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Opera Prima 2009
Opera Prima e o IAB
João Virmond Suplicy Neto
Presidente nacional do Instituto de Arquitetos do Brasil
O concurso Opera Prima chega ao 21º ano, graças à atual parceria entre o IAB, a revista PROJETO DESIGN, a Joy Eventos e a empresa patrocinadora Braskem. A estimativa de 100 mil arquitetos habilitados no país e a existência de mais de 200 escolas de arquitetura no Brasil, que a cada ano credenciam cerca de 7 mil profissionais, formam um contexto que merece especial atenção por parte do IAB, pois implica conexão direta com o atendimento do espaço habitado e a elevação da qualidade de vida.

Os 433 trabalhos entregues foram analisados por um corpo de jurados qualificados, o que resultou na classificação dos premiados e certamente reflete a fundamental importância do ensino nas escolas de arquitetura. Com o Opera Prima, organizado de acordo com o Regulamento de Concursos do IAB, a instituição cumpre algumas de suas principais finalidades: promover o relacionamento entre o exercício profissional e a formação do arquiteto; defender o desenvolvimento constante do relacionamento interdisciplinar e interprofissional no ensino e no exercício profissional; concorrer para a boa organização dos concursos de arquitetura dentro das normas estabelecidas. A oportunidade de os formandos apresentarem suas ideias a um fórum nacional tem conferido inestimável valor à capacitação das novas gerações de arquitetos brasileiros. Quem ganha é a sociedade.

Aos acadêmicos participantes do 21° Opera Prima, nossas congratulações.
Bem-vindos à profissão.
Vocações promissoras
Bernardo Gradin
Presidente da Braskem

Pelo sexto ano consecutivo, a Braskem apoia o prêmio Opera Prima, voltado aos formandos de arquitetura e urbanismo de todo o Brasil. O país é reconhecido como uma rica fonte de talentos nessa área e nada melhor do que um prêmio para estimular as vocações promissoras que estão saindo das universidades brasileiras.

Além de identificar os jovens talentos da arquitetura nacional, o prêmio serve como incentivo e reconhecimento aos professores que orientam os alunos na criação de novas soluções. Na interação entre o conhecimento sólido transmitido pelos mestres o arrojo e o idealismo dos formandos se constroi o futuro da arquitetura e do urbanismo no Brasil.

Para aproveitar ao máximo a criatividade dos jovens talentos, a Braskem criou, há seis anos, a categoria especial Projetando com PVC, destinada aos estudantes que utilizam esse material em suas propostas. Pelo excelente desempenho e versatilidade que oferece, o PVC proporciona múltiplas opções de construção ao projetista através do sistema Concreto PVC, indicado para diferentes aplicações e em diversos segmentos.

O sucesso duradouro do prêmio Opera Prima é o resultado da dedicação e do engajamento de parceiros tão relevantes como o Instituto de Arquitetos do Brasil, a revista PROJETO DESIGN e a Joy Eventos, aos quais a Braskem agradece. E aproveita o ensejo para homenagear os professores e os alunos que garantem a qualidade dos projetos e a importância do prêmio.

Concurso Opera Prima 2009 - Prêmios e menções por região

No 21º Opera Prima concorreram 433 trabalhos de 128 cursos de arquitetura e urbanismo, dos quais 128 finalistas foram selecionados regionalmente. Na etapa final de julgamento, a Região 1 (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná) participou com 38 projetos, a Região 2 (São Paulo) com 40, a Região 3 (Rio de Janeiro e Espírito Santo) com 11, a Região 4 (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) com 13 e a Região 5 (Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará e Tocantins) com 26. O Prêmio Projetando com PVC, instituído pela Braskem, contou com 49 concorrentes (14 deles competindo também no Opera Prima).

Comissão julgadora nacional: Anne Marie Sumner (SP), Cleusa de Castro (PR), Elane Ribeiro Peixoto (GO), Paulo Cardoso da Silva (CE) e Valéria Hazan (RJ); Luciano Rodrigues Nunes e Carlos Felipe de Almeida (Prêmio Projetando com PVC).

