Partindo de uma unidade habitacional com 28 metros quadrados de área, o autor fez uso de sistema flexível de caixilharia e mobiliário para criar uma residência versátil. A hipótese é a de que, diante de mudanças sociais já sedimentadas, há grande demanda por moradias de pequenas dimensões que sejam, contudo, adaptáveis a atividades mistas, residenciais, de trabalho e entretenimento. É através dos materiais, do funcionamento de portas e janelas, e também do layout, que o projeto procura atender, com baixo custo, a essas solicitações contemporâneas.
O PVC foi utilizado tanto na cobertura quanto nas esquadrias e no próprio sistema de vedação vertical, no qual é especificado em conjunto com o concreto que preenche o espaço interno de seus perfis de fechamento. Rapidez de execução e grande durabilidade seriam os principais atributos resultantes desse tipo de edificação.
Duas peças móveis feitas também com PVC foram projetadas para o espaço interno, de forma a atender pelo menos aos 64 arranjos estudados pelo autor, através do movimento vinculado aos rodízios de piso e trilhos de teto, que percorrem toda a laje de cobertura. Esses conjuntos móveis teriam embutidas a mesa de estudo/refeição e a cama, de forma a configurar espaço livre nos interiores.
Externamente, portas mistas feitas com o mesmo material aliam o sistema basculante a janelas embutidas de correr, permitindo níveis crescentes de abertura da moradia ao espaço externo. O projeto prevê ainda a variante de residência com 32 metros quadrados, obtidos através da incorporação de cômodo extra junto a uma das faces.
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Autor - Tiago Sant’Ana Caldas
Orientador - Sérgio Ricardo Palhares
Escola - Fundação Mineira de Educação e Cultura (Fumec), Belo Horizonte |
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