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| Luiz
Paulo Conde |
"A americanalhização
da arquitetura levou
ao abandono das coisas
que lhe deram caráter" |
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LUIZ PAULO FERNANDEZ CONDE formou-se em 1959
pela Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade
do Brasil (atual UFRJ).
Presidiu o IAB-RJ de 1974 a 1979 e foi diretor da FAU-UFRJ
entre 1990 e 1992.
Em 1993, foi nomeado secretário municip al de
Urbanismo pelo então prefeito César Maia.
Seu desempenho à frente da secretaria habilitou-o
a disputar - com êxito - a eleição
para prefeito do Rio de Janeiro, em 1996. Candidato
à reeleição em 2000, foi derrotado
pelo mesmo César Maia, hoje um desafeto
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"O último gesto
brasileiro na arquitetura foi o Museu de Arte Contemporânea,
de Niemeyer, em Niterói. Não vejo outra
obra significativa" |
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"Hoje só se
faz uma arquitetura de materiais.
Há mais brilho, mais coisas, mas não é
arquitetura. Deixaram de se preocupar com o clima, com
o sol, só há vidros espelhados" |
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"O Guggenheim no Brasil
é um mito, grife internacional. O Rio não
precisa disso, já
tem o Pão de Açúcar e o Corcovado" |
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O ex-prefeito
do Rio de Janeiro, Luiz Paulo Conde, declara-se um arquiteto.
Político, Conde planeja se candidatar ao governo
do Rio em 2002, mas também quer voltar a ensinar:
"Gostaria de lecionar na FAU-USP", diz ele.
Atualmente (outubro de 2001), o arquiteto lidera a organização
não-governamental Viver Cidades, que formou
depois de ter perdido, no ano passado,
a eleição para a prefeitura carioca. Para
Conde,
a arquitetura brasileira atual carece de ousadia, de alguém
capaz de gestos arquitetônicos mais audaciosos |
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O senhor se afastou da
arquitetura desde que assumiu
a Secretaria de Urbanismo do Rio de Janeiro e depois
a prefeitura da cidade? |
Não. Nesse período
não projetei, mas chamei mais de cem arquitetos
e designers para participar dos programas Rio-Cidade
e Favela-Bairro. O projeto Favela-Bairro
de Jorge Jáuregui para as favelas cariocas
Salgueiro, Fernão Cardim, Fubá-Campinho
e Vidigal foi premiado em Harvard, o que para mim
é um orgulho. O Rio-Cidade Leblon ficou entre
os dez finalistas do prêmio Mies van der Rohe
para a América Latina e foi exposto no Moma
de Nova York. As luminárias que Guto
Índio da Costa desenhou para
esse projeto estão em vários lugares
do Brasil.
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| O senhor não estava
produzindo no escritório, mas continuou acompanhando
a arquitetura? |
Continuei. Em 2000, tive a maior
a honra de minha vida ao ser jurado, a convite do
governo francês, do concurso para o último
grande museu em Paris, o Museu de Artes e Civilizações.
Julguei trabalhos de Christian de Portzamparc, Norman
Foster, Peter Eisenman e Jean Nouvel, entre outros.
O primeiro lugar coube a Nouvel e o segundo a Eisenman;
o museu ficará num cais perto do rio Sena,
muito próximo da torre Eiffel, num terreno
lindíssimo.
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| Como vê o panorama
atual da arquitetura brasileira? |
O Brasil está fazendo hoje
uma arquitetura de qualidade comercial. Não
temos grandes inovações. O último
gesto brasileiro, nessa área, foi o Museu
de Arte Contemporânea, de Niemeyer,
em Niterói. Não vejo outro gesto importante
ou obra significativa. Niemeyer tem essa predestinação.
Ele é chamado pela prefeitura e torna-se símbolo
de Niterói; a cidade passa a ser procurada
porque tem aquele museu, e até a papelaria
da prefeitura tem o MAC como símbolo. Não
basta ao arquiteto fazer certas obras. As chances
são dadas a muitos deles, mas fazer uma obra
significativa, reconhecida pelos artistas, pelos intelectuais,
por seus pares e pela população é
muito importante.
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| Nesse sentido, a arquitetura
brasileira não seria refém dessa personagem
tão forte que é Oscar Niemeyer? |
Não acho que seja refém.