  Região 1 Região 2 Região 3 Região 4 Região 5 Total
Escolas participantes 38 40 11 13 26 128
Total de trabalhos inscritos 119 154 39 43 78 433
Finalistas do Opera Prima 7 5 6 2 5 25
Premiados 0 0 2 1 2 5
Menções 7 5 4 1 3 20
Premiados (Projetando com PVC) 1 0 0 0 1 2
Menções (Projetando com PVC) 0 2 0 0 1 3
PREMIADOS
Ideias para a Avenida Brasil - da Maré a Bonsucesso
Autora - Lina Motta Corrêa
Orientador - Paulo Jardim de Moraes / Co-orientador - Luiz Fernando Janot
Escola - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Avenida Brasil - da Maré a Bonsucesso

O trabalho se debruça sobre área de grandes dimensões ao norte do Rio de Janeiro, historicamente marcada pelo conflito entre as escalas local e metropolitana. Na interface das regiões da Maré e do Bonsucesso, verificou-se ao longo das últimas décadas crescente processo de esvaziamento populacional, em muito derivado da baixa qualidade de vida no local - há problemas de poluição, insegurança pública, favelização e enchentes recorrentes - e da segmentação espacial causada pelo traçado da movimentada avenida Brasil. Ela possui cerca de 60 metros de largura total e é utilizada pelos mais variados tipos de veículos, particulares e públicos, funcionando como uma potente barreira à transposição dos domínios que ladeia, pelos pedestres.

Propõe-se então a implantação linear e o programa misto - equipamentos culturais, de ensino, habitações, comércio e serviços - com gabaritos variados. No 1,3 quilômetro de extensão abrangido pelo projeto há desde edifícios com três andares até outros que totalizam 15 pavimentos, mantendo-se, contudo, uma nova cota pública de pedestres no terceiro andar, acima da avenida.

Essa passarela contínua, paralela à via de automóveis, é aberta e conectada a determinados equipamentos posicionados nas transversais da avenida, de modo a se induzir a transpara o Bonsucesso e vice-versa. Tal mecanismo aglutinador ocorre nas extremidades e no centro da área de intervenção, onde se pretende implantar os programas de uso público e escala regional.

No total, está prevista a criação de cerca de 160 mil metros quadrados de residências (parte delas destinada à população a ser removida das favelas), 200 mil metros quadrados para escritórios e serviços e 110 mil metros quadrados comerciais.

Parecer do júri
Proposta inovadora de melhorias socioambientais para região de grande importância para a cidade. Bom diagnóstico e desenvolvimento de ideias, que aliam desenho urbano e soluções arquitetônicas em edificações plurifuncionais, passíveis de serem implantadas para a qualificação da área estudada.
Ensaio sobre a Cidade: uma Quadra no Centro do Rio
Autor - Antonio Pedro Soares Leite Ribeiro Coutinho
Orientador - Otávio Leonídio / Co-orientadora - Hélia Nacif Xavier
Escola - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Quadra no Centro do Rio

O centro do Rio de Janeiro, com quadras consolidadas, edifícios verticalizados, intenso movimento de pedestres e veículos, absoluta carência de espaço para a implantação de novas construções ou a abertura de áreas verdes, de uso coletivo. É esse o cenário que o autor pretende contestar poeticamente, a partir de um ensaio, fundamentando seu raciocínio em operação matemática - a barganha de 20% de solo criado, ou seja, do potencial adicional de construção em zonas de especial interesse público - e na proposição de uma forma aérea e fragmentada de apropriação da cidade.

Centrado nas imediações do aterro do Flamengo, na chamada Zona do Castelo, o projeto parte do pressuposto de que, tendo boa parte das edificações locais a altura de 15 andares, os 20% de potencial construtivo extra possibilitariam, grosso modo, a implantação de três novos andares sobre as lajes de cobertura, a cerca de 50 metros de altura. Para que e como?

O novo gabarito, na visão do autor, não implicaria o adensamento local em decorrência do simples somatório de pavimentos verticais. Pelo contrário, em sua análise, a cada novo metro quadrado ocupado equivaleria a mesma metragem em área aberta, demolida, de modo a surgirem, no térreo e em pontos de variadas cotas, novas praças, pátios, corredores, enfim, nova malha semipública.

Os elementos constituintes do projeto, portanto, são relacionados aos deslocamentos de pedestres: escada rolante, escada, rampa, passarela, ponte e elevador. Note-se a recorrência do terceiro pavimento como nova cota de trânsito público de maior densidade.

