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“O problema de conviver
com o autor de uma obra monumental - no sentido etimológico,
isto é, digna de ser rememorada -, como é o nosso caso,
que temos Paulo Mendes da Rocha por perto, é que quase nos
acostumamos com ela. Ainda mais por se tratar de uma obra brasileira,
vale dizer, integralmente realizada à sombra das flechas altas
da mídia internacional, sem o glamour e a ubiqüidade daquelas
que, mesmo de valor discutível, circulam por revistas e bienais
internacionais. O Pritzker chega a Paulo Mendes da Rocha confirmando
aquilo que já sabíamos, e para revelar aquilo que não
sabíamos: que muita gente, entre eles os seus pares mais destacados,
também acha sua obra monumental. E que as vozes que dão
substância à contemporaneidade vêm dos pontos mais
díspares do planeta - no caso da arquitetura, também
do Brasil.” |
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Agnaldo Farias
professor de história da arte na FAU/USP |
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Estádio Serra Dourada, Goiânia,
1973 |
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“Nesses dias em que a arquitetura
de todo o mundo atravessa uma crise de excesso do excesso, tem efeito
reconfortante e inspirador a figura de Paulo Mendes da Rocha. Ele,
com o talento próprio dos mestres brasileiros, resolve seus
projetos com sutileza e radicalidade, fazendo com que o concreto pareça
um material leve, que permite interiores cheios de espaço e
luz. A arquitetura de Paulo Mendes da Rocha é essencial, desprovida
de gracejos, e prescinde de todos os cacoetes com que o consumo vai
infectando nossas cidades.” |
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Mathias Klotz
arquiteto |
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