Lucia Basto
A superintendente da Fundação Roberto Marinho fala sobre a implantação do MIS, do Museu do Amanhã e do Museu de Arte do Rio de Janeiro
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- 15 de Abril de 2011. Visitas: 3.321
Depois de participar da realização do Museu da Língua Portuguesa e do Museu do Futebol, ambos em São Paulo, a arquiteta carioca Lucia Basto, superintende de preservação do patrimônio cultural na Fundação Roberto Marinho, está concentrada em novas ações que a instituição promove em sua cidade: a implantação do Museu da Imagem e do Som, do Museu do Amanhã e do Museu de Arte do Rio, contribuirão para a revitalização urbana.
Como está estruturada a Fundação Roberto Marinho?
Temos quatro áreas de atuação: patrimônio e cultura, que eu dirijo, educação, que abrange também a tele-educação, meio ambiente e o canal Futura. As palavras- chave são educação, comunicação, cultura e melhora da qualidade de vida.
Quando a instituição foi criada?
A fundação foi criada em 1977, quando o doutor Roberto Marinho pensou em uma forma de utilizar os meios de comunicação para contribuir com a preservação do patrimônio nacional. Nesse momento, foram realizadas campanhas na televisão de preservação do patrimônio, edificado ou não. O segundo passo foi a ação física, que chamamos de pedra e cal.
Que começou em que ano?
Em 1980, organizamos um seminário em Paraty [RJ] para discutir o assunto que gerou as primeira propostas de pedra e cal. Eram restauros de sítios históricos. Em Tiradentes [MG], por exemplo, fizemos a restauração da igreja, que estava com problema de assoreamento do solo, pois o promontório estava escorregando com ajuda dos buracos das covas ao redor do templo. Refizemos a drenagem e as fundações. O processo foi mais aberto, pois não era só a restauração, incluía, por exemplo, a comunicação visual.
Realizamos um estudo para limpar a poluição visual nas placas da cidade, criamos um centro cultural, restauramos a matriz etc. A Fundação Roberto Marinho atuou em Tiradentes por dez anos e as diversas ações trouxeram um impacto positivo. Isso transformou Tiradentes em um polo turístico. Virou um case de sucesso. Em seguida, começamos a acrescentar outros elementos que não se limitavam à restauração, como o Cores da Cidade, agindo em núcleos históricos de centros urbanos.
Realizamos um estudo para limpar a poluição visual nas placas da cidade, criamos um centro cultural, restauramos a matriz etc. A Fundação Roberto Marinho atuou em Tiradentes por dez anos e as diversas ações trouxeram um impacto positivo. Isso transformou Tiradentes em um polo turístico. Virou um case de sucesso. Em seguida, começamos a acrescentar outros elementos que não se limitavam à restauração, como o Cores da Cidade, agindo em núcleos históricos de centros urbanos.
Qual é a prioridade da fundação?
A prioridade é a população como um todo. Não pode ser incluída em nossas ações, por exemplo, a restauração de um quadro ao qual ninguém tem acesso.
Como surge um projeto dentro da Fundação Roberto Marinho?
Isso pode ocorrer de várias formas: a partir de uma ideia interna da fundação, da demanda de um parceiro etc. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a Bradesco Seguros nos procurou porque pretendia realizar uma ação cultural no estado. O projeto pode surgir também dos órgãos de preservação do patrimônio, como o Iphan.
Qual o papel da fundação nesses processos?
A fundação procura parceiros para a viabilização financeira e técnica de cada projeto. Nós não somos financiadores, orquestramos cada projeto. Trabalhamos o tempo todo em parceria, não fazemos nada sozinhos. Nosso diferencial é estabelecer essa rede e fazer os processos acontecerem. Essa é nossa expertise. Escolhemos desde o curador até o arquiteto responsável pelo projeto.
A fundação financia os projetos?
Não, os projetos entram na viabilização financeira e são pagos pelos parceiros.
A escolha dos profissionais é realizada por vocês?
Em relação aos projetos, não fazemos um processo de licitação ou uma concorrência, pois não são muitos os profissionais que trabalham nessa área.