Parecer do júri
A proposta caracteriza-se por uma visão inusitada da cidade. Instigante e provocadora, interfere criativamente sobre o construído, possibilitando subtrações e adições de espaços públicos e privados e novos percursos para as aventuras urbanas. Ressalta-se a novidade do tema, expressa na coragem de optar por não reduzir o destino dos tecidos históricos ou consolidados aos usos culturais, reconduzindo-os à vida cotidiana. A qualidade da comunicação gráfica do projeto merece distinção.
Cine Mambembe - Arquitetura para um Cinema Itinerante
Autora - Lílian Soares de Avellar
Orientador - Paulo Raposo Andrade
Escola - Universidade Federal de Pernambuco, Recife
Cine Mambembe

Aplicado a grupo teatral ambulante ou a local afastado, ermo, o termo mambembe é também uma forma já relativamente difundida de viajar pelo interior do Brasil munido de uma tela e equipamentos audiovisuais de projeção, cadeiras singelas e filmes, para a realização de sessões públicas de cinema. Geralmente ao ar livre, o cine mambembe costuma atrair, em localidades escassamente povoadas, público em torno de 500 pessoas ou mais, muitas das quais são espectadores debutantes.

Neste projeto, contudo, embora mantendo as mesmas condições temporárias de exibição, a autora propõe uma experiência intimista com o cinema, criando uma unidade arquitetônica desmontável e de fácil transporte, comprometida com a qualidade técnica, acústica e visual.

Para além da iniciativa de difusão cultural, interessa a qualidade espacial e o conforto do ambiente, tendo a autora realizado o resgate histórico de diversas tipologias já abarcadas pelo cinema ao longo do tempo.

O módulo inflável por ela criado tem capacidade para acomodar 101 espectadores e é acessível por rampa externa. A casca pneumática que lhe dá forma funciona como anteparo para a projeção e também como elemento de refrigeração e de identidade da arquitetura, já que, dada a sua aparência translúcida, os fachos luminosos acabam visíveis também no ambiente externo.

Todo o sistema é composto por elementos industrializados de fácil reposição e montagem. São necessárias duas carretas para o transporte do cinema.

Parecer do júri
O projeto se destaca pela pertinência do tema, relacionado às primeiras exibições de filmes realizadas em feiras e circos, dando a essa arte seu sentido democrático e popular. A qualidade do projeto expressa-se em seu nível de detalhamento e na coerência enquanto objeto presente no espaço público.
Faculdade de Dança
Autora - Camilla Murta Itacaramby
Orientador - Antonio Rodrigues da Silva Filho
Escola - Universidade de Brasília, Brasília
Faculdade de Dança

A criação de equipamentos culturais em Brasília é iniciativa bem-vinda, carecendo ainda a grande cidade, prestes a completar 50 anos, de mais teatros e galerias, entre outros espaços. Este projeto parte dessa constatação para propor, em quadra de formato retangular e largura privilegiada, um complexo para o aprendizado e a difusão da dança.

O programa reúne salas de aulas, espaços para atividades didáticas e teatro de médio porte, destacando-se a implantação linear, que evidencia os setores complementares e tira partido da vista do entorno. A linguagem contemporânea, com volumetria que transita dos edifícios retangulares até os blocos de geometria irregular, também foi mencionada pelo júri como elemento qualificador do trabalho.

A proposta é ocupar um terreno em estado de abandono, localizado, contudo, em região de intenso fluxo de pedestres, veículos e com boa oferta de transporte público. Situado em meio a escolas, clínicas, órgãos públicos e privados, o lote fica no Setor Sul.

As duas extremidades do complexo abrigam o teatro e as salas de aulas teóricas; no espaço central são dispostas as salas de dança. Elas conformam unidades autônomas e são os elementos visualmente impactantes do projeto. A autora afirma ter buscado inspiração em movimentos corporais durante a dança para criar a volumetria arquitetônica. Também foi dada especial atenção ao conforto térmico, induzindo a ventilação cruzada a partir do posicionamento de venezianas nas fachadas frontal e posterior.

