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“É um reconhecimento
àquele que é, talvez, atualmente, junto com Niemeyer,
o maior arquiteto brasileiro e um dos maiores do mundo. Ele tem poucas
obras, mas absolutamente fortes, significativas. É pessoa extraordinariamente
jovem, uma criança, um gênio, um filósofo da arquitetura.
Fala magnificamente bem e, ao mesmo tempo que fala, faz desenhos e
vai criando a arquitetura de seus sonhos, como mágica. Sou
um grande admirador dele, de sua inteligência, humor e delicadeza.
É uma espécie de João Gilberto da arquitetura.” |
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José
Celso Martinez Corrêa
diretor de teatro |
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“O traço de Paulo
Mendes da Rocha, o genial arquiteto que confere graça e suavidade
à dureza do concreto, levou-o a merecer o prêmio mais
importante em sua categoria no mundo. Apenas outro brasileiro foi
agraciado: Oscar Niemeyer, em 1988, que o dividiu com o americano
Gordon Bunshaft. Autor dos projetos do Museu Brasileiro da Escultura,
do pórtico de entrada da Galeria Prestes Maia e da reforma
da Pinacoteca do Estado de São Paulo, e professor da Faculdade
de Arquitetura e Urbanismo, cassado pelo regime militar, Mendes da
Rocha foi reconduzido em 1980 a sua alma mater, onde se aposentou
em 1998. E figura agora, merecidamente, num panteão onde o
ladeiam nomes como o de I. M. Pei e Frank Gehry.” |
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Gilberto Gil
ministro da Cultura |
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Hotel em Poxoréu, MT, 1971 |
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