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| Miguel
Forte (1915 - 2002) |
“O projeto do prédio do
IAB-SP é do meu escritório
e do Rino Levi, e não de três, como
muitos imaginam” |
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Diplomado engenheiro-arquiteto
pela Escola de Engenharia Mackenzie em 1939, Miguel
Forte tinha escritório próprio desde
1942. Em 1952, junto com Jacob Ruchti, Carlos Millan,
Chen Y Hwa, Plínio Croce e Roberto Aflalo, inaugurou
a loja de móveis e objetos Branco & Preto,
pioneira no Brasil em design moderno.
Desde 1964 até sua morte, em outubro
de 2002, foi professor de projeto
na FAU-Mackenzie, SP |
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"Philip Johnson era
de poucas palavras, frio. Bastante vaidoso, ele parecia
um papa" |
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"Se o projeto é
feito com critério, não pode aparecer mais
de uma solução. O que pode transformá-la
é o detalhe" |
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"Wright fazia um grupo
de alunos trabalhar durante uma semana na cozinha, para
aprender os movimentos que se faz quando se está
cozinhando" |
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Filho de imigrantes
italianos, Miguel Forte foi um
dos remanescentes do grupo de arquitetos paulistanos formados
pelo Mackenzie que brilhou a partir de 1940.
Unidos “como uma família”, eles tinham como traço
comum a paixão pela arquitetura, pelo trabalho
bem-realizado, por propostas meticulosas e ajustes perfeitos.
E, como modelo, a moderna arquitetura norte-americana.
Aos 86 anos, Forte continuava lecionando na cadeira
de projeto da FAU-Mackenzie e trabalhando em seu escritório,
no centro de São Paulo, no edifício-sede
do IAB-SP, projeto de sua autoria, juntamente com o mestre
Rino Levi. Autor do livro "Diário de um jovem
arquiteto: minha viagem aos EUA em 1947", ele rememorava
nesta entrevista passagens de sua longa viagem aos EUA,
quando conheceu Frank Lloyd Wright, de quem se considerava
discípulo. E também de sua vida profissional,
iniciada em 1938, como estagiário no Escritório
Rino Levi.
Fortes faleceu dia 19 de outubro de 2002, um sábado,
em São Paulo. Mantemos a seguir a entrevista concedida
a PROJETODESIGN em dezembro de 2001.
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De que maneira surgiu a idéia
de publicar o diário, escrito em sua viagem aos
Estados Unidos em 1947?
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Foi numa conversa com uma colega
do Mackenzie, a professora Mônica Junqueira
de Carvalho, sobre o arquiteto norte-americano Frank
Lloyd Wright. Eu me lembrei do diário de viagem
que fiz, o qual tinha todas as minhas impressões
sobre as pessoas e coisas que havia visto. O ponto
alto da viagem foi a visita a Frank Lloyd Wright e
suas escolas, as Taliesin, tanto a do estado de Wisconsin
quanto a do Arizona, nas proximidades da cidade de
Phoenix. Mônica pediu para ver o diário
e disse que gostaria de fazer uma revisão e
publicá-lo pela Editora Mackenzie. Assim foi
feito; o lançamento foi em outubro, no Centro
Cultural João Calvino, da Universidade Mackenzie.
A capa do convite foi uma foto tirada em 1947 com
a cantora Ella Fitzgerald em um night-club de Washington.
Estão na foto também Jacob Ruchti, arquiteto
pelo Mackenzie, grande amigo e companheiro de viagem,
e meu cunhado Renato Fileppo, que na época
cursava engenharia industrial em Los Angeles e nos
acompanhou.
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| Como era Frank Lloyd Wright? |
Enviamos a ele uma carta de Boston,
perguntando se podíamos visitá-lo na
Taliesin de Wisconsin e avisando que a resposta deveria
ser remetida ao consulado brasileiro em Chicago. Quando
chegamos a Chicago, a resposta já estava lá.
Chegamos a Taliesin no final de uma tarde fria, às
18h30, e o secretário de Wright nos avisou
que o jantar seria servido às 19 h em ponto,
pois o arquiteto não gostava de atrasos. Antes
da hora marcada estávamos sentados a uma mesa
para quatro lugares e pouco depois entraram Wright
e a esposa. Ele tinha 73 anos, com a esposa bem mais
jovem, mas muito simples e de muita personalidade.
