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A Cinta surgiu de testes feitos por Useche em chapa multilaminada de madeira. Curvando o material em diâmetros decrescentes, o designer descobriu que duas polegadas era o limite para arquear a chapa a frio, sem que ela se rompesse. Os cerca de cinco centímetros em questão mostraram-se potencialmente criativos e, assim, Useche concebeu inicialmente o banquinho que leva o nome da linha. Extremamente simplificada na execução, a peça é construída a partir das chapas laterais, que funcionam como molde, porque trazem o desenho, as dimensões e a forma curva da transição entre assento e pés.
Utilizando, portanto, essas duas laterais como guia, a chapa multilaminada acompanha os ângulos e curvaturas estipulados pelo designer no plano bidimensional da madeira, a exemplo de um esboço sobre papel, operação que dá origem ao volume contínuo do banco. A série Cinta poderia ser, assim, o exercício de moldar-se em torno de corpo ou de perfil predeterminados.
Em termos produtivos, a conformação a frio dispensa a criação de modelos para a curvatura do móvel, pois cada peça já é seu próprio molde. Agilidade de execução e liberdade criativa resultaram da pesquisa empreendida por Useche em torno de material até certo ponto usual no universo de quem desenha móveis de madeira.
Ao banquinho Cinta juntaram-se posteriormente outras peças: banco com balanço, banco coletivo, banqueta, cadeiras e poltronas. Todas elas têm como elementos em comum a linguagem de volume coeso e traço amigável.
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