ENTREVISTA Ciro Pirondi
Um dos idealizadores da Escola da Cidade em São Paulo
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Ciro Pirondi pode ser definido como um idealista, mas é também um realizador. Formado em 1980 pela Faculdade Brás Cubas, em Mogi das Cruzes, SP, ele seguiu para Barcelona a fim de dar continuidade aos estudos. Foi lá que pela primeira vez falou sobre o sonho de ver criada uma nova faculdade de arquitetura. Ex-presidente do IAB/DN (1994/95), Pirondi lecionou até 1995 na mesma instituição em que se graduou. Em 1996 ele viu materializar-se seu desejo e hoje está à frente da Escola da Cidade, faculdade voltada para a formação humanista de profissionais conscientes de sua responsabilidade social. Até mesmo a escolha do nome e da localização da escola, em área degradada do centro de São Paulo, tem por objetivo estabelecer o compromisso de pensar novas formas para a cidade, sob os pontos de vista comunitários. Quanto à criação da escola, ele cita o escritor francês Jean Cocteau: “Sem saber que era impossível, a gente foi lá e fez”.
 
Com quais propósitos foram fundadas a Associação de Ensino de Arquitetura de São Paulo e a Escola da Cidade?

Juridicamente, a única forma de fazer uma escola de nível superior no Brasil é tendo uma mantenedora, daí a associação. Em 23 de maio de 1996 demos entrada no MEC com as propostas da associação e da escola. A aprovação demorou cinco anos, por idiossincrasias internas no MEC. Era uma experiência nova, sem uma mantenedora capitalista, todos nós relativamente jovens. Somente na terceira visita do MEC tivemos o sinal verde; e quatro anos depois, em 2005, houve o reconhecimento que nos colocou em condição de dar os diplomas.

 
Quando a escola começou a funcionar?

Em 2001. Nesse meio tempo, estruturamos o projeto pedagógico, e começamos a realizar eventos através dos nossos núcleos, que entraram em funcionamento antes da escola e mantiveram nosso grupo unido.

 
Quem compõe esse grupo?

De certa forma, resgatamos a Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, que estava parada havia 20 anos. Nós fizemos a 3ª BIA e o convênio com a Fundação Bienal, que até hoje mantém a bienal. Esse mesmo grupo refez também o Congresso Brasileiro de Arquitetos, que não se realizava havia oito anos. Fundou ainda a Comissão Vilanova Artigas e fez o Instituto Lina Bo e P. M. Bardi ser o que é, com todos os livros que lançou. Entre as pessoas desse grupo estão Marcelo Ferraz, Anália Amorim, Álvaro Puntoni, Milton Braga, Celso Pazzanese, Paulo Brazil, Angelo Bucci, Marta Moreira e eu, para citar alguns. O que nos une é o fio invisível da afetividade. A escola não tem fins lucrativos, então todos nos dedicamos a ela, mas nenhum de nós vive dela.

 
Que núcleos são esses?

Por exemplo, o Núcleo de Aplicação é uma consultoria de arquitetura e urbanismo que realiza trabalhos para clientes externos e tem por metodologia investigar e solucionar questões socioambientais e urbanas de interesse da sociedade. Hoje os alunos participam desses núcleos de manhã, fora do horário de aulas. É mais que um estágio, porque realizamos um trabalho efetivo de participação, o aluno é remunerado. É isso que mantém a escola auto-sustentável. Ela não sobrevive só das mensalidades. Ela sobrevive dos trabalhos que tem fora, seja com o Núcleo de Aplicação, seja com o Núcleo de Pesquisa, seja com o Núcleo de Comunicação. Todos estão voltados para a questão da formação prática, têm caráter pedagógico. O projeto de um parque do Núcleo de Aplicação, por exemplo, vai bater aqui no nosso estúdio vertical, que é a espinha dorsal do curso.

 
E o estúdio vertical, o que é?