Durante os dois dias que ficamos lá, eles foram
muito simpáticos. Wright disse ter boas informações
do Mackenzie. Ele nos deu uma carta de recomendação
para que visitássemos a Taliesin do Arizona.
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| E a arquitetura dessas escolas? |
A da escola do Arizona era uma maravilha,
como todo o trabalho de Wright. É um tipo de
arquitetura orgânica, em que ele explora os
materiais e as formas da natureza do local onde a
obra foi construída. Como na famosa Casa da
Cascata, toda a parte feita em pedra utiliza o material
da própria região, que tem várias
nuances de cor que mudam do vermelho para o amarelo,
para o roxo etc. Ele utilizou esse material, reconstituindo-o
na mesma ordem em que estava na natureza. O paisagismo
é limpo, com espécies da vegetação
nativa. Dessa maneira, quando a obra fica pronta,
não se sabe o que é natureza e o que
é arquitetura, porque esta fica inteiramente
integrada àquela.
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| Qual a proposta das escolas de Wright?
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Ele achava que fazer arquitetura
não era só uma questão de habilidade
e criatividade. O bom arquiteto precisava ter muito
contato com tudo o que está relacionado ao
que ele vai fazer para o usuário, seja uma
casa, um prédio, um escritório, um museu.
E a arquitetura deveria transmitir felicidade. Na
Taliesin, Wright fazia um grupo de alunos trabalhar
durante uma semana na cozinha, para aprender os movimentos
que se faz quando se está cozinhando - do plano
de trabalho para a geladeira, da geladeira para despensa
etc. - e analisar como todas essas coisas precisam
ser postas no papel. Enquanto isso, outros alunos
serviam as mesas do refeitório, onde professores
e alunos comiam juntos. Procuravam descobrir qual
o percurso mais racional, o espaço ideal entre
uma cadeira e outra, a dimensão correta de
uma mesa para determinado número de pessoas.
Outro grupo ficava encarregado de arrumar os alojamentos,
para aprender que localizar uma cama não é
só questão de projetar de acordo com
as regras da arquitetura, é saber a disposição
dos móveis, o tamanho dos armários e
das mesas de estudo, os deslocamentos possíveis
ao usuário, como deve funcionar um banheiro
para quatro estudantes que acordam ao mesmo tempo.
Isso tudo era ensinado na prática. Na fazenda
da escola, horta e pomar eram cultivados pelos alunos.
Quando era preciso aumentar uma ala do conjunto, eles
mesmos trabalhavam como pedreiros, para saber a proporção
certa da massa, como se assenta o tijolo ou a pedra,
como se faz o encaixe. Quando saíam de lá,
os estudantes tinham grande vivência da construção.
Eles participavam dos projetos, junto com Wright,
e também preparavam as maquetes.
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| O curso demorava quanto tempo? |
Quanto os alunos quisessem, porque
eles podiam ir para Taliesin com a família,
mulher e filhos. Só que era tudo pago; Wright
não podia manter todo aquele pessoal.
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| O senhor se considera um discípulo
de Wright? |
Sim, porque recebi influências
muito fortes de tudo o que ele fazia. O contato que
tive com ele e com sua obra durante a visita aos EUA
foi fundamental. Sempre aconselho aos meus alunos,
que, podendo, viajem para conhecer as obras que tanto
admiram.
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| Esse tipo de viagem era comum na
época? |
Não, o que aconteceu foi que
minha esposa me incentivou a ir aos Estados Unidos
para conhecer os arquitetos que eu tanto admirava.
Falei com Jacob e ele se animou, só que ele
tinha muito medo de avião e tivemos de ir de
navio. Meu cunhado Renato, que também ia, descobriu
um cargueiro que transportava alguns passageiros,
além da tripulação. O navio saía
do porto de Santos e chegava à foz do Mississippi,
em New Orleans, depois de 27 dias. A viagem durou
seis meses e foi interessante porque, além
de podermos analisar a arquitetura e conversar com
arquitetos, tivemos a oportunidade de conhecer grandes
personalidades.
