Jóias da Floresta. O selo reúne peças criadas por Etel e outros profissionais, e se distingue pela exclusividade e pela atenção às particularidades formais da madeira retirada da floresta.

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  Trajetória diversa foi percorrida pelos irmãos Fernando e Humberto Campana, atualmente os designers brasileiros de maior projeção mundial. Um dos traços distintivos de sua produção é o uso de materiais pouco usuais, como retalhos de tecidos, mangueiras plásticas e resíduos industriais, mas chapas de ferro e de cobre foram a escolha no início de sua carreira.

A exposição Des-Confortáveis, em São Paulo, apresentou 40 peças concebidas pelos designers nessas bases metálicas. Por seu caráter histórico, as cadeiras, bancos e mesas da série são atualmente cobiçados por galeristas de vários países.

D&I 15, agosto de 1989
 
     
       
  As fontes de inspiração são realmente ilimitadas, como ilustra a matéria sobre a produção do designer Nido Campolongo. Ele se dedica ao papel há mais de dez anos, com o qual cria sistemas de dobradura, colagens, tramas e formas geométricas, para conceber móveis, revestimentos e objetos utilitários.

A primeira grande vitrine de seu trabalho foi a exposição Brincadeira de Papel, no Sesc Belenzinho, em São Paulo. Nela se destacavam a estante de elementos circulares, o forro de formas geométricas e os pufes de papelão e couro.

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  Outro tema constantemente debatido é o da interação entre desenho e artesanato, com destaque para o Projeto Design Tropical da Amazônia, promovido pela Fundação Centro de Análise e Pesquisa (Fucapi).

Com consultoria do designer Luís Galvão, o projeto cria e produz anualmente cerca de 40 novas peças, resultantes da modernização de técnicas tradicionais praticadas por comunidades amazonenses.

O programa evoluiu consideravelmente em seus quatro anos de atividade: hoje conta com comercialização em escala nacional, além de centro próprio de pesquisa e formação.

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  Os irmãos Campana foram
também protagonistas de um
interessante projeto realizado no Mube, em São Paulo.

Eles se reuniram a Jacqueline Terpins, Luciana Martins e Gerson de Oliveira, a fim de discutir as diferentes linguagens e processos individuais de criação, procedimento posteriormente materializado nos objetos especialmente criados para a exposição Subjetos. “Uma oportunidade única e atípica de discussão sobre os possíveis conceitos de criação”, relembra Jacqueline.

PROJETODESIGN 214, novembro de 1997
 
       
 
Design Gráfico
   
  Na área do design gráfico, a
revista propôs recentemente
a releitura da obra de um dos pioneiros no Brasil, o designer Aloísio Magalhães.

O jovem Rico Lins relembrou a trajetória de seu antigo mestre na Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi), no Rio de Janeiro, na década de 1970, inspirando-se na série de cartemas - experimentações gráficas, muitas vezes colagens de elementos únicos, selecionados por Lins no que denomina a selva de logotipos de Aloísio e do design gráfico brasileiro.

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  Por meio de publicações e mostras,
a década de 1990 sediou rico debate sobre a produção gráfica brasileira, com destaque para a figura de Vicente Gil.

À época dos questionamentos sobre a influência do computador na atuação profissional, ele mostrou que a máquina é apenas um recurso adicional no intrincado processo técnico, social e cultural de desenhar palavras, como pode ser observado em sua tese de doutorado, “A revolução dos tipos”.

PROJETODESIGN 206, março de 1997
 
       
       
  No início daquela década, um importante projeto de Ricardo Ohtake à frente do Museu da Imagem e do Som de São Paulo resultou na constituição de importante acervo da produção gráfica brasileira.

Denominado Gráficos Brasileiros no MIS, o projeto expunha quinzenalmente o trabalho de jovens e renomados designers, totalizando 121 profissionais, publicados simultaneamente pela revista. A iniciativa corresponde ainda hoje a grande parte do acervo gráfico da instituição.

D&I 21, novembro de 1990
 
     
       
  As imagens são também tema de trajetórias primorosas, como a de Tide Hellmeister, artista gráfico e plástico, adepto do processo de colagens.

Ele é o autor da capa do primeiro índice da revista (edição 216, janeiro de 1998), das ilustrações da coluna de Paulo Francis no jornal O Estado de S. Paulo, entre 1990 e 1997, e do projeto gráfico original do Jornal da Tarde, trabalhos em que reiterou o que denomina estilo intuitivo de criação. Em 2001 seu trabalho foi tema da retrospectiva Aventura Tipográfica, na Pinacoteca do Estado de São Paulo.

PROJETODESIGN 213, outubro de 1997
 
       
 
Design industrial
       
  Por outro lado, muito se fala sobre os entraves enfrentados pelo design industrial brasileiro. Mas, há
cerca de 15 anos, o designer mineiro Eduardo Barroso ficou à frente dos renomados Philippe Starck, Arata Isozaki, Peter Cook e Emilio Ambaz, entre outros, no concurso promovido pela francesa Vittel.

