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Pelo sexto ano consecutivo, a Braskem apoia o prêmio Opera Prima, voltado aos formandos de arquitetura e urbanismo de todo o Brasil. O país é reconhecido como uma rica fonte de talentos nessa área e nada melhor do que um prêmio para estimular as vocações promissoras que estão saindo das universidades brasileiras.
Além de identificar os jovens talentos da arquitetura nacional, o prêmio serve como incentivo e reconhecimento aos professores que orientam os alunos na criação de novas soluções. Na interação entre o conhecimento sólido transmitido pelos mestres o arrojo e o idealismo dos formandos se constroi o futuro da arquitetura e do urbanismo no Brasil.
Para aproveitar ao máximo a criatividade dos jovens talentos, a Braskem criou, há seis anos, a categoria especial Projetando com PVC, destinada aos estudantes que utilizam esse material em suas propostas. Pelo excelente desempenho e versatilidade que oferece, o PVC proporciona múltiplas opções de construção ao projetista através do sistema Concreto PVC, indicado para diferentes aplicações e em diversos segmentos.
O sucesso duradouro do prêmio Opera Prima é o resultado da dedicação e do engajamento de parceiros tão relevantes como o Instituto de Arquitetos do Brasil, a revista PROJETO DESIGN e a Joy Eventos, aos quais a Braskem agradece. E aproveita o ensejo para homenagear os professores e os alunos que garantem a qualidade dos projetos e a importância do prêmio.
No 21º Opera Prima concorreram 433 trabalhos de 128 cursos de arquitetura e urbanismo, dos quais 128 finalistas foram selecionados regionalmente. Na etapa final de julgamento, a Região 1 (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) participou com 38 projetos, a Região 2 (São Paulo) com 40, a Região 3 (Rio de Janeiro e Espírito Santo) com 11, a Região 4 (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) com 13 e a Região 5 (Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará e Tocantins) com 26. O Prêmio Projetando com PVC, instituído pela Braskem, contou com 49 concorrentes (14 deles competindo também no Opera Prima).
Comissão julgadora nacional: Anne Marie Sumner (SP), Cleusa de Castro (PR), Elane Ribeiro Peixoto (GO), Paulo Cardoso da Silva (CE) e Valéria Hazan (RJ); Luciano Rodrigues Nunes e Carlos Felipe de Almeida (Prêmio Projetando com PVC).
| Região 1 | Região 2 | Região 3 | Região 4 | Região 5 | Total | |
| Escolas participantes | 38 | 40 | 11 | 13 | 26 | 128 |
| Total de trabalhos inscritos | 119 | 154 | 39 | 43 | 78 | 433 |
| Finalistas do Opera Prima | 7 | 5 | 6 | 2 | 5 | 25 |
| Premiados | 0 | 0 | 2 | 1 | 2 | 5 |
| Menções | 7 | 5 | 4 | 1 | 3 | 20 |
| Premiados (Projetando com PVC) | 1 | 0 | 0 | 0 | 1 | 2 |
| Menções (Projetando com PVC) | 0 | 2 | 0 | 0 | 1 | 3 |

O trabalho se debruça sobre área de grandes dimensões ao norte do Rio de Janeiro, historicamente marcada pelo conflito entre as escalas local e metropolitana. Na interface das regiões da Maré e do Bonsucesso, verificou-se ao longo das últimas décadas crescente processo de esvaziamento populacional, em muito derivado da baixa qualidade de vida no local - há problemas de poluição, insegurança pública, favelização e enchentes recorrentes - e da segmentação espacial causada pelo traçado da movimentada avenida Brasil. Ela possui cerca de 60 metros de largura total e é utilizada pelos mais variados tipos de veículos, particulares e públicos, funcionando como uma potente barreira à transposição dos domínios que ladeia, pelos pedestres.
Propõe-se então a implantação linear e o programa misto - equipamentos culturais, de ensino, habitações, comércio e serviços - com gabaritos variados. No 1,3 quilômetro de extensão abrangido pelo projeto há desde edifícios com três andares até outros que totalizam 15 pavimentos, mantendo-se, contudo, uma nova cota pública de pedestres no terceiro andar, acima da avenida.
Essa passarela contínua, paralela à via de automóveis, é aberta e conectada a determinados equipamentos posicionados nas transversais da avenida, de modo a se induzir a transpara o Bonsucesso e vice-versa. Tal mecanismo aglutinador ocorre nas extremidades e no centro da área de intervenção, onde se pretende implantar os programas de uso público e escala regional.
No total, está prevista a criação de cerca de 160 mil metros quadrados de residências (parte delas destinada à população a ser removida das favelas), 200 mil metros quadrados para escritórios e serviços e 110 mil metros quadrados comerciais.

