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| Steven
Holl |
“A arquitetura não é
um exercício acadêmico, ela precisa
ser experimentada
pelo público” |
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Steven Holl nasceu
em 1947, no estado de Washington, EUA. Graduou-se em arquitetura
na Universidade de Washington, em Seattle, e continuou
seus estudos em Roma e na Architectural Association, em
Londres. Em 1976, fundou seu escritório em Nova
York. Leciona em diversas instituições,
entre elas o Instituto Pratt, a Universidade Colúmbia
e a de Washington.
Em 1996 ganhou o prêmio Progressive Architecture;
em 1998, o National AIA Design, pela capela de Santo Inácio,
em Seattle; e, no mesmo ano, recebeu a medalha Alvar Aalto |
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nas fotos para ampliá-las |
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Maquete da Faculdade de
Arquitetura de Cornell, de Nova York, 2001 |
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Galeria Store Front, em
Nova York: esquema de portas giratórias. Projeto
de 1994 |
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Maquete do escritório Sarphatistraat, em Amsterdã,
Holanda. Projeto de 2000
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Museu das Confluências,
Lyon, França: aquarela de interiores |
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Museu das Confluências:
corte |
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Antes de ganhar
fama internacional, o arquiteto norte-americano Steven
Holl era um conhecido e dinâmico professor universitário.
Sua fama foi crescendo com os projetos e os livros, lançados
para “clarear” suas idéias, e mais recentemente,
com as várias obras que seu escritório está
desenvolvendo. Em junho passado, em seu novo estúdio
nova-iorquino,
Holl falou a PROJETODESIGN sobre seu complexo processo
de criação, seus projetos recentes, seus
livros, o mercado
e o ensino de arquitetura. |
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| Em seu primeiro livro -Anchoring
- seus trabalhos exploravam a relação com
o entorno e o programa. Como essas relações
se apresentam em projetos recentes, como o do Nelson-Atkins
Museum, de 1999, onde os blocos novos estão ao
lado de um antigo edifício? |
Nesse livro escrevi sobre os limites
da concepção de cada projeto e a força
do desenho. Minha estratégia conceitual é
conduzir os problemas da situação geral
para o plano particular. O projeto para o Nelson-Atkins,
em Missouri, foi objeto de um concurso que contou
com a participação de grandes arquitetos,
como Tadao Ando e Christian de Portzamparc. O edital
pedia que o anexo fosse construído a norte
do antigo edifício, mas achei que essa não
era a solução ideal e quebrei as regras
do concurso. Na realidade, eles consideraram o fato
de estarmos propondo ampliação a leste
do terreno, conectando-a com o antigo edifício
através de ligações subterrâneas,
sem encostar nele. Mas vencemos a competição,
mesmo com um rigoroso corpo de jurados, entre eles
Kenneth Frampton. O júri entendeu minha concepção.
O projeto é corajoso; não era o que
eles imaginavam, mas resolvia todos os problemas.
É uma construção cara, com orçamento
de 86 milhões de dólares. As obras começaram
em abril.
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| Outro livro seu -Intertwining,
de 1996 - abordou a relação dos projetos
com a experiência cotidiana, como sensações,
percepções, conceitos e emoções,
que o senhor relaciona com a filosofia de Merleau-Ponty.
Poderia falar um pouco sobre essa mistura? |
Estou tentando definir melhor essa
questão.
A concepção estratégica é,
para mim, única em cada projeto. Quando a organizamos
e definimos seus termos, o sentido intelectual não
é o teste final. O teste é a experiência
da arquitetura. Qual é a questão fenomenológica?
É quando o corpo se movimenta pelo espaço.
Ou quando o espaço e o corpo atuam juntos,
aceitando a elevação de diferentes ângulos,
vistas, cheiros, texturas e detalhes. Todas essas
questões são fenomenológicas.
Esse é o teste real, a arquitetura não
é um exercício acadêmico, ela
precisa ser experimentada pelo público. Isso
acontece na música: você pode gostar
da obra pelo som e pelo ritmo e desconhecer a precisão
matemática de sua concepção,
mesmo que ela possua estrutura clara. Uma grande peça
de música pode ter uma concepção
estrutural muito estranha. Stravinsky compôs
inúmeras obras assim. É o trabalho de
ir e vir, em uma mesma linha, desses dois extremos.