Quando esse processo, em paralelo ao restauro, passou a criar espaços?
Foi um processo longo. Depois das campanhas e da pedra e cal, começamos a perceber que tínhamos de discutir a sustentabilidade financeira de cada ação. Começamos a pensar no entretenimento. Em Tiradentes, por exemplo, restauramos, fizemos a difusão e criamos o entretenimento, que é um roteiro narrado. Dentro da igreja, há botões que acionam áudios sobre a história da construção e da comunidade. O ingresso cobrado é revertido na manutenção, mas nunca é suficiente.
Outro caso de que me orgulho é o de Petrópolis [RJ]. Não fizemos a restauração, mas apenas o entretenimento: um espetáculo de som e luz, implantado há oito anos, e que faz parte do roteiro turístico da cidade, sempre com bom público. É um entretenimento com educação, que contribui para o turismo. Já a Casa de Cultura de Paraty, que fizemos pouco depois de Tiradentes, surgiu porque percebemos que não havia nenhum espaço na cidade que desse informações sobre o local para brasileiros e estrangeiros. Por outro lado, queríamos que a própria comunidade tivesse orgulho de se envolver nessa iniciativa.
Fizemos um trabalho com a [encenadora e cenógrafa] Bia Lessa, cuja proposta de curadoria e museografia ficou interessante, pois esse centro conta a história da cidade por meio dos próprios moradores. Envolvemos a comunidade, visando o ganho de capital social. Foi um processo interessante, pois realmente chegamos à ponta, aos beneficiados, e formamos uma associação para gerir a Casa de Cultura. É diferente do que acontece no Rio e em São Paulo. Nesse momento, entramos no terreno da produção cultural.
Outro caso de que me orgulho é o de Petrópolis [RJ]. Não fizemos a restauração, mas apenas o entretenimento: um espetáculo de som e luz, implantado há oito anos, e que faz parte do roteiro turístico da cidade, sempre com bom público. É um entretenimento com educação, que contribui para o turismo. Já a Casa de Cultura de Paraty, que fizemos pouco depois de Tiradentes, surgiu porque percebemos que não havia nenhum espaço na cidade que desse informações sobre o local para brasileiros e estrangeiros. Por outro lado, queríamos que a própria comunidade tivesse orgulho de se envolver nessa iniciativa.
Fizemos um trabalho com a [encenadora e cenógrafa] Bia Lessa, cuja proposta de curadoria e museografia ficou interessante, pois esse centro conta a história da cidade por meio dos próprios moradores. Envolvemos a comunidade, visando o ganho de capital social. Foi um processo interessante, pois realmente chegamos à ponta, aos beneficiados, e formamos uma associação para gerir a Casa de Cultura. É diferente do que acontece no Rio e em São Paulo. Nesse momento, entramos no terreno da produção cultural.
E funciona bem?
Sim, mas toda associação tem suas dificuldades. Nesse caso, a prefeitura entrou como um braço apoiador, pois tem todo interesse de que o espaço aconteça. Ela faz um repasse financeiro, mas que não é suficiente para sustentar o projeto. O complemento vem do aluguel do auditório, da loja, da livraria.
A fundação procura parceiros para a viabilização financeira e técnica de cada projeto. Nosso diferencial é estabelecer essa rede e fazer os processos acontecerem. Escolhemos desde o curador até o arquiteto responsável pelo projeto.
Como surgiram para a fundação os espaços novos, os grandes museus?
Primeiro realizamos o Memorial do Rio Grande do Sul, cuja gestão ficou com a prefeitura. Em seguida, vieram os espaços em São Paulo: o Museu da Língua Portuguesa e o Museu do Futebol. A fundação estava fazendo um trabalho grande com a Secretaria da Educação paulistana quando surgiu a primeira oportunidade: a Estação da Luz estava sendo parcialmente desocupada. E a Secretaria da Cultura procurou a fundação para pensar num destino para o prédio. Hugo Barreto, secretário geral da FRM, deu a ideia de trabalhar com a língua como patrimônio.
E vocês começaram a pensar no espaço e nas pessoas que estariam envolvidas naquela ideia, não?
