Estrigas - Fortaleza, CE
 
Aquarela original: pouco mais de 20 cm de altura   Mosaico: 15 metros de altura
 
   

Ao completar 65 anos, a J. Macêdo, fabricante de produtos alimentícios das marcas Dona Benta, Petybon, Sol, Brandini e Boa Sorte, resgatou a história e deu à Fortaleza um presente em forma de arte: uma reprodução da obra intitulada “Vicente Pinzón no Mucuripe”, de autoria do artista Estrigas, como é conhecido Nilo de Brito Firmeza. O painel foi confeccionado em mosaico Vidrotil e está aplicado na empena lateral do edifício-sede da empresa, em Fortaleza.

A obra de Estrigas é um registro que redescobre Fortaleza através da história e da arte. Uma aquarela medindo pouco mais que 20 centímetros de altura homenageia o navegante espanhol Vicente Yáñez Pinzón (1461-1514) que, segundo importantes historiadores, chegou à costa brasileira no ano de 1500, poucos meses antes de Cabral descobrir o Brasil, em abril.

O feito não foi saudado pela Espanha por ir de encontro ao que estabelecia o Tratado de Tordesilhas — pela localização geográfica, o explorador estava em terras pertencentes a Portugal.
 
Mosaico na fachada (11,8m de base por 15m de altura)
representa a expedição do navengante espanhol pelo Brasil
O Mosaico

Com dimensões de 11,8 metros de base por 15 metros de altura, o painel simboliza a união definitiva da trajetória dos dois cearenses de 85 anos - J. Macêdo e Estrigas - respeitados em todo o país.

No ateliê da Vidrotil, uma equipe de 17 pessoas dedicou 2 meses de trabalho com jornadas diárias de 12 horas, em 2 turnos, incluindo fins de semana, para a execução da espetacular obra em mosaico vidroso a partir de uma pequena aquarela. Foram utilizadas cerca de 500 mil tecelas (pastilhas de vidro) em 40 cores diferentes, distribuídas em dezenas de composições para reproduzir a força das cores, a leveza dos traços e a transparência da obra original de Estrigas.

“Reproduzir em mosaico uma pintura em aquarela é sempre muito complicado, pois uma mesma cor pode variar do opaco ao transparente, dependendo da quantidade de água utilizada para diluir o pigmento. Ver linhas ou cores embaixo de outras cores mais diluídas é justamente a maior dificuldade ao fazer um mosaico partindo de uma aquarela”, explica Rogério Cordeiro, responsável pela equipe que reproduziu a obra.

"A obra busca incentivar e estimular o senso de investigação sobre a história do nosso país, é um reforço à brasilidade", diz Amarílio Macêdo, presidente-executivo da empresa.

Com esse painel, Estrigas se reúne a artistas como Vic Muniz, Claudio Tozzi, Raphael Samú, Odiléia Toscano, Athos Bulcão, Di Cavalcanti, Serafino Faro, Clóvis Graciano, Aldemir Martins, Burle Marx, Tomie Ohtake, Portinari e tantos outros que a mais de meio século recorrem ao charme, encanto e luminosidade do mosaico de vidro.
 
 
 
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