Isso me interessa, estratégias imaginativas,
uma concepção fresca e única.
Mas estou interessado em realizar tudo em espaço,
com detalhes e materiais - ou seja, uma experiência
rica e não somente um exercício intelectual.
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| Qual o tema de seu novo livro, Parallax
? |
Esse livro, publicado em 2000, foi
um exercício em relação à
minha obsessão com o desenvolvimento da ciência
e o potencial arquitetônico. Tinha vontade de
escrever sobre isso em um livro experimental, um tipo
de exercício. Trabalhei nele durante um ano,
todos os dias pela manhã, por duas ou três
horas. Escrevi 70 mil palavras e tentei definir coisas
com as quais procuro trabalhar, com o estímulo
e o sentido que esse livro representa para mim: a
sensação de que o século 21 está
aqui, e eu não posso fazer muito.
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O senhor apontaria alguma proximidade
entre Parallax
e alguns livros lançados recentemente que apresentam
de forma diferente a arquitetura, como S,M,L,XL,
de Koolhaas, ou Farmax, do MVRDV? |
Não, de jeito nenhum. Esses
livros são compilações de projetos
- no caso de Koolhaas organizados de acordo com a
escala dos edifícios e com um tipo brilhante
de pensamento analítico e leve tendência
surrealista ao colocar juntas coisas desiguais. Tudo
isso é muito interessante, mas é um
exercício completamente diferente do meu.
No caso deles, não há nenhum enfoque
na relação entre arquitetura e ciência.
Esses livros estão muito mais próximos
de Intertwining. No final de Parallax
, há ilustrações de alguns de
meus projetos recentes, mas meu livro é muito
menor e mais modesto, insisto. Ele parece ter sido
feito manualmente, com a capa de papelão.
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| Ao mesmo tempo em que sua obra é
calcada em filosofia, há no desenvolvimento dos
projetos intensa produção de esquemas, diagramas
e aquarelas. Como e em que momento tudo isso se junta?
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Vou dar um exemplo. Atualmente, estou
desenhando uma casa de campo inspirada numa pintura
de Jackson Pollock. Ela será construída
em Southampton, perto do local onde ele pintava. Estou
no início desse projeto. Comecei esta manhã,
mas fiz os primeiros desenhos dois meses atrás.
O projeto tem estrutura preta de madeira, com encaixes
muito simples. O interior possui uma desordem de pedaços
e partes dispostos perto da água. Estou tentando
desenvolver o trabalho a partir de uma pintura que
fiz: estou aceitando-a, e isso é muito difícil.
Quando já pensava qua não iria conseguir,
achei o que desejava: uma pintura de Pollock intitulada
"Sete e oito" , de 1945. Olhei novamente
para o programa e vi que tinha sete partes que poderiam
estar no piso superior e oito que poderiam estar no
andar de baixo. Esse é o trabalho que estou
começando, estamos fazendo a maquete de madeira
e papel. Ela nos dará explicações
sobre como proceder.
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| O senhor chamaria isso de inspiração?
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Isso é uma junção
de diversos fatos. Em primeiro lugar, o ideograma,
a aquarela inicial que fiz, a idéia de fluência
do espaço interno. Há o fato de Pollock
ter morado ali perto e pintado dentro daquele celeiro.
Por último, o fato de o cliente pedir algo
livre e bastante praiano, mas original. Todas essas
coisas caminharam juntas. Nenhuma exclui outras que
aparecem depois, mas quando se põem todas juntas
tudo começa a fazer sentido. Acredito na sorte,
pois quando achei a pintura de Pollock tudo passou
a ser estranhamente metafísico. O título
"Sete e oito" me deu uma leitura em terceira
dimensão.
Não estou copiando a pintura, pois ela tem,
fisicamente, duas dimensões. Aquilo que não
consigo entender completamente é, para mim,
uma possibilidade estimulante. Serão precisos,
talvez, dois meses para apresentar a planta e criar
um trabalho pessoal. Necessito de duas coisas: tempo
para apreender essas bases e clientes com paciência.
Não posso trabalhar com incorporadores que
necessitam do projeto em duas ou três semanas,
pois assim os trabalhos não são pensados
adequadamente.
