Carlos Perrone
“Um guia simples e acessível das obras de arquitetura em São Paulo”
   
   
 











 
O arquiteto e professor Carlos Perrone acaba de lançar o livro " São Paulo por dentro - Um guia panorâmico da arquitetura", pela Editora Senac. Nesta micro-entrevista Perrone fala sobre o novo trabalho
 
Nos últimos anos, sua carreira está mais direcionada para a área de design e gráfica. Como surgiu a idéia de elaborar um guia panorâmico de arquitetura?

Sou arquiteto, trabalhei com projetos de construção e por muito tempo dei aulas na FAU/Mackenzie e na FAU/PUC de Campinas. Hoje trabalho com design gráfico, tenho meu estúdio, mas paralelamente mantenho a atividade acadêmica, dando aulas de história de arte na Faap. Foi justamente por meu trabalho como designer gráfico, que me deixa atento ao movimento do mercado editorial, que há anos sinto a falta de um guia simples, universal e acessível para visitação de obras de arquitetura em São Paulo.

 

Por que um guia de visitação?

Em 40 anos, esse é o primeiro guia de visitação publicado; se existe outro, não conheço. Os prédios, os referenciais arquitetônicos, as obras simbólicas hoje são completamente ignorados ou porque estão escondidos no caos da metrópole, ou porque o foco urbano foi deslocado do centro para outras regiões.

 
Qual foi o critério de seleção das obras?


Houve uma limitação por questões editoriais, o material daria para fazer um, dois ou três guias. Por isso, não considero esse um guia abrangente, definitivo, mas o primeiro. A escolha dessas obras seguiu quatro critérios: o primeiro é arbitrário, porque se baseia em minhas preferências, embora todas sejam reconhecidas; o segundo é a variedade de exemplos de arquitetos, arquitetura e história; o terceiro visou evitar as obras mais famosas para destacar e tornar visíveis as menos conhecidas; o último critério foi a possibilidade de Cláudio Wakahara fazer as fotos, pois não usamos nenhuma imagem de arquivo.

 
Por Nanci Corbioli
janeiro 2001
veja também
  Jorge Wilheim - "O administrador de São Paulo não pode ter soluções provincianas. Precisa pensar grande"
  Luigi Snozzi - Arquitetura, política, ensino e Brasil
  Joaquim Guedes - “A arquitetura atual não segue a função nem estilos históricos. É monetarista, interessada em status”
  Kisho Kurokawa - Entre a simbiose e o marketing
  Massimiliano Fuksas quer Madona nas Bienais - “A bienal de arquitetura deveria ser um evento popular, com a participação de artistas como Madona”
  Jacques Herzog - 'Arquitetura é percepção, pensamento, formas simples.Questões estilísticas não me preocupam'
 
patrocínio   informe publicitário
     
Índice Notícias Agenda Fórum Envie por e-mail