Sincrodesign
Design de produto
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- 22 de Julho de 2008. Visitas: 26.666
Jovens profissionais criam equipamentos de segurança eletrônica
Neste mês, o escritório carioca Sincrodesign completa dois anos. À frente da equipe, os designers Jaakko Tammela e Marco Maia desenvolveram de projetos de lancha à capa rígida para transporte de pranchas de surfe. Esse portfólio proporcionou conquistas importantes: a produção da nova linha de equipamentos para segurança eletrônica da Intelbras, um IF Design Award em 2007 e uma terceira colocação na premiação Idea Brasil, entre outras.
Os jovens designers já haviam trabalhado juntos no escritório Índio da Costa Design e também na Miolo Design Inteligente, onde se familiarizaram com boa parte do conhecimento sobre as ferramentas disponíveis para a atuação do designer industrial - cada vez mais, as pequenas e médias equipes de criação têm à disposição recursos como a prototipagem rápida, que lhes abre um canal de comunicação com grandes empresas.
Se no passado recente (anos 1990, por exemplo) apenas grandes escritórios conseguiam interferir no processo fabril - motivando a fabricação de novos moldes a um custo que poderia chegar à casa dos 3 milhões de reais -, há pelo menos cinco anos a situação é diferente. Jovens profissionais têm conseguido desenvolver projetos de escala industrial, na esteira aberta por escritórios maiores e com a ampliação do número de prestadores de serviços que fazem mock-ups e protótipos com alta definição.
No caso da linha da Intelbras desenvolvida pelos profissionais do escritório Sincrodesign, o projeto teve início com extensas pesquisas de mercado. A partir da análise dos produtos disponíveis comercialmente, concluiu-se que predominavam equipamentos que, tanto pela forma rígida como pelos mecanismos de alarme e de programação, apoiavam-se conceitualmente no medo como sensação motriz do processo de design.
Foram 30 dias de pesquisas - um período curto, se considerada a média de três meses de trabalho em projetos semelhantes -, que envolveram desde uma psicóloga até especialistas na área de segurança. “Essa etapa é fundamental para a criação. O design em certo sentido nasce da própria pesquisa”, comenta o designer Jaakko Tammela.
Inicialmente, portanto, o projeto foi na direção contrária da ansiedade gerada pela maioria dos equipamentos pesquisados. Assim, entre as tendências gerais consideradas no processo de desenvolvimento figuraram idéias como bem-estar, efemeridade, independência entre estética e funcionalidade, customização.
Esses conceitos evoluíram para diretrizes como forma fechada, uso de elementos circulares, referência a materiais naturais e agradáveis ao toque, assim como harmonização dos equipamentos com o ambiente. A elas ainda se somaram cuidados com o suave grafismo e com alarmes menos estridentes, vinculados a frases customizadas nos painéis alfanuméricos. Ao todo, o projeto demandou 21 moldes, feitos na China, em prazo recorde de seis semanas.
Se no passado recente (anos 1990, por exemplo) apenas grandes escritórios conseguiam interferir no processo fabril - motivando a fabricação de novos moldes a um custo que poderia chegar à casa dos 3 milhões de reais -, há pelo menos cinco anos a situação é diferente. Jovens profissionais têm conseguido desenvolver projetos de escala industrial, na esteira aberta por escritórios maiores e com a ampliação do número de prestadores de serviços que fazem mock-ups e protótipos com alta definição.
No caso da linha da Intelbras desenvolvida pelos profissionais do escritório Sincrodesign, o projeto teve início com extensas pesquisas de mercado. A partir da análise dos produtos disponíveis comercialmente, concluiu-se que predominavam equipamentos que, tanto pela forma rígida como pelos mecanismos de alarme e de programação, apoiavam-se conceitualmente no medo como sensação motriz do processo de design.
Foram 30 dias de pesquisas - um período curto, se considerada a média de três meses de trabalho em projetos semelhantes -, que envolveram desde uma psicóloga até especialistas na área de segurança. “Essa etapa é fundamental para a criação. O design em certo sentido nasce da própria pesquisa”, comenta o designer Jaakko Tammela.
Inicialmente, portanto, o projeto foi na direção contrária da ansiedade gerada pela maioria dos equipamentos pesquisados. Assim, entre as tendências gerais consideradas no processo de desenvolvimento figuraram idéias como bem-estar, efemeridade, independência entre estética e funcionalidade, customização.
Esses conceitos evoluíram para diretrizes como forma fechada, uso de elementos circulares, referência a materiais naturais e agradáveis ao toque, assim como harmonização dos equipamentos com o ambiente. A elas ainda se somaram cuidados com o suave grafismo e com alarmes menos estridentes, vinculados a frases customizadas nos painéis alfanuméricos. Ao todo, o projeto demandou 21 moldes, feitos na China, em prazo recorde de seis semanas.
Texto resumido a partir de reportagem
de Evelise Grunow
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 340 Junho de 2008
de Evelise Grunow
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 340 Junho de 2008
Ilustrações representativas do grafismo e acabamentos dos controles, teclado e receptor
Processo de execução dos moldes, na China
A linha de equipamentos para segurança eletrônica projetada pelo Sincrodesign é composta por nove itens
Os protótipos em ABS permitem a visualização dos mecanismos
e elementos internos, de forma a guiar e validar o processo de desenvolvimento do produto
e elementos internos, de forma a guiar e validar o processo de desenvolvimento do produto
Desenhos da fase de concepção