Na Inglaterra, por exemplo, [James] Stirling é
um nome muito forte, mas não impediu que surgissem
Richard Rogers e Norman Foster, por exemplo. O que
estou dizendo é o seguinte: vários arquitetos
tiveram muitas chances, mas, para comemorar os 500
anos do descobrimento do Brasil, tivemos que recuperar
a Oca, no Ibirapuera, em São Paulo. Esse foi
o grande evento. Poderiam ter feito um concurso, chamando
novos arquitetos, mas o acontecimento foi a recuperação
da Oca, obra de Niemeyer.
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| Mas, então, o que
falta para nossa arquitetura avançar? |
Às vezes, é melhor
errar, mas arriscar. Ou então fazer como [Rafael]
Moneo, que projetou um museu de arquitetura em Estocolmo
em que não se sabe onde termina o antigo e
onde começa o novo. É uma obra altamente
sofisticada. Ou como a pirâmide do Louvre, que
todo mundo dizia que era ruim, mas o que se faria
diferente daquilo? Então, quando [Frank Lloyd]
Wright faz o Guggenhein, surgem a discussão,
o debate, um ícone. É isso que está
faltando à arquitetura brasileira. Veja o caso
de [Carlos] Bratke, o filho, com o número de
oportunidades que teve. Juntando-se toda a sua obra,
o que ele fez?
No Sesc Pompéia, em São Paulo, Lina
[Bo Bardi] projetou aquela grande caixa, as piscinas,
as aberturas irregulares. Até achava exagerado,
mas era uma atitude, uma maneira de fazer.
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| O senhor não vê
atitude na arquitetura brasileira hoje? |
Está faltando. E o que resta
para nós?
Tecnologia não temos. Em Buenos Aires, os prédios
recentes de Cesar Pelli dão banho, porque tudo
é importado dos EUA. Não há nenhum
edifício comercial em São Paulo tão
bonito quanto aquele cubo branco de Pelli, em Buenos
Aires. O Banespa antigo é um prédio
bonito - art déco ou o que seja, mas marcava
uma visão. Hoje falta isso. Encontra-se algum
detalhe interessante, um prédio razoável,
uma coisa bem-feita, uma casa bonita. Mas faltam idéias
mais fortes na arquitetura brasileira. Estamos patinando,
mesmo tendo bons arquitetos.
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| Se há bons arquitetos,
por que não temos uma arquitetura expressiva? |
Eu poderia dizer que a arquitetura
comercial média, que não tem assinatura
- os pequenos prédios estreitinhos de Ipanema,
do Leblon, feitos de mármore e granito bem
detalhado -, até que não é ruim.
Como arquitetura da burguesia, pode-se achá-la
meio luxuosa, mas, ainda assim, bem-feita. Acho até
que a arquitetura residencial é mais um problema
de design, para resolver bem uma esquadria, um detalhe.
Ninguém vai fazer discurso de arquitetura nisso,
e nesse campo Niemeyer é perfeito. Ele não
está querendo inventar a roda. Mas veja outros
casos: o edifício Itália, em São
Paulo, por exemplo, é uma maravilha.
Ele estabelece uma relação com a cidade,
a torre emerge e se relaciona com todos os edifícios
ao lado. O antigo edifício do jornal O Estado
de S. Paulo [de Franz Heep, como o Itália]
é belíssimo. Quem mais faz isso?
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| Como o senhor classifica
a arquitetura brasileira atual? |
Hoje só se faz uma arquitetura
de materiais.
Há mais brilho, mais coisas, mas não
é arquitetura. Deixaram de se preocupar com
o clima, com o sol, só há vidros espelhados.
Não há mais sol no Brasil? Acho que
faltam idéias, uma discussão mais profunda.
Temos muitos arquitetos bons fazendo casas excelentes,
predinhos excelentes, mas há também
uma arquitetura que macaqueia, e mal. Fui recentemente
ao Birmann 29, em São Paulo, e parecia que
eu estava entrando nos Estados Unidos subdesenvolvido.
Prefiro o BEG de [Henrique] Mindlin, o Rino Levi,
o [Carlos] Milan.