Parecer do júri
O projeto harmoniza os espaços propostos em volumes dispostos seguindo uma ordem que sugere movimento, ritmo e hierarquias bem definidas, onde a fragmentação do partido e a horizontalidade propiciam a integração com a paisagem. O cuidadoso desenho dos ambientes, as especificações dos materiais e elementos construtivos definem o caráter contemporâneo do edifício.
Ponte Digital de Apoio
Autor - Fabiano Murad de Pinho
Orientador - Roberto Eustaáquio dos Santos
Escola - Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte
Ponte Digital de Apoio

Fato recorrente nas grandes cidades brasileiras, a segmentação do espaço urbano pelo traçado de grandes eixos viários fez surgir, ao longo dos anos, barreiras físicas e imaginárias dificilmente transponíveis. Este projeto tem como pano de fundo os 25 quilômetros de extensão da via expressa Leste-Oeste, em Belo Horizonte, e como setor específico de implantação as imediações da denominada estação Calafate do metrô.
O autor fez estudo abrangente do histórico dos viadutos e passarelas construídos sobre a via, em boa parte baseando-se nas pesquisas e diretrizes formuladas em 2004 pelo Ministério das Cidades, no chamado Plano de Reabilitação das Áreas Urbanas Centrais (Prauc). Ele parte da hipótese de que, ilhadas em meio à via, há muitas áreas residuais que, embora tenham bom potencial para abrigar usos variados - por causa da grande oferta de infraestrutura a que têm acesso -, encontram-se de tal forma desarticuladas entre si que a sua ocupação, pela iniciativa pública ou privada, é desencorajada.

Foram levantados pelo referido estudo 16 possíveis pontos de intervenção, nos quais 15 áreas incidiriam sobre baixos de viadutos e seis sobre passarelas e áreas contíguas. O autor escolheu o local anexo ao metrô para formular o seu projeto, criando um edifício-ponte a ser ocupado por biblioteca digital, escola digital, centro de recondicionamento de computadores, comércio e serviços, ambientes de apoio ao transporte público integrado e espaços para atividades de lazer, cultura e esportivas.

O módulo básico é composto por estrutura metálica com vãos de 12 metros, havendo duas torres principais e pavilhões de conexão com as áreas envoltórias.

