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“Primeiro vamos fazer um caderno de quatro páginas, depois de oito”, disse ele ao diagramador.“Como é que ela vai se chamar?”, perguntou um amigo arquiteto. “PROJETO”, respondeu Vicente. “Eu penso em criar publicações com nomes claros, que expressem
de forma direta o conteúdo editorial. Se o foco
da revista serão os projetos, então o nome será PROJETO”, falou. E ainda arrematou, quase como vidente: ”Se eu tiver uma revista de construção, por exemplo, vai se chamar Obra; e se for de design e interiores, o nome será Design & Interiores”.
Chamou Vivaldo Tsukumo para criar o logotipo. Depois de muito pensar na pauta da revista número 1, veio a idéia: “Temos que colocar
algo que diferencie a revista das demais publicações, voltadas para o público leigo”, pensou. “Podemos publicar indústrias: elas são facilmente atribuídas a engenheiros e, assim, iniciaremos a consolidação de mais um campo
de trabalho profissional para o arquiteto”, imaginou o editor.
A escolha da imagem da capa, que mostra alguns operários no interior de uma fábrica em Carapicuíba, foi questionada: “Isso não é uma provocação política, Vicente?”. E ele respondeu: “É só uma foto do Moscardi de uma fábrica pré-moldada. Olha que imagem bonita. É essa!”.
Enfim, uma das chamadas de capa da edição 44 do Jornal Arquiteto anunciava: “PROJETO: a proposta que vai virar revista”. A nota avisava os leitores que eles receberiam “uma minirrevista - que ainda vai crescer”.
Nascia aí a publicação, com apenas 16 páginas.
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