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| O senhor disse que não
temos tecnologia para produzir uma arquitetura de melhor
qualidade. Por quê? |
A arquitetura brasileira foi criada
sem ar-condicionado, com pés-direitos altos,
brises, proteção e venezianas. Mas veio
Mies com a idéia de universalizar o edifício:
tanto o prédio de escritórios como a
residência poderiam ter o mesmo aspecto. Isso
se radicalizou e perdeu-se todo o histórico
da arquitetura brasileira.
Caímos no conto de que, com a tecnologia, resolvíamos
tudo. Mas, como não éramos um país
tecnológico, a passagem de um modelo que levava
em consideração o clima - onde o sol
e a sombra eram importantes - para o modelo norte-americano,
tecnológico e universalista, foi muito difícil.
Então começou a "americanalhização"
da arquitetura e o abandono das coisas que lhe deram
caráter. Nossa arquitetura ficou sem caráter.
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| É possível
recuperá-lo? |
Como professor que sou - e estou
com vontade de voltar a lecionar -, mandaria que se
estudassem Goiânia, Maringá, Londrina,
Campo Grande, Brasília, Belo Horizonte, cidades
que os brasileiros desenharam. Que se estudassem os
arquitetos brasileiros: Rino Levi, Milan, Paulo Mendes
da Rocha, Joaquim Guedes, Niemeyer, Vital Brazil,
Jorge Moreira, os irmãos Roberto, Bratke velho.
Temos um acervo histórico de arquitetura e
muitas obras que não foram feitas só
por arquitetos modernos. Voltar para o Brasil, despir-se
de preconceitos, ver os arquitetos art déco,
os arquitetos que construíram São Paulo,
desde a Estação da Luz. Os catálogos
que fizemos no Rio [Guias de arquitetura do Rio de
Janeiro] têm essa função, recompõem
a história urbana.
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| Que temas devem orientar
a arquitetura nos próximos anos? |
Teremos que fazer uma arquitetura
que gaste menos, mais leve, que trabalhe com materiais
renováveis - acho que a única coisa
nova que aconteceu no mundo é o universo sustentável.
A energia também será importante. Vamos
viver um período em que se deve repensar como
fazer uma casa econômica, que gaste menos e
seja mais fácil de construir.
Outra novidade mundial - para mim, a mais interessante
- é a arquitetura efêmera.
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| Efêmera? Onde ela
se aplica? |
Não há centro de convenções
e autódromos, por exemplo, sem uma arquitetura
efêmera ao lado. Pavilhões de lona com
ar-condicionado, desmontáveis, instalações
temporárias, são temas que os arquitetos
têm de pensar como necessidade. Foi realizada
no Rio de Janeiro uma etapa da Copa Davis (competição
mundial de tênis) que me impressionou: ergueram
uma estrutura com elevadores e quadra especial que
durou dez dias. A conservação de energia
e a arquitetura efêmera são programas
novos. E a arquitetura só muda em função
de programas.
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| Faz parte de seu horizonte
profissional voltar a atuar à frente de um escritório
de arquitetura? |
Quero me candidatar a governador
do estado do Rio. Desliguei-me do escritório
quando fui nomeado secretário de Urbanismo.
Este ano, Mauro (Neves Nogueira) também saiu.
Ele está fazendo doutorado e ensinando. Mauro
gosta da vida acadêmica e montou seu próprio
escritório.
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| Um escritório consegue
superar a ausência de seu principal mentor e fundador?
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O escritório não tem
mais meu nome. Veja, por exemplo, o escritório
de Mindlin. Ele faleceu e seus sócios estão
até hoje trabalhando. O escritório sobrevive
porque há uma lista de clientes. Em meu caso,
o escritório (atualmente STA) tem como cliente
a Fundação Bradesco, para quem trabalha
constantemente, mas é um embate duríssimo.
Como eu integrava o escritório, ele não
pôde fazer nada do Rio-Cidade, nem do Favela-Bairro.
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| O senhor disse que quer
ser candidato ao governo do Rio e voltar a lecionar. Isso
é compatível? |
Posso não ganhar a eleição
em 2002. Já vou começar a orientar trabalhos
na Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Mas gostaria de ensinar na USP.
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| A organização
não-governamental Viver Cidades, que o senhor
fundou, é uma forma de se manter em evidência?