O tema era a concepção de uma nova embalagem para água mineral, e a proposta de Eduardo, criada em parceria com o arquiteto Alonso Lamy, foi uma das três escolhidas para a exposição realizada no Centro Georges Pompidou, em Paris, juntamente com os projetos de James Wines e Gaetano Pesce.

D&I 1, junho de 1987
 
     
       
  Desempenho semelhante foi obtido recentemente por 19 projetos nacionais, premiados no concurso alemão IF Design Award, entre renomados profissionais e empresas internacionais.

Os organizadores do Design Excellence Brazil, projeto que realiza as inscrições dos brasileiros no prêmio, afirmam que a marca histórica confirma o elevado nível atual do design industrial nacional. Em 2005 o país reafirmou a boa performance, com 12 projetos premiados.

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  O número dessas premiações é bastante significativo, já que, em 50 anos de realização do IF Design, o Brasil conquistara 13 prêmios.

Entre eles, destaca-se o projeto do ventilador Aliseu, originalmente concebido pela empresa carioca NCS Design para a Singer. A peça se tornou um dos símbolos nacionais do design industrial da década de 1990, sobretudo por seu desenho inovador, traço ainda característico da produção de Ângela Carvalho e sua equipe.

PROJETODESIGN 252, fevereiro de 2001
 
     
       
  Ângela é uma das notórias ex-alunas da pioneira Escola Superior de Desenho Industrial, no Rio de Janeiro, fundada na década de 1960 por grandes nomes do design nacional.

Em matéria comemorativa dos 40 anos da instituição, destacou-se a qualidade homogênea da produção atual de antigos mestres, como Joaquim Redig e Roberto Verschleisser, e da nova geração de profissionais ainda em formação.

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  Já o alcance social do design foi evidenciado em projetos que envolvem a escala da cidade, como o da identidade visual elaborada por Manoel Coelho para a comemoração dos 300 anos de Curitiba.

Desenvolvida em duas versões, uma para aplicação nos eventos que marcaram a data e outra para representar a prefeitura, ela tem o número 300 desenhado em forma de espiral e, no canto superior direito, o símbolo da folhinha que viria a caracterizar a imagem da cidade.

PROJETO 177, agosto de 1994
 
     
 
Design urbano
   
  Quando o cenário de privatizações estendeu-se à gestão do mobiliário urbano, a vinculação de imagens publicitárias revelou-se condicionante prioritária, e o desenho dos equipamentos públicos passou a interagir com a tecnologia produtiva de fornecedores internacionais.

Nesse sentido, destaca-se a matéria sobre o mobiliário carioca da década de 1990, onde se evidenciam as parcerias entre o designer Guto Índio da Costa e a francesa JCDecaux, entre Paulo Casé e a britânica Adshell.

PROJETODESIGN 238, dezembro de 1999
 
       
       
  A mesma empresa britânica estabeleceu nova parceria
com um designer brasileiro, Manoel Coelho, que permanece em Curitiba.

Coelho adotou a sutil referência à imagem do pinheiro, árvore tradicional da Região Sul do país, como elemento de identidade local do projeto que desenvolveu para 22 tipos de peças, entre pontos de ônibus, bancas de jornal e quiosques, ainda em implantação na cidade.

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  Outra interessante reflexão sobre o tema do design urbano foi feita por Chico Homem de Melo em edição especial sobre os 450 anos da cidade de São Paulo.

Além de célebres projetos, como o de João Cauduro e Ludovico Martino para a avenida Paulista, na década de 1970, Homem de Melo citou a evolução das placas de identificação de ruas e avenidas e a padronização de calçamentos, como o denominado piso São Paulo. A artista plástica Mirthes Bernardes, revelou-se posteriormente, é a autora do tradicional desenho.

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Comunicação visual
   
  Já na área da comunicação visual, Alexandre Wollner figura entre os pioneiros no Brasil, tendo convivido com nomes como Geraldo de Barros, Aloísio Magalhães e Goebel Weyne.

O designer foi um dos fundadores da Esdi e o autor de projetos inovadores na área de imagem empresarial, como as marcas e a identidade visual criadas para a Metal Leve, a Eucatex e a Ultragaz. Há cerca de 16 anos, época em que completava 30 anos de carreira, uma de suas preocupações centrais era a divulgação das atribuições do designer.

D&I 9, julho/agosto de 1988
 
       
     
  Na esteira da diversificação dos atributos do designer, os projetos de sinalização tornaram-se também elementos de comunicação institucional.

Conquistaram, assim, o status de design gráfico ambiental, denominação utilizada por Valéria London e outros profissionais, sobretudo em função da marcante interação com as características dos espaços arquitetônicos. Em resumo, são trabalhos que enfatizam a tridimensionalidade da sinalização para ambientar os espaços edificados.

