1ª Bienal Brasileira de Design e 8ª Bienal da ADG
Design gráfico e de produto
  
    
 
 

Um Olhar sobre a História do Design Brasileiro, décadas de 1920 e 1940. Destaque para as peças criadas por Warchavchik para a
Casa Modernista

     
 
Mostras apresentam história e tendências do design brasileiro
 

O design brasileiro foi um dos protagonistas do cenário cultural paulistano no mês de julho. Duas mostras, em especial - a estreante Bienal Brasileira de Design e a veterana Bienal da Associação dos Designers Gráficos -, colocaram em análise boa parte da nossa história, tradição, modernidade, excelência e traços distintivos na área. Durante as cerimônias de abertura dos eventos, Fábio Magalhães, da Secretaria da Cultura do estado de São Paulo, enfatizou: “O design brasileiro tem identidade própria”.

Frente à maturidade e à abrangência da oitava edição da bienal da Associação dos Designers Gráficos, Magalhães comentou: “A nova visualidade aqui exposta não é conseqüência da tecnologia, mas sua causa”. A frase traz implícitas as idéias de atualização, domínio formal e tecnológico, e ainda de boa qualidade e diversidade do recente desenho brasileiro. Ou seja, os mais de 300 trabalhos selecionados para a exposição no Memorial da América Latina, entre 2,1 mil inscritos, são sintomáticos da análise feita pela atual diretoria da ADG sobre a produção contemporânea nacional: “O design se especializa em níveis antes inimagináveis. Há 50 anos (…) designer era visto como um profissional completo, capacitado para resolver questões de comunicação no sentido mais amplo da
palavra. Mas será que esse perfil se desintegrou na nova onda de design especializado?”.

Sim e não, porque, embora os trabalhos pertençam a universos específicos e as estratégias de comunicação objetivas, em 2006 uma comissão de curadoria propôs a reflexão sobre caminhos e tendências através de nova forma de exposição. Entrou em cena o agrupamento por temas, no lugar da reunião por tipos de projeto, por categorias, “que é eficiente para mostrar os diferentes desafios que o profissional pode enfrentar, mas que, sob pena de se tornar uma grande vitrine, não reflete sobre os próprios trabalhos”, declara André Stolarski, um dos curadores. “É uma tentativa de resgate, de explicitar para o público que a atuação do designer é plena, completa, global, e não apenas técnica e secionada”, assinalou a diretoria da instituição, no texto de abertura da mostra.

Os temas correspondem a 12 núcleos, ou seja, a pelo menos 12 comportamentos e linguagens que os curadores Stolarski, Bruno Porto, Fernanda Martins e Marco Aurélio Kato identificaram em comum nos 307 projetos da bienal da ADG.

 
A marca da Bienal Brasileira de Design foi criada pela equipe
do escritório Gad Design
 
Cartazes da Osesp (Kiko Farkas)
 
 Sinalização do Complexo da Pampulha (Hardy Design, A&M e GPA&A)
     
 

Nos setores Nosso Saber Fazer e Um
Olhar sobre a História do Design Brasileiro,
a curadora Joice Joppert Leal apresentou
exemplos contemporâneos de produtos que
utilizam técnicas artesanais, assim como as
várias gerações pioneiras do desenho nacional.
Os segmentos sobre as décadas de 1920 e
1940 reuniram, entre outras, peças criadas
por Warchavchik, Joaquim Tenreiro e Flávio
de Carvalho; na década de 1950, Geraldo de
Barros, grupo Branco e Preto, José Zanine
Caldas; anos 1960, Lívio Levi e Jorge Zalszupin;
anos 1970, a iniciativa de José Mindlin
de criar o Núcleo de Desenho Industrial (NDI),
além do surgimento de escritórios e agências
de grande porte; década de 1980, peças de
Fúlvio Nanni Júnior, Maurício Azeredo, Carlos
Motta e Sergio Rodrigues.
O andar superior da Oca recebeu a Produção
Atual do Design, que teve curadoria de
Marili Brandão. A designer agrupou projetos
segundo funções e intenções comuns, nos
seguintes segmentos: Design para Melhoria
Social e Ambiental; Design para Uso Público;
Design para Iluminação; Produção em Pequena
Série; Projetos Internacionais; e Produção
em Grande Série. Também integraram a bienal
os painéis Aspectos Tecnológicos e Design
Visual, organizados, respectivamente, por
Zoraida Viotti e Chico Homem de Melo.
A 1ª Bienal Brasileira de Design, promovida
pelo Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior e pelo Movimento
Brasil Competitivo, teve José Mindlin
como presidente de honra e Fábio Magalhães
como curador geral.




Texto resumido a partir de reportagem
de Evelise Grunow
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 318 Agosto de 2006

 
Amrik - Presença árabe na América do Sul (Wagner Alves)
 
CD Eletrola de miriti - (Lu Guedes)
  
 
 Mostra Favelité - (Paula Delecave)
  
  
 CD Tudo de novo novamente - (Estúdio Crop, L. A. Salgado) Marca Art Café (Set Comunicação)
    
  
 Coleção Enrique Vila-Matas - (Kiko Farkas) Ambientação Uranus 2 - (Ronia Design)
    
  
 Identidade visual da Braskem - (Keenwork Design) Participaram da bienal da ADG 30 trabalhos acadêmicos,
como “Registros gráficos na sola do calçado” (Juliana Amaral
e Ricardo do Valle, Centro Universitário Positivo, sob orientação de Renato Antônio Bertão)
    
  
 Vinheta do MTV VMB 2005 - (Fernando Leal) Coleção Paidéia (Rex Design)
    
 
 Espaço Nosso Saber Fazer, na 1ª Bienal Brasileira de Design - Foto Rogério Lorenzoni
  
  
 Produção em Pequena Série - Fotos Rogério Lorenzoni A 1ª Bienal Brasileira de Design apresentou a mostra especial Charlotte Perriand, com peças do acervo do Museu Georges Pompidou, de Paris.
    
  
 Design para Melhoria Social e Ambiental Charlotte trabalhou no escritório de Le Corbusier, com quem desenvolveu móveis tubulares e projetos de interiores
    
  
 Design para Melhoria Social e Ambiental Projetos Internacionais
    
 
 Um Olhar sobre a História do Design Brasileiro, década de 1950 - Fotos Rogério Lorenzoni
  
 
 Um Olhar sobre a História do Design Brasileiro, década de 1980
  
 
 Espaço Design Visual
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