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| É por isso que o senhor não
faz projetos comerciais? |
Não consigo fazer. Já
tentei. Mas sempre que me pedem um projeto de edifício
comercial, por exemplo, querem a primeira apresentação
em duas semanas. Não posso fazer em duas semanas.
Acredito que temos de colocar muito mais energia e
esforço na concepção, e não
em outras partes do trabalho. É impossível
fazer em uma semana, talvez nesse tempo possa surgir
uma idéia. Nunca entro em um concurso se não
tiver seis ou sete semanas para trabalhar. Do contrário,
seria apenas um exercício, não poderia
fazer uma análise. Não se trata de uma
questão financeira, mas relacionada à
qualidade, e não à quantidade. Essa
é a chave de meu trabalho, e penso que, em
arquitetura, isso é uma das coisas mais importantes.
As pessoas definem meu trabalho como o de um artista
não por aquilo que eu escolho fazer, mas por
aquilo que eu me recuso a fazer.
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| Apesar da escala de Nova York, arquitetos
aqui radicados, como o senhor, pouco contribuem para a
construção da cidade. Isso não é
estranho e frustrante? |
Fiz [em 1994] um projeto na cidade,
a galeria de arte e arquitetura Store Front, que desenhei
junto com Vito Acconci. Estou muito orgulhoso desse
pequeno trabalho, cujo custo de construção
foi de apenas 50 mil dólares. Nova York é
um local espetacular, mas por causa dos altos custos
imobiliários não existe qualidade arquitetônica
nas construções, que não possuem
forma nem caráter. Muitos arquitetos são
marginalizados, pois os grandes incorporadores querem
apenas maximizar seus lucros. Eles criam uma situação
na qual o valor da arquitetura é verificado
e provado, e cada metro quadrado custa muitos dólares.
Essa espécie de ambição do empreendimento
é a regra. As instituições contratam
um promotor para construir uma moldura e a colocam
dentro do museu, como se fosse uma obra de arte. Nesse
sentido, Nova York é uma cidade muito bruta.
Para mim, criar um conceito arquitetônico aqui
é muito difícil. Participei do concurso
para o Moma em 1997, penso ter feito um grande trabalho,
mas não fui selecionado.
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| Mas nos últimos anos o senhor
teve a oportunidade de projetar em diversos países,
como Japão, Holanda e Finlândia. Fale um
pouco dessa experiência, sobretudo na relação
entre as culturas locais e a arquitetura. |
Foi muito estimulante ter criado
meus dois primeiros grandes projetos no Japão.
Empreguei minha filosofia de qualificação
das características do entorno, do local e
das necessidades específicas do programa, e
alguns novos caminhos criativos para superar, com
dificuldade, o fato de colocar essas coisas juntas.
Em 1990, criei uma moradia coletiva ao sul de Fukuoka.
Acho que é o melhor projeto residencial que
fiz, e uma das razões para isso é, em
primeiro lugar, o fato de os japoneses construírem
muito bem, de forma sofisticada. Outro motivo é
que eles desejavam algo experimental - pois fazia
parte de uma exposição internacional
de moradias -, o que se materializou, no meu caso,
com as paredes que se movem e com a riqueza dos espaços
internos.
Os japoneses possuem entendimento amplo - que também
defendo - da herança cultural representada
pela flexibilidade do sistema de paredes de papel.
Interpretei essa flexibilidade de forma muito rica:
todos os interiores podem ser abertos para dentro
e para fora, abrindo um ambiente ou fechando outro
em pequenos espaços. Analisando esses blocos
em universidades onde fiz palestras, as pessoas observaram
que eles dariam moradias estudantis perfeitas. Não
acho que poderia ter feito isso nos EUA, onde as pessoas
não são muito abertas a experimentações.
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| Como o senhor vê a presença
de arquitetos europeus projetando nos EUA? |
A arquitetura deveria ser tratada
como a grande música, que deve ser cultivada
culturalmente em nível e escala internacionais.
João Gilberto é um grande músico,
e fico muito feliz em ouvir, em restaurantes de Manhattan,
essa grande música brasileira. Poder ter esses
prazeres nessa sociedade internacional em que vivemos
é uma das coisas que me estimulam. Gostaria
que houves mais troca entre a América do Norte
e a do Sul. Gostaria também que Oscar Niemeyer
construísse mais nos EUA. E estou muito feliz
com a possibilidade de poder visitar o projeto do
hotel que Jean Nouvel está desenhando no Soho.