Começamos a sistematizar a ideia e imaginamos sempre três polos a serem trabalhados: o mundo físico, da arquitetura, o conteúdo e, por fim, a museografia, que trata da forma de colocar o conteúdo no espaço. Não adianta fazer um projeto e depois pensar em algo para colocar ali. Pensamos que a articulação entre esses três mundos deve ser simultânea - pois um enriquece o outro - e, idealmente, nada pode prevalecer. Em um momento, a arquitetura dá ideias que alimentam o conteúdo e viceversa, de forma contínua.
Isso é fácil?
É difícil, pois temos que fazer todos trabalharem juntos e se respeitarem.
Ainda mais quando se trabalha com estrelas...
Sim, no Museu da Língua Portuguesa trabalhamos com Paulo Mendes da Rocha, por exemplo, que é um espetáculo de arquiteto, premiado com o Pritzker. É sempre complicado, mas na fundação valorizamos o que é melhor para o projeto. Destacamos para cada profissional que o importante é ele ser estimulado pelo projeto, e não pelo ego. Essa troca é enriquecedora e buscamos como meta fazer essa mediação.
O concurso internacional para escolha da sede do MIS/ RJ deu trabalho, mas fiquei apaixonada pelo processo. O projeto de Elizabeth Diller tem o DNA da arquitetura dela, que não contempla só a forma, mas também a questão da ambiência.
Todos sentam juntos?
Há algumas reuniões com mais de 20 pessoas. Mas é prazeroso quando existe a troca e o processo se estabelece. Voltando ao Museu da Língua Portuguesa, há algo de que me orgulho muito. Estávamos tratando de comunicação e educação, que, no final das contas, têm que focar a rede pública de ensino. Fizemos um trabalho com 4 mil professores para que eles entendessem a proposta, e logo na inauguração eles se apropriaram do conteúdo para levar os alunos. Isso significa mais de 50% dos visitantes. Sempre que vou ao museu e vejo aquela fileira de ônibus, acho que valeram as minhas noites maldormidas.
E o Museu do Futebol?
Com a língua portuguesa pudemos fazer um trabalho transversal dentro das escolas, pois ela tem relação com todas as disciplinas. No futebol era diferente, pois ele é mais facilmente reconhecido como objeto de desejo e identidade da cultura brasileira. É mais fácil uma mobilização para a visitação. Mas foi um grande desafio, porque o Museu do Futebol foi imaginado com o sucesso do Museu da Língua Portuguesa. E tem outra coisa: todos são especialistas em futebol e a expectativa gerada era muito grande. Não queríamos fazer um museu sobre a história do futebol, com as chuteiras, os clubes etc. Queríamos falar de sua importância para a cultura do Brasil: o quanto a cultura se apropria do futebol e vice-versa. Uma pesquisa apontou que ele é um museu de história, pois usa a história do Brasil como fio condutor.
De onde surgiu a ideia do Museu do Futebol?
Partiu do então prefeito José Serra.
Como foi escolhido o lugar?
Fomos visitar vários locais possíveis em São Paulo. Eu, Hugo Barreto, Caio [Luiz de Carvalho], que era presidente do Anhembi, Andrea Matarazzo, Mauro Munhoz, Jarbas Mantovanini, que trabalhava na fundação, entre outros. Fomos à Casa das Retortas, em um espaço próximo ao Museu da Língua Portuguesa, do outro lado do parque da Luz, e fomos ao Pacaembu. Mas fomos à parte chamada tobogã, que fica nos fundos do estádio e não é bem aceita. Então pensamos: por que não fazer na frente do prédio? Há aquela praça maravilhosa, que é pouco utilizada. No local onde está o museu, havia só a administração, pois o restaurante já havia sido fechado. Todos ficaram encantados com a possibilidade, dada a sinergia com o estádio.
O espaço estava disponível?