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| O senhor esteve com Vinicius de Morais... |
Foi Renato quem nos apresentou a
Vinicius, que na época era vice-cônsul
em Los Angeles. Vinicius abriu para nós uma
porção de caminhos,
mostrou-nos muita coisa e até nos levou a um
estúdio cinematográfico em Hollywood,
onde assistimos a uma filmagem. O filme girava em
torno das grandes figuras do jazz, e lá conhecemos
Ella Fitzgerald. Em Washington a vimos outra vez,
num night-club. Quando ela acabou de cantar, a convidamos
para sentar à nossa mesa.
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| A idéia de trabalhar com design
de mobiliário surgiu depois da viagem? |
Foi durante. Em Nova York, eu e Jacob
estivemos no Museu de Arte Moderna, na época
dirigido por Philip Johnson, a quem queríamos
conhecer. Para isso, fomos nos infiltrando, conversando
com os guardas, com as recepcionistas, até
chegarmos à secretária dele. Conseguimos
entrar. Johnson trabalhava numa sala muito simples,
com paredes brancas e belos quadros modernos; era
de poucas palavras, frio. A única coisa que
contrastava com o ambiente de trabalho era sua poltrona,
em autêntico estilo renascentista francês,
folheada a ouro. Bastante vaidoso, ele parecia um
papa. Perguntou de onde éramos, onde tínhamos
estudado arquitetura e quanto tempo ficaríamos
em Nova York. Partiríamos em três dias
e ele sugeriu que esperássemos mais uma semana
para assistir à abertura de uma grande mostra
de design de móveis e objetos modernos no Moma.
Ficamos, e o entusiasmo pela mostra despertou-nos
a vontade de fazer design de móveis, porque
no Brasil, exceto Joaquim Tenreiro, ninguém
fazia mobiliário adequado a residências
de arquitetura moderna. Na ocasião, comprei
duas peças de mobiliário - a mesa Biomórfica,
de Isamu Noguchi (1947), e a poltrona Plywood Chair,
de Charles e Ray Eames (1946).
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| E a volta ao Brasil, como foi? |
Chegamos em setembro de 1947, já
pensando em abrir uma loja de móveis de design
moderno, mas continuei trabalhando em meu escritório
de arquitetura. Nós nos unimos a outros colegas
arquitetos e abrimos a Branco & Preto, que funcionou
entre 1952 e 1970, com o objetivo de conceber móveis
contemporâneos que pudessem ser incorporados
às casas modernas dos anos 50. Nesse projeto
estávamos eu, Jacob Ruchti, Carlos Millan,
Plínio Croce, Roberto Aflalo, todos já
falecidos, e Chen Y Hwa, um jovem chinês que
estudara arquitetura nos Estados Unidos e tinha vindo
para o Brasil, e que desenhava maravilhosamente. Ele
trabalhava uns tempos em meu escritório, outros
no de Roberto Aflalo ou no de Carlos Millan, pois
éramos todos muito amigos e formávamos
uma família. O sucesso da loja na Vieira de
Carvalho foi tão grande que abrimos uma filial
na Augusta, então a rua de comércio
mais badalada de São Paulo. Vendemos muito
nossos móveis, cuidadosamente projetados, muito
bem-estruturados e fabricados por uma excelente marcenaria
quase sempre em jacarandá-da-baía. Para
cobrir os estofados, dispúnhamos de linha de
tecidos especiais fabricados com exclusividade na
indústria têxtil do meu sogro. Criávamos
as padronagens e cores, batizadas com nomes diferentes.
A loja fechou devido à morte de alguns sócios
e à concorrência desleal, que copiava
grosseiramente nossos modelos e vendia por preços
bem mais baixos.
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O senhor mora na casa que projetou
e construiu há
51 anos. Ela já passou por reforma?
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Não. Olhe, para cada terreno,
para cada proposta, para cada programa de arquitetura
o autor tem apenas um partido. Se o projeto é
feito com critério, com muita consciência,
não pode aparecer mais de uma solução.
A idéia nasce e vai se desenvolvendo. O que
pode transformá-la é o detalhe. No mais,
tudo vai se juntando até aparecer o projeto
definitivo.
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| Como foi a história do concurso
para a sede do IAB-SP, do qual o senhor foi um dos participantes? |
O IAB-SP abriu o concurso para a
construção da sua sede definitiva em
1946. Nosso projeto foi um dos três selecionados,
juntamente com o de Rino Levi e o da equipe formada
pelo Zenon Lotufo, Abelardo de Souza e Hélio
Duarte. O presidente da entidade à época,
Eduardo Kneese de Mello, propôs que os três
projetos fossem reunidos e transformados em um, definitivo.
