Casa x Atelier
VENCEDORES DO OPERA PRIMA 2008
- Detalhes
- 06 de Agosto de 2008. Visitas: 50.677
Casa x Atelier
Implantar a casa no topo do morro é tema recorrente no imaginário da arquitetura. O partido surge do enfrentamento da topografia, por vezes dispersando volumes pelo lote, por vezes concentrando a construção em virtude de certa conveniência técnica e econômica ou da estética. Este projeto parte de raciocínio similar, mas a ele acrescenta uma paisagem interna que muda a ordem dos fatores. Difícil falar sobre a posição no lote, uma vez que a implantação linear, estruturada pelo corpo do ateliê, domina o terreno.
É no eixo longitudinal resultante - peça do desenho em forma de cruz configurado pela implantação - que reside toda a diversidade do projeto. A ele, então, conectam-se os espaços seqüenciais do trabalho e da moradia, também esta desmembrada em uma série de ambientes junto às duas faces do caminho central.
O desnível da ordem de 14 metros é o elemento que cria surpresa e extrapola a imagem rígida da setorização dispersa, linear. Mais do que ambientes autônomos, posicionados em lados opostos do eixo central, o que surge são gradações de luminosidade, de alturas internas e externas, de mediação da paisagem natural, enfim, de cenários. Entram em jogo, portanto, grandes superfícies, panos de madeira, paredes estruturais que direcionam a circulação e, associadas a caixilhos de correr, alternam os papéis de passagem e vedação.
O conjunto ganha simbolismo pela referência ao rio Guaíba, localizado nas imediações do lote escolhido para o projeto. Ele empresta à residência-ateliê o imaginário do morar urbano.
Autora - Cristiane Agostini de Andrade
Orientador - Felipe Helfer
Escola - Centro Universitário Ritter dos Reis (Uniritter), Porto Alegre
É no eixo longitudinal resultante - peça do desenho em forma de cruz configurado pela implantação - que reside toda a diversidade do projeto. A ele, então, conectam-se os espaços seqüenciais do trabalho e da moradia, também esta desmembrada em uma série de ambientes junto às duas faces do caminho central.
O desnível da ordem de 14 metros é o elemento que cria surpresa e extrapola a imagem rígida da setorização dispersa, linear. Mais do que ambientes autônomos, posicionados em lados opostos do eixo central, o que surge são gradações de luminosidade, de alturas internas e externas, de mediação da paisagem natural, enfim, de cenários. Entram em jogo, portanto, grandes superfícies, panos de madeira, paredes estruturais que direcionam a circulação e, associadas a caixilhos de correr, alternam os papéis de passagem e vedação.
O conjunto ganha simbolismo pela referência ao rio Guaíba, localizado nas imediações do lote escolhido para o projeto. Ele empresta à residência-ateliê o imaginário do morar urbano.
Autora - Cristiane Agostini de Andrade
Orientador - Felipe Helfer
Escola - Centro Universitário Ritter dos Reis (Uniritter), Porto Alegre
Parecer do júri
A proposta aborda as dimensões vitais de existência do indivíduo. Inclui em seus propósitos resolver as questões da moradia e do trabalho - Casa x Atelier - e suas relações conseqüentes. Apropria-se do lugar e intercala relações espaciais determinadas pela hierarquização dos acessos e por superfícies e planos entrecruzados, estabelecendo relações formais ricas em função do predomínio de uma volumetria que se acomoda diagonalmente ao sítio. A implantação em declive se materializa em exemplar de artefato arquitetônico, com forte prevalência dos cheios sobre os vazios.





