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"O BankBoston é um forte representante
do estilo contemporâneo internacional"
O líder do projeto do novo edifício-sede do BankBoston,
em São Paulo, fala sobre os desafios enfrentados pela equipe do SOM na adequação das normas do banco
à cultura brasileira
Como foi desenvolvido o projeto do BankBoston
em São Paulo?

Ele começou com a completa compreensão das necessidades do cliente. Após a apresentação inicial do programa, o banco fez para nós uma espécie de introdução à cultura, à história e à tradição brasileiras. Realizamos, junto com diretores do BankBoston, visitas a lugares e edifícios-chaves para a compreensão da rica arquitetura e cultura do país.
Isso foi importante para dar tom local ao desenho contemporâneo do edifício. As informações programáticas e culturais foram sintetizadas, utilizando nossa aproximação com o desenho esquemático, com o desenvolvimento do projeto e a seleção de materiais. Isso requereu profundo entendimento das necessidades do cliente, transformadas em arquitetura.
O BankBoston está há 55 anos no Brasil e desejava uma imagem forte e estável, que fornecesse identificação rápida e afinada com uma das empresas líderes no país na área financeira.
O objetivo também era criar uma imagem na qual a natureza e a cultura brasileiras estivessem representadas de forma digna e forte. O edifício contém esses pressupostos em suas formas curvas e no jardim, derivado dos trabalhos
do renomado arquiteto e paisagista brasileiro Roberto Burle Marx.

Em termos globais, como o senhor define esse projeto?

O edifício do BankBoston é um forte representante do estilo contemporâneo e do alto padrão internacional de prédios para escritórios.
É semelhante a outros dessa classe, sofisticada, existentes em várias partes do mundo.
Ele deve representar um novo padrão para esses edifícios no Brasil.

Como o senhor analisa a arquitetura brasileira, em especial onde o edifício do BankBoston está localizado?

Como em outras cidades do mundo, construções e desenho arquitetônico são influenciados por diversos fatores. Em São Paulo, o zoneamento restringe as dimensões dos edifícios ao máximo de área por piso. Devido a essas características,
a arquitetura paulistana adquire densidade e caráter singular. A região onde o edifício está localizado representa nova região em desenvovimento para uma larga parcela de edifícios de escritórios, similares a outros existentes em diversas partes do mundo.
Esses prédios são altos e respondem de forma eficiente às exigências internacionais para edifícios comerciais, de alto padrão.
A localização à margem do rio Pinheiros permite belas vistas a seus ocupantes.

Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 269 Julho 2002

Adrian Smith é um dos sócios do escritório norte-americano Skidmore, Owings & Merrill
Referência em arquitetura
Direitos de reprodução reservados à ARCO Editorial Ltda.
Atualizado em: 08/09/2010