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  Passados cerca de dez anos desde o relato de Wollner, a atividade do designer havia conquistado grande reconhecimento entre o empresariado
brasileiro. Projetos como o do escritório Seragini Design, de gerenciamento de marcas, desempenhavam já o papel de ferramentas estratégicas de competitividade e longevidade das empresas.

Nessa época, o escritório, hoje denominado Seragini Farné Design, criou a marca da rede de supermercados Pão de Açúcar e redesenhou a identidade de embalagens como a do achocolatado Toddy e dos bombons Garoto.

PROJETODESIGN 210, julho de 1997
 
     
       
  Menos coloridos e extravagantes do que a sinalização de áreas comerciais e de grande fluxo, os ambientes administrativos e operacionais de grandes empresas têm se revelado terreno produtivo para os designers.

Destaca-se, nesse sentido, o projeto desenvolvido pelo escritório Batagliesi Arquitetos + Associados para a sede do BankBoston, na região da Berrini, em São Paulo, em que o acrílico transparente e placas metálicas configuram os suportes da sinalização.

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  Já o projeto do escritório gaúcho GAD Design para a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) é um dos exemplos mais abrangentes de design corporativo realizado atualmente.

Da elaboração do projeto gráfico de um relatório anual, o trabalho evoluiu para o redesenho do logotipo da antiga estatal, a padronização das aplicações gráficas e a sinalização de todas as instalações da companhia, inclusive de sua sede, localizada em Campinas, interior de São Paulo.

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Mostras/concursos/premiações
   
  Quando o assunto é divulgar o design nacional, desde a experimentação até a produção industrial, de designers autônomos a grandes empresas, as reportagens sobre o Prêmio Design Museu da Casa Brasileira, criado em 1986, em São Paulo, revelam interessante caráter evolutivo.

Destaca-se a crescente abrangência da premiação, sobretudo na comparação entre sua segunda edição, de 1987, em que foram contempladas basicamente mesas, cadeiras e luminárias, e a 17ª, quando foram premiados também utilitários e equipamentos que extrapolam os domínios residenciais.

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  Ainda na área do design de produto,
a cadeira foi tema de duas grandes
mostras de design organizadas por Adélia Borges. Em 1995, em parceria
com Guinter Parschalk, a jornalista selecionou 141 peças para a exposição Cadeiras Brasileiras (D&I 45, março de 1995), realizada no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, instituição dirigida atualmente por Adélia.

Em 2003 foi a vez de, no recém-inaugurado NovoMuseu, em Curitiba, a mostra Uma História do Sentar reunir 150 objetos para contar a trajetória do tema no Brasil, desde a década de 1920.

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  Também as interfaces entre design, iluminação e espaços efêmeros têm
sido tema recorrente em nossas edições atuais, como exemplifica a matéria sobre a mostra Iluminar.

Com cenografia de Fernando e Humberto Campana, curadoria francesa, instalações do alemão Ingo Maurer e um time de destacados profissionais brasileiros, a exposição foi um dos grandes sucessos culturais de 2004, não só pela relevância das cerca de 250 luminárias que apresentou, mas também por seus espaços de linguagem espetacular.

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  De forma similar à relação entre o desenho da cadeira e o designer de
produto, a concepção de tipos e fontes revelou-se terreno fértil e estimado por designers gráficos. Tanto que, em 2000, Cecília Consolo iniciou, na Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em São Paulo, uma série de mostras periódicas denominada Tipografia Brasilis.

A primeira edição foi marcada por trabalhos relacionados à identidade visual corporativa. As mostras posteriores enfatizaram a liberdade formal de tipos utilizados em títulos e ilustrações.

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sobre a primeira edição


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sobre a segunda edição
 
       
     
  Mas as artes tipográficas são apenas
parte do imenso e notável universo
visual do design gráfico brasileiro. Ainda no início de suas atividades, a Associação dos Designers Gráficos de São Paulo (ADG/SP) demonstrava o enorme potencial dos profissionais do país, em sua primeira mostra institucional, a Expo-ADG 90-92 (D&I 30, maio/junho de 1992).

Participaram 28 escritórios, número que evoluiu para 369 selecionados, entre 2 200 inscritos para a mostra da sétima edição do evento.

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  Essa série de mostras enfatiza o amadurecimento da atividade do designer no Brasil, fato comprovado também quando o assunto é a representatividade do país no cenário internacional.

Nesse sentido, destaca-se a mostra Brasil Faz Design, idealizada pela designer Marili Brandão, que desde 1994 leva peças brasileiras para o circuito italiano da Mostra de Milão. Em sua quarta edição, foram premiadas a cadeira 20R, de Pedro Useche, e a mesa Mientras Tanto, de Luciana Martins e Gerson de Oliveira.

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