As aulas começam às duas da tarde e vão até as nove da noite, divididas em dois tempos. No primeiro, temos as aulas de história, urbanismo, desenho, tecnologia e projeto. No segundo, alunos e professores do segundo ao quinto ano se reúnem no estúdio vertical para discutir um tema. São formados grupos com alunos de todos os anos. A idéia é que mostrem suas diferentes visões.

 
A proposta de ensino tem grande liberdade, então?

Todos nós damos aulas em outras escolas e não temos a liberdade que temos aqui. Na Escola da Cidade não há reitor nem instituição pública ou privada que nos diga o que fazer. Quem decide é o conselho pedagógico, composto por professores de todas as disciplinas. Os alunos fazem trabalhos fora, têm assento no conselho pedagógico e participam integralmente das decisões, mas dentro dos limites que nós estabelecemos. A escola é bastante livre, mas também rigorosa. Outra coisa: estatutariamente, o aluno que se forma aqui torna-se sócio da instituição, assim como eu. Por isso, quando Oscar Niemeyer veio aqui dar a aula inaugural, disse que esta era a última experiência comunista do país.

 
Que profissional vocês pretendem formar?

Queremos formar arquitetos íntegros em sua profissão, mas, acima de tudo, cidadãos. Todos nós temos uma formação humanista, ou de esquerda, para usar uma palavra mais antiga. Acreditamos que a única forma de mudar a sociedade é a educação. Para aprender a fazer viga e pilar não precisa de escola, pois qualquer almanaque ensina. Queremos ensinar a pensar qual arquitetura queremos para este país, para este lugar, para esta cidade.

 
A grade curricular é muito diferente das demais escolas?

Sim, muito diferente. Por isso demorou cinco anos para o MEC aprovar o curso. O foco histórico é diferente. O estúdio vertical é inovador. Todas as quartas-feiras temos o Seminário de Cultura e Realidade Contemporânea, de presença obrigatória e que não existe em nenhuma outra grade curricular, no qual convidados das áreas mais distintas, como música e futebol, vêm dar palestras. Já estiveram aqui Juca Kfouri e Arrigo Barnabé, por exemplo. Temos também o conceito do uso da cidade: utilizamos o entorno, o auditório da Aliança Francesa, da Escola de Sociologia, do IAB, que ficam nas imediações. A escola fica aberta 24 horas por dia, de segunda a domingo. Outra diferença é que nossos alunos só começam a fazer projetos no computador a partir do quarto ano. Até lá eles aprendem a desenhar na prancheta.

 
Na Escola da Cidade quem decide é o conselho pedagógico, composto por professores. Os alunos também participam das decisões. Quando Oscar Niemeyer veio dar a aula inaugural, disse que esta era a última experiência comunista no país
 
A escolha da localização para a escola foi pensada nesse sentido de usar a cidade?

Sim, foi. Nós imaginamos que o grande desafio urbanístico hoje é a cidade. O que nós vamos fazer com esse monstro com 12 milhões de pessoas? Ninguém sabe. Historicamente as cidades foram feitas para dar certo, mas nessa dimensão, com esse número de habitantes, já sabemos que não dá. Então queremos pensar em formas de mudar a cidade. E já estamos intervindo no entorno. Não temos cantina aqui dentro e os alunos abriram uma cantina aqui do lado. A nossa biblioteca nem deveria ser aqui dentro. O ideal seria que nossos 7 mil volumes estivessem numa seção de arquitetura dentro da [Biblioteca Municipal] Mário de Andrade, e o aluno fosse até lá para estudar e conhecer a biblioteca da cidade dele. Mas o MEC não aceitou isso.

 
A escola itinerante faz parte desse currículo diferenciado?

Sim, faz. Eu acho que o futuro do ensino da arquitetura é a itinerância. O aluno vai a vários lugares do Brasil e da América Latina e tem aulas com professores que são remunerados por nós para dar essas aulas. Temos professores em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Brasília, no México, na Colômbia e em outros lugares. Cada aluno viaja pelo menos duas vezes por ano. A próxima viagem será para as Missões [RS]. Vai durar 15 dias e resgatar a jornada de Lucio Costa naquela região.