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Perdi uma eleição majoritária
e fiquei desempregado. Perguntei-me o que poderia
fazer, uma vez que não queria voltar para o
escritório. Então, reuni os amigos que
trabalharam comigo no governo e no Iuperj e fundamos
uma organização não-governamental
para dar apoio às cidades em políticas
urbanas e em outras áreas. Após quatro
anos como secretário de Urbanismo e mais quatro
como prefeito, acumulei muita experiência. Hoje
estamos fazendo trabalhos para as cidades de Angra
dos Reis, São Gonçalo, Petropólis,
Macaé e Carmo, entre outras.
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| O que de mais positivo
o senhor realizou no Rio e o que gostaria de ter feito
e não conseguiu? |
Fui o prefeito que, em 12 anos, mais
investiu no social. Mas, sob o ponto de vista de arquitetura,
lamento não ter continuado o projeto de Oriol
Bohigas, Nuno Portas e funcionários da prefeitura,
da frente marítima. Um projeto lindíssimo
- que não vão continuar -, que recuperaria
todo o espaço entre o Aeroporto Santos Dumont
e a Candelária. Outra frustração
foi não ter feito a ligação Realengo-Barra,
muito importante, pois desafogaria o trânsito
no Rio. E não ter construído o centro
de convenções que Niemeyer projetou.
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| Como prefeito, o senhor
fez gestões no sentido de levar para o Rio a filial
do Museu Guggenheim? |
Acho que o Guggenheim no Brasil é
um mito.
No País Basco, onde a renda per capita é
de nível europeu, foram investidos 100 milhões
de dólares, e devem ser gastos anualmente cerca
de 5 milhões de dólares para manter
o Guggenheim de Bilbao. No Brasil, não há
fôlego para isso em lugar nenhum. Acho que todo
o dinheiro do Rio deveria ser para terminar o teatro
do Museu de Arte Moderna e implantar o projeto Monumenta,
da praça Tiradentes, que cria um centro de
arte lindíssimo. Também destinaria recursos
para recuperar o museu da Quinta da Boa Vista, que
é fantástico. Isso melhoraria a performance
cultural da cidade, sem precisar do Guggenheim, uma
grife internacional. O Rio não precisa disso,
já tem o Pão de Açúcar
e o Corcovado.
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| O Museu de Arte Contemporânea,
em São Paulo, também pretende construir
uma nova sede e convocou dois arquitetos nacionais e dois
estrangeiros para desenvolver projetos (depois da realização
desta entrevista foi divulgada a escolha do trabalho do
suíço Bernard Tschumi). O diretor do MAC
afirma que os profissionais brasileiros não têm
experiência suficiente para fazer algo de impacto.
Como o senhor vê essa questão? |
Acho melhor eles chamarem um consultor
de museus europeu ou norte-americano - que o MAC não
tem - para fazer um bom programa.
Aí, mil arquitetos do Brasil poderão
fazer um belo projeto. Mas, primeiro, o MAC tem de
saber o que quer. Talvez eles não saibam, e
por isso ficam procurando uma imagem do prédio
para dizer o que é. Mas há duas situações:
ou o museu tem acervo e o prédio não
é tão importante, ou não tem
e precisa do edifício. Não sei qual
o programa do MAC, se eles chamaram curadores e experts
para discuti-lo, para debater o que pretendem, o que
querem do arquiteto. Querem um cenário? Podem
chamar um bom cenógrafo, uma boa grife e fazer.
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| O senhor acompanhou recentemente
a aprovação do Estatuto da Cidade. Considera-o
importante? |
Embora útil, o estatuto está
muito envelhecido. Ele não fala em informática
nem em telecomunicações. Hoje, as redes
só atendem às classes mais favorecidas,
o que já dificulta o acesso a um instrumento
que poderia ser uma possibilidade de upgrade
para as classes menos favorecidas. Isso nem é
discutido no Estatuto da Cidade, que ficou 20 anos
no Congresso.
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| Qual sua opinião
sobre a constituição do Colégio Brasileiro
de Arquitetos? Há ambiente para isso? |
É importantíssimo.
Deveriam ter constituído há muito tempo.
Só o número de arquitetos já
é suficiente para isso. Em todo o mundo é
assim. Ou, então, desregulamente-se tudo. Os
alemães estão deixando de regulamentar
todas as profissões.
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Texto resumido a partir da reportagem
de Adilson Melendez e Fernando Serapião
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 260 Outubro 2001 |
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