O centro do Rio de Janeiro, com quadras consolidadas, edifícios verticalizados, intenso movimento de pedestres e veículos, absoluta carência de espaço para a implantação de novas construções ou a abertura de áreas verdes, de uso coletivo. É esse o cenário que o autor pretende contestar poeticamente, a partir de um ensaio, fundamentando seu raciocínio em operação matemática - a barganha de 20% de solo criado, ou seja, do potencial adicional de construção em zonas de especial interesse público - e na proposição de uma forma aérea e fragmentada de apropriação da cidade.
Centrado nas imediações do aterro do Flamengo, na chamada Zona do Castelo, o projeto parte do pressuposto de que, tendo boa parte das edificações locais a altura de 15 andares, os 20% de potencial construtivo extra possibilitariam, grosso modo, a implantação de três novos andares sobre as lajes de cobertura, a cerca de 50 metros de altura. Para que e como?
O novo gabarito, na visão do autor, não implicaria o adensamento local em decorrência do simples somatório de pavimentos verticais. Pelo contrário, em sua análise, a cada novo metro quadrado ocupado equivaleria a mesma metragem em área aberta, demolida, de modo a surgirem, no térreo e em pontos de variadas cotas, novas praças, pátios, corredores, enfim, nova malha semipública.
Os elementos constituintes do projeto, portanto, são relacionados aos deslocamentos de pedestres: escada rolante, escada, rampa, passarela, ponte e elevador. Note-se a recorrência do terceiro pavimento como nova cota de trânsito público de maior densidade.

Aplicado a grupo teatral ambulante ou a local afastado, ermo, o termo mambembe é também uma forma já relativamente difundida de viajar pelo interior do Brasil munido de uma tela e equipamentos audiovisuais de projeção, cadeiras singelas e filmes, para a realização de sessões públicas de cinema. Geralmente ao ar livre, o cine mambembe costuma atrair, em localidades escassamente povoadas, público em torno de 500 pessoas ou mais, muitas das quais são espectadores debutantes.
Neste projeto, contudo, embora mantendo as mesmas condições temporárias de exibição, a autora propõe uma experiência intimista com o cinema, criando uma unidade arquitetônica desmontável e de fácil transporte, comprometida com a qualidade técnica, acústica e visual.
Para além da iniciativa de difusão cultural, interessa a qualidade espacial e o conforto do ambiente, tendo a autora realizado o resgate histórico de diversas tipologias já abarcadas pelo cinema ao longo do tempo.
O módulo inflável por ela criado tem capacidade para acomodar 101 espectadores e é acessível por rampa externa. A casca pneumática que lhe dá forma funciona como anteparo para a projeção e também como elemento de refrigeração e de identidade da arquitetura, já que, dada a sua aparência translúcida, os fachos luminosos acabam visíveis também no ambiente externo.
Todo o sistema é composto por elementos industrializados de fácil reposição e montagem. São necessárias duas carretas para o transporte do cinema.

A criação de equipamentos culturais em Brasília é iniciativa bem-vinda, carecendo ainda a grande cidade, prestes a completar 50 anos, de mais teatros e galerias, entre outros espaços. Este projeto parte dessa constatação para propor, em quadra de formato retangular e largura privilegiada, um complexo para o aprendizado e a difusão da dança.
O programa reúne salas de aulas, espaços para atividades didáticas e teatro de médio porte, destacando-se a implantação linear, que evidencia os setores complementares e tira partido da vista do entorno. A linguagem contemporânea, com volumetria que transita dos edifícios retangulares até os blocos de geometria irregular, também foi mencionada pelo júri como elemento qualificador do trabalho.
A proposta é ocupar um terreno em estado de abandono, localizado, contudo, em região de intenso fluxo de pedestres, veículos e com boa oferta de transporte público. Situado em meio a escolas, clínicas, órgãos públicos e privados, o lote fica no Setor Sul.
As duas extremidades do complexo abrigam o teatro e as salas de aulas teóricas; no espaço central são dispostas as salas de dança. Elas conformam unidades autônomas e são os elementos visualmente impactantes do projeto. A autora afirma ter buscado inspiração em movimentos corporais durante a dança para criar a volumetria arquitetônica. Também foi dada especial atenção ao conforto térmico, induzindo a ventilação cruzada a partir do posicionamento de venezianas nas fachadas frontal e posterior.