É fantástico. Fui sondado para esse
projeto, mas não me chamaram, e estou feliz
por Nouvel ter sido escolhido. Não será
fácil, mas ele terá mais tempo do que
eu teria.
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| Por quê? |
Por incrível que pareça,
ele terá mais tempo devido à distância
entre a França e os Estados Unidos. Exemplifico:
quando trabalhei no Japão, tinha que ir lá
uma vez por mês e, como ficava apenas dois dias,
tudo tinha que ser decidido com rapidez. Mas trabalhávamos,
com o auxílio do fax, durante 24 horas, pois
os japoneses enviavam, ao final do dia, algumas questões
sobre o projeto, que eram respondidas enquanto era
dia em Nova York e remetidas de volta ao final de
nosso turno. Às 6 ou 7 horas, quando eles começavam
a trabalhar, as respostas estavam lá. Isso
ajuda, pois você pode trabalhar 24 horas por
dia. Pode-se fazer uma programação e
trabalhar em dois turnos constantes e simultâneos.
Algo que demoraria 12 meses em desenho dura apenas
seis.
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| O senhor leciona na Universidade
Colúmbia, em Nova York. Como avalia o ensino de
arquitetura atualmente? |
Leciono há 20 anos. Sempre
no outono, durante um período letivo. Interesso-me
muito pelas questões filosóficas dos
estudantes. Abri meu estúdio para eles. Trago-os
aqui e pergunto o que acham das obras publicadas na
mídia de arquitetura. Passamos atualmente por
uma euforia por tecnologia, que é deslocada
do lugar que lhe é devido. Estou certo de que
isso vai passar, pois se tornou chato e repetitivo.
Há dez anos existiam surpresa e novidade no
desenho de diversos programas, utilizando elementos
como a dupla membrana e a transparência, uma
espécie de euforia e divertimento gráfico,
mas repetitivo. Precisamos recuperar a habilidade
em termos de detalhes e intensidade da arquitetura.
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| Atualmente, com qual arquiteto do
cenário internacional o senhor se identifica? |
Jean Nouvel tem um trabalho interessante,
com experimentações e, sobretudo, uma
precisão em escalas maiores. Seus projetos
possuem ideologia e concepção próprias,
criam nova dimensão para a arquitetura. Tempos
atrás, existiam algumas linhas ideológicas
com as quais poucos concordavam, mas que abriram diversos
caminhos para se fazer arquitetura moderna. É,
por exemplo, o caso de Oscar Niemeyer, que criou uma
linguagem original para o movimento moderno. As obras
dele são um legado da arquitetura internacional
e precisam ser preservadas.
Visitei a casa em que ele morou na estrada das Canoas,
no Rio de Janeiro. É uma residência impressionante
e, na minha opinião, uma chave para a comprensão
da arquitetura do século 20. Precisa ser preservada,
restaurada. É como a casa Farnsworth, de Mies
van der Rohe, que, depois da polêmica sobre
sua venda, vai ser preservada pelo estado de Illinois
e reaberta ao público. O Brasil precisa fazer
a mesma coisa com obras como a casa das Canoas, o
tipo de projeto que atrai visitantes de todo o mundo.
Espero que esta entrevista ajude a Fundação
Niemeyer a preservá-la.
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| Fale um pouco de seus projetos recentes.
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Estou fazendo um prédio para
estudantes no MIT, em Boston, com o mesmo programa
do edifício projetado por Aalto, que fica quase
em frente. Venci o concurso para escolha do projeto
da faculdade de arquitetura da Universidade Cornell,
do qual participaram grandes arquitetos, como Peter
Zumthor, Tod Willians e Thom Mayne.
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| O senhor considera o Museu de Arte
Contemporânea Kiasma, em Helsinque, Finlândia,
sua obra-prima? |
Estou trabalhando em minha obra-prima
agora. É um projeto fantástico, mas
ainda secreto. Posso falar apenas que é um
concurso em Paris.
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Texto resumido a partir de reportagem
de Fabienne Klotz e Fernando Serapião
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 259 Setembro 2001 |
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