Parecer do júri
A resolução de conexões e transposições ligadas às redes infraestruturais ferroviárias e metroviárias - frequentemente associadas às vias expressas de autos - é uma das ações que tendem a ter cada vez maior importância nas grandes e médias cidades brasileiras. Por serem em geral estruturas aéreas, o desafio é projetá-las de modo a não constituírem obstrutores da paisagem, o que o projeto em questão, mesmo anexando equipamentos como o da biblioteca, realiza com considerável leveza.
MENÇÕES
• Parque Estação Urbana
AUTORA: Gabriela Costa de Castro
ORIENTADORA: Célia Helena Castro Gonsales
CO-ORIENTADORA: Jane de Lima Borguetti
ESCOLA: Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS
• Centro de Visitantes
AUTOR: André Luís Polezelo
ORIENTADORA: Helena Karpouzas
CO-ORIENTADORES: Claudio Luiz Gomes Araujo, Julio Ramos Collares e Sergio Moacir Marques
ESCOLA: Centro Universitário Ritter dos Reis (Uniritter), Porto Alegre
• Estação Mercado - Metrô de Porto Alegre
AUTORA: Carla Barbosa Deboni
ORIENTADOR: Tiago Holzmann da Silva
CO-ORIENTADORES: Claudio Luiz Gomes Araujo, Julio Ramos Collares e Sergio Moacir Marques
ESCOLA: Centro Universitário Ritter dos Reis (Uniritter), Porto Alegre
• Caixa de Música
AUTOR: Angelo Dal Bó
ORIENTADOR: Voltaire Pacheco Danckwardt
ESCOLA: Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), São Leopoldo, RS
• Refúgio. Box 6
AUTOR: Leonardo Giovenardi
ORIENTADOR: Leandro Manenti
ESCOLA: Centro Universitário Feevale, Novo Hamburgo, RS
• Museu de Arte Contemporânea
AUTOR: João Alexandre Rodrigues Knoll
ORIENTADORA: Dulce América de Souza
ESCOLA: Faculdades Barddal/Sistema Barddal de Ensino, Florianópolis
• Filosofar em Abismo: o Novo Departamento de Filosofia da Unesp
AUTOR: Rafael Euclides Melo Alcantara
ORIENTADOR: Nelson Schietti de Giacomo
ESCOLA: Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR
• Conexão Luz - Centro de Cultura e Lazer
AUTOR: Fabrício Rodrigues de Faria
ORIENTADORES: Vera Santana Luz, Wilson Ribeiro dos Santos Júnior e Fernando Frank Cabral
ESCOLA: Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Campinas, SP
• Alojamento Estudantil no Bairro da Luz
AUTORA: Juliana Gaeta Fernandes
ORIENTADOR: Minoru Naruto
ESCOLA: Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo
• Fábrica Escola de Cenografia
AUTORA: Gabriela Jabur Sartori Cabral
ORIENTADOR: Luis Mauro Freire
ESCOLA: Centro Universitário Fiam-Faam, São Paulo
• Arquitetura Mestiça
AUTORA: Milani Castro Bender
ORIENTADOR: André Teruya Eichemberg
ESCOLA: Centro Universitário de Votuporanga, Votuporanga, SP
• Escola Superior de Dança e Nova Sede do Balé da Cidade de São Paulo
AUTORA: Evangelina Lopes Nunes Galvão
ORIENTADORES: Antonio Cláudio Pinto da Fonseca e Marcelo Consiglio Barbosa
ESCOLA: Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo
• Recicloteca Catumbi
AUTOR: Rafael Gomes Barbosa
ORIENTADOR: Luiz Fernando Janot
ESCOLA: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
• Midiateca Carioca
AUTOR: Felipe Machado Bastos
ORIENTADOR: Eduardo Mendes de Vasconcellos
CO-ORIENTADORA: Elisabete Rodrigues dos Reis
ESCOLA: Universidade Federal Fluminense, Niterói, RJ
• Novo Mercado de Peixes de Niterói
AUTORA: Nathalia Sabino Campos
ORIENTADOR:
João Carlos Laufer Calafate
ESCOLA: Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
• Albergue da Juventude Morro do Outeiro
AUTOR: Jonas Marques da Silva Godinho
ORIENTADORA: Adriana Sansão Fontes
ESCOLA: Centro Universitário Metodista Bennett de Ensino, Rio de Janeiro
• Complexo de Atenção à Saúde Mental
AUTOR: Mário Vitor de Sousa Bittencourt Bastos
ORIENTADORA: Esterzilda Berenstein de Azevedo
ESCOLA: Universidade Federal da Bahia, Salvador
• Sede União Nacional dos Estudantes (UNE) / Memorial do Movimento Estudantil (MME)
AUTOR: Thiago Pimentel Bueno
ORIENTADORA: Emília Stenzel
ESCOLA: Centro Universitário de Brasília (Uniceub), Brasília
• Nó Urbano
AUTORA: Renata Pinheiro Gutierrez Borges
ORIENTADORA: Varlete Aparecida Benevente
ESCOLA: Universidade de Uberaba (Uniube), Uberaba, MG
• NTIH - Novas Tipologias Imobiliárias Habitacionais
AUTORA: Luiza Lopes de Brito Costa
ORIENTADOR: Sérgio Ricardo Palhares
ESCOLA: Universidade Fumec, Belo Horizonte
PROJETANDO COM PVC - PREMIADOS
Sistema para Abrigos Temporários Emergenciais
Autora - Luiza Ruano Campana
Orientadora - Helena Karpouzas
Co-orientadores - Claudio Luiz Gomes Araujo, Julio Ramos Collares e Sergio Moacir Marques
Escola - Centro Universitário Ritter dos Reis (Uniritter), Porto Alegre
Abrigos Temporários Emergenciais

Transitando entre as escalas micro e macro, a autora concebeu neste trabalho o sistema construtivo e o design de equipamentos e mobiliário de um abrigo para uso emergencial e temporário, feito com PVC. Planejou os detalhes de fabricação, transporte e elementos para o bom desempenho térmico e acústico e demonstrou, ainda, a utilidade do sistema através de estudo de caso real.