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| O projeto final foi desenvolvido
em qual escritório? |
Vou explicar o que realmente aconteceu.
O júri, que teve personagens importantes como
Oscar Niemeyer e Gregori Warchavchik, escolheu o trabalho
do Escritório Rino Levi, que na época
trabalhava com Roberto Cerqueira César; o da
equipe formada por Miguel Forte, Galiano Ciampaglia
e Jacob Ruchti; e o da equipe de Zenon Lotufo, Abelardo
de Souza e Hélio Duarte.
Por eu ter trabalhado muito tempo com Rino Levi, nossos
escritórios tinham grande afinidade de projetação;
já o terceiro grupo tinha conceito de arquitetura
contemporânea muito diferente. Tínhamos
combinado fazer as reuniões para desenvolver
o projeto definitivo sempre no escritório de
Rino Levi, mas ninguém do terceiro grupo aparecia.
Até que um deles foi lá, não
me lembro mais qual dos três, e disse que, para
não criar confusão, tinham achado melhor
não participar, uma vez que pensavam a arquitetura
contemporânea diferentemente de nós.
“Façam vocês o projeto e nós também
o assinamos”. Assim foi feito. O projeto, na realidade,
é de dois escritórios, e não
de três, como muitos imaginam.
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| Como era o ambiente no escritório
de Rino Levi na época que o senhor trabalhou lá?
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Rino Levi era muito quieto, calado,
mas com muito calor humano. Era fascinado pela profissão,
uma pessoa boa, admirável. No escritório
dele, que ficava na avenida São João,
nas proximidades da avenida Ipiranga, não tinha
conversa, o pessoal lá não piava, mas
eu achava uma maravilha. Entrei como estagiário
em 1938, ainda moleque, me formei em 1939 e fiquei
lá até 1942, quando saí para
montar meu próprio escritório. Ele dava
as tarefas para eu fazer sempre de acordo com minhas
possibilidades, como estudante. Trabalhava em sala
separada, mas, de vez em quando, ia à minha
mesa, batia a mão em minhas costas e perguntava
se estava tudo bem, se eu tinha alguma dificuldade.
Sentia que ele me tratava de modo especial, quase
paternal, talvez por eu ser o mais jovem. Aprendi
muito ali.
No período que estive lá, ele projetou
vários cinemas para o centro de São
Paulo e um para Salvador, que não sei se chegou
a ser construído.
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| E como foi sua iniciação
na área de ensino? |
Foi em 1964, por iniciativa dos arquitetos
Alberto Botti, Salvador Candia e Jun Okamoto, entre
outros, que indicaram meu nome para lecionar. Disse
que ficaria um tempo só por experiência,
mas gostei tanto do contato com os jovens que permaneço
até hoje. Sou professor de projeto no Mackenzie
desde 1964.
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| Nesses 36 anos de ensino, o senhor
vê grandes mudanças na relação
entre aluno e professor? |
Mudou muito, mas do meu tempo de
estudante para hoje. Não que tivéssemos
medo dos professores, mas havia certa distância.
Não é questão de respeito, porque
meus alunos me respeitam, só que o tratamento
agora é mais amigável. Alguns me chamam
de Miguel, outros de professor Miguel, outros de mestre...
Mas em geral me chamam mesmo pelo nome. Isso é
muito bom, porque arquitetura não é
só ensinar coisas relativas ao desenho. Exige
muito estudo, o arquiteto precisa ter boa base cultural.
É importante o professor conversar com o aluno,
sentir sua personalidade. Alguns têm grande
sensibilidade, outros são tímidos, outros
acham que não possuem capacidade para ser arquiteto.
Esse relacionamento mais próximo não
era possível antes. Antigamente, não
se dava liberdade ao aluno para projetar de acordo
com sua criatividade. O aluno é um arquiteto
em formação, e o dever do professor
é formar esse profissional e orientá-lo
para que adquira confiança no que está
fazendo.
Nunca assustá-lo ou desanimá-lo.
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Texto resumido a partir de reportagem
de Éride Moura e Fernando Serapião
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 262 Dezembro 2001 |
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