 
A primeira turma formou-se em 2006. Como o senhor avalia esse grupo?

São alunos que aceitaram vir para cá e cujos pais acreditaram na idéia. Isso aqui é uma ruína, mas quando eles chegaram era mais que uma ruína. Aqui é tudo esculhambado, com obras em caminho, luz que não acende, pilares com cantos quebrados, com o concreto aparente. Eles são heróis. A primeira turma sofreu com a nossa aflição de querer arrumar, de querer aprimorar as instalações. Foram eles que fizeram todo o levantamento do prédio, que não existia. Isso lhes valeu como experiência.

 
Preparamos o aluno para que ele atue com uma visão social do trabalho. As questões que nos interessam são as necessidades do país. Eu sempre falo aos alunos: me diga o tipo de vida que você quer ter e eu digo o tipo de arquitetura que você vai fazer
 
E quanto às expectativas de formação dessa turma?

Não dá para dizer que todos saíram excelentes, mas é perfeitamente possível afirmar que a média é muito boa. Com certeza podem atuar no mercado. Um aluno da nossa primeira turma formada ganhou menção honrosa no concurso Opera Prima [leia PROJETO DESIGN 330, agosto de 2007]. Esse é um bom termômetro para nós.

 
A escola preparou profissionais qualificados para o mercado de trabalho?

Os pais sempre nos perguntam se estamos preparando os jovens para o mercado de trabalho. A resposta é sim, estamos preparando o aluno para que ele atue com uma visão social do trabalho. É impossível que um aluno daqui vá fazer algum exercício sobre a construção de um shopping center. Não é esse nosso perfil, pois achamos que o shopping é um erro urbano imenso. O mesmo vale para condomínios fechados de residências. As questões que nos interessam são as necessidades do país. Eu sempre falo aos alunos: me diga o tipo de vida que você quer ter e eu digo o tipo de arquitetura que você vai fazer. Não dá para dissociar, a arquitetura é um discurso sobre a vida.

 
A Escola da Cidade tem um processo seletivo diferenciado?

Sim, nós chamamos esse processo seletivo de curso e tem a duração de quatro dias. O aluno que passa esse tempo aqui ouvindo os professores, fazendo exercícios e acompanhando as conversas não sairá da mesma forma que entrou, mesmo que não seja aprovado no processo seletivo. Fazemos também uma entrevista, que é muito reveladora.

 
Que tipo de pergunta vocês fazem nessa entrevista?

Qual o último filme a que você assistiu? Qual o último livro que leu? O que você veio fazer aqui? Você tem alguma noção de arquitetura? Qual sua visão sobre pertencimento à cidade? De que lugares da cidade você gosta? É diferente a cada ano, mas em linha geral é isso. Os exercícios também são muito bacanas. Os de tecnologia, por exemplo, mostram que a matéria não é um bicho-de-sete-cabeças e que o arquiteto deve dominá-la para fazer bons projetos. O afastamento dos arquitetos da obra foi um erro imenso, pois uma coisa está ligada à outra. O arquiteto não pode acordar como se fosse um deus disposto a criar um mundo novo todas as manhãs.

 
A antiga formação do engenheiro-arquiteto era superior à do arquiteto de hoje?

Sem dúvida, basta ver a arquitetura que eles fizeram. A arquitetura brasileira dos anos 40, 50 e 60 encantou o mundo inteiro. Nossos grandes mestres, como Paulo Mendes da Rocha, Oscar Niemeyer e Lucio Costa, são peças cultíssimas, com uma formação técnica no sentido mais sublime da palavra. O que nos interessa é a filosofia da técnica em favor da arquitetura, ninguém vai ficar calculando nada. Aliás, nem o calculista faz isso. Hoje ele é um pensador da estrutura, e depois de pensar insere os dados para o computador fazer os cálculos. A tecnologia tem uma carga muito pesada na nossa escola, é uma das diferenças do nosso projeto pedagógico. Temos laboratórios completos, e até um laboratório de túnel de vento. Nós acabamos com a idéia dos departamentos, que na minha opinião são o câncer das faculdades. Cada ano tem seu coordenador e cada coordenador é de uma disciplina diferente. Eu acho que a única coisa que pode nos destruir são os nossos egos.