Fato recorrente nas grandes cidades brasileiras, a segmentação do espaço urbano pelo traçado de grandes eixos viários fez surgir, ao longo dos anos, barreiras físicas e imaginárias dificilmente transponíveis. Este projeto tem como pano de fundo os 25 quilômetros de extensão da via expressa Leste-Oeste, em Belo Horizonte, e como setor específico de implantação as imediações da denominada estação Calafate do metrô.
O autor fez estudo abrangente do histórico dos viadutos e passarelas construídos sobre a via, em boa parte baseando-se nas pesquisas e diretrizes formuladas em 2004 pelo Ministério das Cidades, no chamado Plano de Reabilitação das Áreas Urbanas Centrais (Prauc). Ele parte da hipótese de que, ilhadas em meio à via, há muitas áreas residuais que, embora tenham bom potencial para abrigar usos variados - por causa da grande oferta de infraestrutura a que têm acesso -, encontram-se de tal forma desarticuladas entre si que a sua ocupação, pela iniciativa pública ou privada, é desencorajada.
Foram levantados pelo referido estudo 16 possíveis pontos de intervenção, nos quais 15 áreas incidiriam sobre baixos de viadutos e seis sobre passarelas e áreas contíguas. O autor escolheu o local anexo ao metrô para formular o seu projeto, criando um edifício-ponte a ser ocupado por biblioteca digital, escola digital, centro de recondicionamento de computadores, comércio e serviços, ambientes de apoio ao transporte público integrado e espaços para atividades de lazer, cultura e esportivas.
O módulo básico é composto por estrutura metálica com vãos de 12 metros, havendo duas torres principais e pavilhões de conexão com as áreas envoltórias.

Transitando entre as escalas micro e macro, a autora concebeu neste trabalho o sistema construtivo e o design de equipamentos e mobiliário de um abrigo para uso emergencial e temporário, feito com PVC. Planejou os detalhes de fabricação, transporte e elementos para o bom desempenho térmico e acústico e demonstrou, ainda, a utilidade do sistema através de estudo de caso real.
O contexto do projeto são os campos africanos para refugiados de zonas de conflito armado, como é o caso do acampamento de refugiados sudaneses em Farchana, no Chade, centro-norte da África. Quais são as condições de habitação, como se relacionam essas pessoas nos seus cenários transitórios de existência?
Em resposta a tais perguntas a autora criou um módulo que tem área interna de cerca de 4,5 metros quadrados, sendo 1,2 x 3,8 metros de largura e extensão respectivamente. Com seção trapezoidal, ele funciona como o invólucro de composições que podem conter os equipamentos para dormir - um módulo-beliche, também item de projeto -, para o preparo de alimentos e as refeições, o atendimento médico, entre outras atividades.
Cada módulo seria assentado sobre malha mista, de madeira e PVC, equipada com trilhos metálicos que permitiriam a movimentação dos abrigos e, portanto, o estabelecimento de composições múltiplas. O diferencial do trabalho reside em boa medida na capacidade de criar sistemas complexos de pequenas a grandes unidades de vizinhança, desde as comunidades locais até o acampamento propriamente dito - em Farchana, por exemplo, há atualmente 21 mil pessoas à espera de assentamento.

O mercado imobiliário habitacional e o morar contemporâneo são os temas de referência para este projeto. Parte-se do pressuposto de que há descompasso entre a demanda por novos tipos de moradia e a oferta de edifícios habitacionais no mercado brasileiro.
Embasa a proposta a constatação da autora de que o núcleo familiar tradicional, composto por casal e número variado de filhos, não totaliza os tipos de moradores contemporâneos. Além deles, enuncia o projeto, deve haver habitações flexíveis, aptas a abrigar solteiros, grupos de amigos, descasados etc.
E é através de unidade habitacional feita com PVC - estrutura e componentes - que o projeto pretende atender a esses nichos de mercado. O módulo básico é retangular e tem área de 54 metros quadrados (seis metros de largura por nove metros de comprimento), componível em conjuntos horizontais ou verticais. Podese, assim, montar um edifício a partir da junção ou do empilhamento de unidades autônomas, o que o caracterizaria em função da flexibilidade de gabaritos de altura, da composição de espaços abertos e fechados, do posicionamento de varandas, de áreas molhadas, enfim, de todos os elementos da edificação.
Um dos trunfos do projeto é a autonomia estrutural do módulo residencial, que tem sistema misto da laje de piso, composta por concreto e chapa de PVC. Esquadrias, vedações e parte dos componentes internos também são feitas com o mesmo material, dando‑se especial atenção ao desempenho termoacústico através do preenchimento de painéis com lã mineral, por exemplo.
