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PROJETODESIGN chegou ao número 300.
E como essa marca não podia passar em brancas nuvens - afinal de contas, entre as revistas brasileiras de arquitetura, só a extinta Acrópole atingiu tal patamar -, preparamos uma edição especial. Como a efeméride se refere não a uma data, mas a um número, resolvemos criar algo em torno do numeral 300. Como ele é muito alto, resolvemos decompô-lo de forma que, no final, a soma atingisse as três centenas. Demos uma de matemático - embora, como os leitores devem saber, jornalistas e arquitetos não sejam muito bons de conta - e dividimos 300 em dez partes iguais. Cada uma delas foi deslocada para uma porção da revista. E assim, num trabalho de pesquisa coletivo, fizemos uma revisão de tudo o que foi publicado ao longo desses 28 anos, separando o que de melhor foi editado para criar uma nova coletânea. No Em Dia, por exemplo, pesquisamos cartas e resenhas de livros. Pinçamos 30 missivas entre as centenas enviadas para a redação. São reclamações, críticas e polêmicas, mas são, principalmente, a forma que encontramos de fazer o leitor participar desta edição. Escolhemos 30 livros entre as centenas de resenhas publicadas. Passando para a seção Entrevista, elegemos ali 30 respostas interessantes, daquelas que fazem pensar. (Pausa para não perder a conta: já chegamos ao número 90.) Em Arquitetura, publicamos os 30 projetos brasileiros mais importantes já estampados em nossas páginas. A exceção é a obra de número 30, o auditório do Ibirapuera, desenhado por Oscar Niemeyer e prestes a ser inaugurado, que pretendemos dar com mais detalhes em uma de nossas próximas edições. 30 x 10 = 300? Em Interiores, a lógica é a mesma: lá estão as 30 soluções mais importantes que saíram tanto na PROJETODESIGN como na DESIGN & INTERIORES. Seguindo o raciocínio, a seção Design traz um pout-pourri com 30 trabalhos que representam o melhor desse setor mostrado aqui e na D&I. (Nossa conta já soma 180.) Na seção Artigo, o leitor encontrará um breve apanhado de 30 fatos marcantes que ganharam espaço na revista, enquanto em Memória criamos uma ponte com a extinta seção Vão Livre - editada por Paulo Caruso. Recuperamos então 30 caricaturas, reunidas num histórico e alegre encontro entre personagens da arquitetura brasileira. Para fechar as contas, faltavam 60 itens e uma seção: Tecnologia & Serviço. Surgiu então a idéia de colocar em prática algo que já chamava a atenção do departamento comercial da revista: realizar um top of mind das marcas mais lembradas pelos leitores. A proposta estimulou a todos, pois representa a área de interseção das duas peças fundamentais para a existência e longevidade de uma publicação: leitores e anunciantes. Mas, para não fugir do caráter histórico da edição, realizamos ainda um breve histórico da publicidade nas páginas da revista, recordando, por exemplo, os primeiros apoios, os fatos curiosos e os recordes. Para a seleção das marcas - que batizamos de Top Marcas - criamos uma enquete no ARCOweb, que foi um verdadeiro sucesso, comprovado pelo recebimento de 3278 votos. Como estipulamos 20 categorias, cada qual com as três marcas mais lembradas, tínhamos os 60 que faltavam. No entanto, como a edição de uma revista não é tão precisa como a matemática, fomos surpreendidos pelo acaso: na categoria mobiliário de escritórios, um empate técnico resultou em quatro marcas e não em três, como esperávamos. Nesse caso, temos que admitir: para nós, 30 x 10 é igual a 301! |
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