 
E como é a disputa de egos na Escola da Cidade?

Aí é que entra o lado da afetividade. O elo afetivo entre nós é muito forte, somos todos amigos. Aqui dentro podemos até brigar, mas quando saímos daqui vamos tomar uísque e jantar juntos. Se o ego de um começa subir, os outros fazem baixar, temos liberdade para isso. Eu abri meu escritório muito cedo, no prédio do IAB, com [Vilanova] Artigas ainda vivo. Ele, Paulo [Mendes da Rocha], Fábio Penteado me ensinaram que ninguém é tão importante assim. A arquitetura é uma forma de expressão em cima da qual você faz sua existência, assim como o sapateiro faz sapatos. Não há nenhuma diferença.

 
Quais são os planos para os próximos anos?

Estamos tentando comprar os dois prédios onde funcionamos, que são vizinhos e interligados. Já realizamos muitas intervenções neles e agora temos condições de comprar, a escola é auto-sustentável e não devemos um real a ninguém.

 
Quantos alunos são?

São 225 e pretendemos chegar a no máximo 400. Não mais do que isso, dado o caráter social e comunitário da escola. Nós temos um sonho muito particular, que é usar o prédio pela manhã e abrir uma escola de ensino médio. Estamos indo com muita calma nisso, porque ainda temos dúvidas. A idéia é fazer uma escola de humanidades, um curso regular mas com foco em questões de história, literatura, desenho, artes. Queremos uma escola sem vícios e de onde o aluno saia eticamente bem formado, com uma visão social do país, independentemente do que ele queira fazer no seu futuro. Temos também a pretensão de fazer uma escola de técnicas no terceiro grau, baseada principalmente em algo que penso que o Brasil está deixando escapar pelos dedos, que é o legado do Lelé [João Filgueiras Lima]. Temos um pacto com Lelé, estamos recebendo muito da tecnologia que ele desenvolveu e gostaríamos de fazer uma fábrica dentro da escola.

 
Como assim?

Temos atuação comunitária através de organizações não governamentais, a ponto de haver atualmente mais de nove trabalhos em andamento no Núcleo de Aplicação. Estamos trabalhando num projeto de escadas drenantes e de contenção que Lelé desenvolveu. São escadas que resolveriam metade dos problemas de desabamento de encostas. Gostaríamos de desenvolvê-las aqui dentro e oferecer às comunidades. A viabilização dessa idéia quase deu certo no ano passado e, quando efetivada, estará ligada à escola de humanidades, para que o aluno possa aprender um ofício na fábrica.

 
A escola se mantém, então, com os recursos das mensalidades e dos trabalhos realizados nos núcleos?

Esses trabalhos são feitos em convênio com empresas como a Sabesp, prefeituras, instituições do governo e não governamentais. Eles geram recursos, cada núcleo paga o desenvolvimento de seu trabalho e repassa 15% para a instituição. Ou seja, o aluno recebe uma remuneração e ainda ajuda a custear a escola. A mensalidade, em torno de 1,5 mil reais, foi calculada como a média entre a mais cara e a mais barata praticadas em São Paulo. Estamos sempre no meio, apesar de termos carga horária muito maior do que a das outras faculdades.

 
A FAU/PUC-RJ está com a experiência de monitoramento dos recém-formados, para mantê-los ligados à instituição. O que o senhor pensa a esse respeito?

Acho perfeito. Já fazemos isso aqui, acompanhando um por um dessa turma que se formou, conversando, trazendoos para trabalhar, arrumando estágio.