O contexto do projeto são os campos africanos para refugiados de zonas de conflito armado, como é o caso do acampamento de refugiados sudaneses em Farchana, no Chade, centro-norte da África. Quais são as condições de habitação, como se relacionam essas pessoas nos seus cenários transitórios de existência?

Em resposta a tais perguntas a autora criou um módulo que tem área interna de cerca de 4,5 metros quadrados, sendo 1,2 x 3,8 metros de largura e extensão respectivamente. Com seção trapezoidal, ele funciona como o invólucro de composições que podem conter os equipamentos para dormir - um módulo-beliche, também item de projeto -, para o preparo de alimentos e as refeições, o atendimento médico, entre outras atividades.

Cada módulo seria assentado sobre malha mista, de madeira e PVC, equipada com trilhos metálicos que permitiriam a movimentação dos abrigos e, portanto, o estabelecimento de composições múltiplas. O diferencial do trabalho reside em boa medida na capacidade de criar sistemas complexos de pequenas a grandes unidades de vizinhança, desde as comunidades locais até o acampamento propriamente dito - em Farchana, por exemplo, há atualmente 21 mil pessoas à espera de assentamento.

Parecer do júri
A realidade contemporânea, marcada por diásporas e situações de emergência, demanda desafios de todas as ordens. A contribuição dos arquitetos é muito bem-vinda quando centrada na segurança e no conforto de um abrigo temporário para populações afligidas por tragédias. A proposta é adequadamente concebida e detalhada, correspondendo à escolha e às possibilidades do material.
NTIH - Novas Tipologias Imobiliárias Habitacionais
Autora - Luiza Lopes de Brito Costa
Orientador - Sérgio Ricardo Palhares
Escola - Universidade Fumec, Belo Horizonte

O mercado imobiliário habitacional e o morar contemporâneo são os temas de referência para este projeto. Parte-se do pressuposto de que há descompasso entre a demanda por novos tipos de moradia e a oferta de edifícios habitacionais no mercado brasileiro.

Embasa a proposta a constatação da autora de que o núcleo familiar tradicional, composto por casal e número variado de filhos, não totaliza os tipos de moradores contemporâneos. Além deles, enuncia o projeto, deve haver habitações flexíveis, aptas a abrigar solteiros, grupos de amigos, descasados etc.

E é através de unidade habitacional feita com PVC - estrutura e componentes - que o projeto pretende atender a esses nichos de mercado. O módulo básico é retangular e tem área de 54 metros quadrados (seis metros de largura por nove metros de comprimento), componível em conjuntos horizontais ou verticais. Podese, assim, montar um edifício a partir da junção ou do empilhamento de unidades autônomas, o que o caracterizaria em função da flexibilidade de gabaritos de altura, da composição de espaços abertos e fechados, do posicionamento de varandas, de áreas molhadas, enfim, de todos os elementos da edificação.

Um dos trunfos do projeto é a autonomia estrutural do módulo residencial, que tem sistema misto da laje de piso, composta por concreto e chapa de PVC. Esquadrias, vedações e parte dos componentes internos também são feitas com o mesmo material, dando‑se especial atenção ao desempenho termoacústico através do preenchimento de painéis com lã mineral, por exemplo.

Parecer do júri
O trabalho equaciona de maneira criativa a problemática da habitação e do mercado imobiliário na cidade contemporânea. O sistema construtivo proposto possibilita a flexibilidade no agenciamento espacial, uma qualidade imprescindível à diversidade dos arranjos familiares. Ressalta-se a pertinência do uso dos materiais, a sensibilidade na implantação e a qualidade plástica das unidades agenciadas.
PROJETANDO COM PVC - MENÇÕES
• Arquitetura Mestiça
AUTORA: Milani Castro Bender
ORIENTADOR: André Teruya Eichemberg
ESCOLA: Centro Universitário de Votuporanga, Votuporanga, SP
• Thermae: Edifício Termal no Município de Lins
AUTORA: Michelle Cavariani Catta-Preta
ORIENTADOR: Guilherme Lemke Motta
ESCOLA: Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo
• Encaixa: Sistema Habitacional em Contêineres
AUTORA: Júlia Peluzzo Lamy de Miranda
ORIENTADOR: Sérgio Ricardo Palhares
ESCOLA: Universidade Fumec, Belo Horizonte
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Atualizado em: 11/03/2010