A proposta incide sobre área de ocupação irregular em Belo Horizonte, cortada por dois córregos em forma de V e caracterizada legalmente como Zona Especial de Interesse Social (Zeis). A autora propõe a realocação parcial das edificações lindeiras aos córregos, que têm faixas longitudinais de 15 metros protegidas por legislação ambiental, exceto a creche existente no vértice de ligação entre os cursos d’água.
O projeto se desenvolve, então, a partir do estabelecimento de vias de transposição e conexão entre os assentamentos do entorno, assim como da criação de edificações residenciais para abrigar os moradores a serem transferidos. Foram escolhidas duas áreas relativamente afastadas para tais assentamentos, cada uma delas com tipologia particular.
Em uma das extremidades, foram projetadas residências conjugadas em blocos de quatro unidades, entrecruzados por caminhos de pedestres, enquanto na outra ponta as casas são geminadas e têm área construída menor. Nos dois casos, contudo, a autora adotou estratégia para prever possíveis expansões das edificações, de forma a orientar o crescimento organizado do local. Assim, as plantas-tipo residenciais contam com dois pavimentos e terraços de generosas dimensões, que, cobertos por telhados convencionais, podem incorporar-se à área útil da moradia.
A bem-vinda flexibilidade de uso é também prevista no térreo das residências, já que, em função do layout, um dos quartos pode ser destinado a estabelecimento de comércio local, voltado aos exteriores. Eles foram estrategicamente posicionados nas esquinas.
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Autora - Carolina Machado da Silva Pinhel
Orientador - Porfírio Valladares de Andrade
Escola - Fundação Mineira de Educação e Cultura (Fumec), Belo Horizonte |
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