 
Como surgiu seu interesse pelo ensino?

Minha escola, a Brás Cubas, era muito boa na década de 70, mas depois decaiu, porque demitiram os professores que eram os mesmos da USP, como [Eduardo] Corona, Eduardo Kneese de Melo, Artigas. Quando terminei a faculdadade fui estudar em Barcelona. Viajei com Paulo Brazil, que hoje é o diretor do Núcleo de Comunicação. Um dia, em 1981, fazia frio, havíamos bebido um pouco de vinho, e vivíamos aquela história conturbada de estudante fora do país. Então eu falei: “Nós faremos uma escola de arquitetura, Paulo, um dia”. Li certa vez num livro de pedagogia que professor é profissão e educador é vocação. Acho que tenho essa vocação.

 
O senhor sempre foi diretor na escola?

Sim, mas não vejo a hora de voltar a dar aula. Só lecionei meio semestre aqui. A escola, contudo, está agora melhor estruturada, logo poderei voltar às aulas. Se eu pudesse, escreveria dois frontispícios na entrada da escola: “A melhor crítica a uma poesia é outra” - frase do músico John Cage, de quem eu gosto muito -, e “Sem saber que era impossível, a gente foi lá e fez”, do francês Jean Cocteau. Ou seja, não quero ficar criticando outras escolas, e, na minha opinião, a melhor escola de arquitetura continua sendo a FAU/USP. E também me lembro de que todos me diziam que era impossível criar a Escola da Cidade. Hoje, sei que ela é uma experiência muito rica para todos nós. Vou contar algo em primeira mão: fomos pré-selecionados pelo Conselho Interamericano de Educação - uma instituição que envolve a Universidade da Cidade de Nova York, a Unesco, a Faap, aqui do Brasil, além de entidades do Panamá, Peru e República Dominicana, entre outros - para concorrer ao prêmio anual ligado à educação na América. Só de termos sido pré-selecionados já acho muito legal, porque, no final das contas, só temos cinco anos de existência.

 
Temos que aprimorar muito a inter-relação entre as disciplinas. Falta a viagem de atividade social: nosso sonho é adotar um lugar e lá, junto com a prefeitura e com os moradores, prestar um serviço objetivo. Não é uma visão assistencialista
 
Que problemas a escola enfrenta?

Temos que aprimorar muito, por exemplo, a inter-relação entre as disciplinas. O conselho pedagógico, que é a alma da escola, só agora, depois de cinco anos, começou a ganhar consistência. É do conselho que emana o que faremos de certo ou de errado. A própria escola itinerante precisará ter duas vertentes para chegar onde queremos, e uma delas ainda não conseguimos colocar em prática. Falta a viagem de atividade social, ou seja, nosso sonho é adotar um lugar e lá, junto com a prefeitura e com os moradores, prestar um serviço objetivo. Não é uma visão assistencialista: um arquiteto pode orientar sobre a construção de uma cisterna ou de uma caixa-d´água, sobre a posição de uma janela. Acho que a escola tem muita coisa para fazer ainda e nosso sonho é que ela seja autosustentável, a ponto de podermos cobrar mensalidade mínima e remunerar muito bem os professores. Entraremos em processo de renovação parcial da diretoria e vou me sentir muito feliz no dia em que, vindo do meu escritório, eu atravessar a rua, subir a escadinha e dentro daquele mocó que é a minha sala vir um desses meninos que nós formamos, como diretor.

 
 
 
Por Nanci Corbioli
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 331 Setembro de 2007
  Arquiteto que também se deixou seduzir pelas teorias e pela prática pedagógicas, Ciro Pirondi é um dos idealizadores da Escola da Cidade, faculdade de arquitetura com proposta educacional diferenciada, implantada em São Paulo.
 
  Nesta entrevista, ele mostra um retrato do funcionamento da instituição e faz o balanço dos cinco primeiros anos da escola, que propõe o ensino de arquitetura como uma experiência social.
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