A administração tinha que sair dali. A princípio, o museu iria ocupar um dos lados, depois foi crescendo e ocupou os dois, mas não tinha como fazer a comunicação entre eles. Uma das grandes riquezas do projeto de arquitetura de Mauro Munhoz é exatamente essa ligação. Eram duas alas isoladas, e aquela passarela ficou muito bonita, uma intervenção nova e moderna. Para quem está dentro do museu, como disse Serra, ela criou um novo ponto de contemplação da praça, pois ninguém a via daquele lugar, do eixo. A associação dos moradores ficou logo encantada, pois eles se preocupavam com os grandes shows e acharam que o museu iria agregar valor. Outra coisa: damos muito valor para as aprovações legais dos projetos. A FRM é uma instituição de educação e trabalha respeitando toda a legislação. Assim, valorizamos os órgãos reguladores, pois eles fazem parte do processo. Isso pode parecer óbvio, mas não é: muitos equipamentos culturais no Brasil não têm habite-se.
Que outras preocupações desse tipo tem a fundação?
Uma novidade que nós implantamos no Museu do Futebol tem relação com a acessibilidade. Muitas vezes, não adianta se preocupar somente com a acessibilidade física se os portadores de necessidades especiais não tiverem acesso ao conteúdo. Trabalhamos com uma equipe de consultores, incluindo Amanda Tojal, que é da Pinacoteca de São Paulo. A maioria dos usuários não percebe, mas há um grande esforço nesse sentido. A partir de então, todos os novos espaços têm que superar essa questão. E o próximo desafio, que estamos implantando nos espaços em gestação no Rio, principalmente no Museu da Imagem e do Som, é a questão da construção verde. Começamos, desde a demolição, com essa lógica, e 99,8% do material foi reaproveitado.
A ideia do MIS partiu de quem?
Do governo do estado. O governador Sérgio Cabral visitou o Museu do Futebol e achou que deveríamos nos envolver em algum projeto no estado, afinal nossa sede é no Rio. E tínhamos recebido através de nossa central de atendimento muitas reclamações de cariocas que achavam um absurdo fazermos o Museu do Futebol em São Paulo. Nós já tínhamos tentado fazêlo no Rio.
Onde seria e por que não deu certo?
Foi em 2000, no Maracanã. Trabalhamos mais de um ano nisso. Acho que foi um problema de interesse político e diferente instância de decisão. Voltando ao MIS, quando Sérgio Cabral nos procurou ele já tinha em mente implantar um equipamento cultural em Copacabana, pois se preocupava com a área, com a prostituição e as drogas.
Partiu de vocês a ideia de organizar um concurso?
A primeira ideia foi chamar Álvaro Siza, que estava inaugurando o prédio da Fundação Iberê Camargo. Cheguei a fazer uma reunião com ele. Mas amadurecemos a ideia, junto com a secretária Adriana Ratz, e organizamos o concurso internacional. Deu muito trabalho, mas fiquei apaixonada pelo processo. Escolhemos o projeto de Elizabeth Diller [do escritório Diller Scofidio + Renfro] em agosto, mas isso não significa que o projeto estava pronto. Apesar de estar tudo no edital do concurso, a química com o conteúdo e a museografia só começou depois do resultado. E o DNA da arquitetura dela não contempla só a forma, mas também a questão da ambiência, combinando museografia e arte. Ela está interagindo de uma forma maravilhosa com Daniela Thomas, que está fazendo a museografia junto com Felipe Tassara. Hugo Sukman está fazendo a curadoria.
Em que estágio está o projeto?
O projeto de arquitetura está em fase de conclusão do pré-executivo. Quem está trabalhando em parceria é o escritório Índio da Costa, escolhido em conjunto com Diller e que faz a interface com os projetistas locais. Também estamos trabalhando com a Engineering, encarregada do gerenciamento. E é uma satisfação, pois Elizabeth Diller está elogiando os projetos complementares.
Quando começa a obra?
Na verdade já começou, pois houve a demolição, que corresponde à fase 1. Agora em janeiro será a fase 2, em que está previsto começar as fundações.
Todos os colaboradores são do Rio de Janeiro?
Isso não é uma meta. Desenvolvemos os museus em São Paulo e conhecíamos muito os profissionais de lá, e fazendo os museus no Rio gostaríamos que parte dos profissionais fosse daqui. Não se trata de bairrismo, mas de valorizar a oportunidade que o Rio está passando. Mas a equipe inclui profissionais de São Paulo, como Daniela Thomas e o professor Mario Franco, que está calculando a estrutura.
