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PRÊMIO IAB/SP
Os projetos premiados da mais exigente edição dos últimos 16 anos |
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Este ano, com 160 inscrições (1), a premiação do IAB/SP distribuiu 31 destaques: 12 prêmios (dos quais dois ainda foram distinguidos com os prêmios Rino Levi, para melhor obra construída, e Carlos Barjas Milan, para o melhor projeto) e 19 menções honrosas. Se não foi a mais concorrida (2), foi a mais exigente edição dos últimos 16 anos, pois menos de 20% dos trabalhos foram laureados.
Os principais destaques foram para Marcelo Suzuki (com o Fórum de Cuiabá), que recebeu o Prêmio Rino Levi, e para a equipe de Barbieri e Gorski, contemplada com o Prêmio Carlos Barjas Milan, pelo projeto do parque público da lagoa de Carapicuíba.
Nesta edição do prêmio, os trabalhos foram divididos em quatro categorias, cada qual com um júri específico (3). São elas: edifício (para “projetos de edifícios em suas diversas modalidades tipológicas, envolvendo projetos de restauro e/ou requalificação de bens de interesse histórico”, segundo o edital), cidade e paisagem (destinado a “projetos urbanos, planos diretores setoriais e municipais, projetos de redes de serviços e infra-estrutura urbana, projetos paisagísticos em suas diferentes escalas e projetos de preservação e recuperação ambiental”), objeto (que agrupou “projetos de desenho industrial, cenografia, expografia, comunicação visual e arquitetura de interiores”) e, por fim, trabalhos publicados (“na forma de livros, ensaios, críticas e pesquisas, fotos, vídeos e outros tipos de trabalhos audiovisuais em mídia digital ou não”). |
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Dois grupos de jurados, por sua vez, criaram subcategorias. Em edifícios, em primeiro lugar, uma subdivisão diferencia obras construídas e projetos; dentro desse critério, houve ainda o desmembramento em cinco grupos: habitação, institucional, escolas, restauro e requalificação. A categoria cidade e paisagem reordenou os dez participantes em três subcategorias: projetos de arquitetura paisagística, requalificação urbana e estudos de planejamento paisagístico.
Entre os premiados, a divisão entre público e privado é quase meio a meio - mas, embora os dois principais vencedores sejam trabalhos do setor público, prevalecem as obras particulares, que são 52%. A respeito dos critérios de seleção do júri, que certamente variam de uma categoria para outra, seria interessante a existência de uma ata que explicitasse as escolhas. O único grupo de jurados que a fez com mais detalhes foi o da categoria cidade e paisagem, cujas avaliações dos contemplados estão destacadas dentro dos textos dos respectivos projetos.
Por Fernando Serapião |
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| Premiados e menções de cada categoria |
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Prêmio Rino Levi
Fórum de Cuiabá, 2004/2005 |
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Prêmio Carlos Barjas Milan
Parque público da lagoa de Carapicuíba, SP, 2005 |
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Categoria edifícios institucionais
Sede do Crea, São Paulo, 2006 |
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Categoria escolas
Escola Cáritas, São Paulo, 2003/05 |
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Categoria restauro e requalificação
Museu da Língua Portuguesa, São Paulo, 2000/06 |
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Categoria habitação
Residência em Curitiba, 2002/05 |
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Categoria objeto
Banco Santander Banespa, São Paulo, 2005/06 |
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Categoria cidade e paisagem
Reurbanização do complexo Paraisópolis, SP, 2005 |
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Categoria trabalhos escritos e audiovisuais
Lina Bo Bardi: sutis substâncias da arquitetura, 2006 |
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Notas:
1- Entre elas, 105 na categoria edifício (62 construídos e 43 projetos), 25 na categoria objeto, dez na categoria cidade e paisagem, 20 em trabalhos escritos.
2- Em 1992, foram 246 inscritos e em 2004, 214.
3- Este ano, o júri do prêmio do IAB/SP foi dividido em quatro grupos: Newton Massafumi Yamato, Francisco Petracco, Vasco de Mello e Roberto Gambarato (edifícios); João Carlos Cauduro, Haron Cohen e Paulo de Tarso Viana de Souza (objeto); Rosa Kliass, Paulo Pelegrino, Liane Makowski Almeida, Francisco Spadoni, Adilson Costa Macedo, Candido Malta Campos Filho e Fuad Jorge Cury (cidade e paisagem); Mônica Junqueira, Carlos Alberto Ferreira Martins e João Honório de Mello Filho (trabalhos escritos). |
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