E em relação aos outros dois projetos em andamento, o MAR e o Museu do Amanhã?
A prefeitura nos chamou para participarmos do processo do Porto Maravilha. A primeira ideia era que fizéssemos uma proposta para o prédio que eles estão desapropriando, o Palacete [D. João 6°]. Começamos pensando que o Rio de Janeiro tem um acervo artístico grande, que tem muita relação com a paisagem da cidade. E a proposta foi trabalhar com colecionadores que possuem acervos guardados, de forma que o grande público tenha acesso, sem que se faça a transferência e sem o ônus da guarda como uma reserva técnica. Mas mais do que isso, que fará parte das exposições temporárias, trabalhamos a questão da identidade relacionada com a história do Rio de Janeiro. Nosso curador é Leonel Kaz. O espaço começou sendo chamado por nós de Pinacoteca. Então veio a sugestão de MAR - Museu de Arte do Rio, dada por Paulo Herkenhoff, que é do conselho da fundação e contribuiu no processo de idealização desse museu.
Como ocorreu a escolha do escritório de arquitetura?
Ficamos muito bem impressionados com o projeto que eles [Thiago Bernardes e Paulo Jacobsen] apresentaram no concurso do MIS, e fizemos o convite para que realizassem o projeto do MAR.
E o Museu do Amanhã?
A ideia nasceu antes do Museu de Arte do Rio de Janeiro, por sugestão de José Roberto Marinho, que é muito interessado em questões que dizem respeito ao meio ambiente e à sustentabilidade. E começamos a pensar em fazer um museu destinado a temas de ciência e tecnologia, que tratasse esses assuntos tendo o homem como foco.
Nesse início já se pensava em implantá-lo no cais Mauá?
Não, inicialmente pensamos nos galpões da zona portuária, nos armazéns 5 e 6. Tínhamos até começado a idealizar a museografia e a ocupação. Quem estava trabalhando na proposta eram Ralph Appelbaum e Vasco Caldeira, que ainda estão envolvidos no projeto. Ao mesmo tempo, a prefeitura nos convidou para conversar sobre o assunto. Ela sugeriu que o implantássemos no cais Mauá, que era do governo federal e fora transferido para a prefeitura. E o museu mudou de lugar. Então, não existe essa ideia de que a fundação quer fazer um projeto novo, do zero: há um contexto que levou a essa situação. E o Museu do Amanhã está sendo tratado como projeto-âncora.
No MAR, a proposta foi trabalhar com colecionadores que possuem acervos guardados, de forma que o grande público tenha acesso, sem que se faça a transferência. Mas trabalhamos a questão da identidade com a história do Rio.
Mas, pensando assim, há a necessidade de um projeto de arquitetura forte. Como foi a escolha de Santiago Calatrava?
A sugestão veio do prefeito [Eduardo Paes]. Nós entendemos que tinha aderência à ideia do museu e começamos a fazer uma costura entre os vários parceiros: a prefeitura, o estado e o governo federal.
Por Fernando Serapião
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 372 Fevereiro de 2011
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 372 Fevereiro de 2011
Formada em arquitetura pela Universidade Santa Úrsula e com pós-graduação no MBA do Coppead (Instituto de Graduação em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro), Lucia Basto foi chefe da divisão técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) antes de entrar para a Fundação Roberto Marinho. Na instituição, onde está desde 1996, ela é a superintendente do setor voltado para ações que visam a preservação do patrimônio histórico brasileiro
Lucia é responsável pela gestão de contratos, orçamentos e acompanhamento físico-financeiro dos projetos, elaboração e prestação de contas de trabalhos que contam com incentivos fiscais junto ao Ministério da Cultura e Iphan, entre outros. Recentemente, a fundação promoveu a criação de importantes centros culturais. Nesta entrevista, concedida em seu gabinete na sede da Fundação Roberto Marinho, no Rio de Janeiro, Lucia fala sobre seu trabalho e dá detalhes de alguns desses projetos


