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Situações emergenciais colocam em questão
a idéia do mínimo necessário à
sobrevivência humana, e foi essa a perspectiva adotada
no tema do presente trabalho.
Através dos desdobramentos da forma radial, o autor
criou uma espécie de cabana, um iglu preparado para
acomodar até cinco pessoas em dormitório autônomo.
Ou seja, uma unidade capaz de proteger do frio ou do calor
excessivos, assim como de prover iluminação
natural, sistema de aquecimento e tratamento de dejetos humanos,
entre outros, utilizando para isso a interface com a natureza.
O abrigo é equipado com mecanismo biodigestor, captação
de água vinculada à energia eólica e
de energia solar.
As condicionantes de leveza e resistência ao impacto
motivaram a escolha de materiais plásticos, emborrachados
e de PVC como elementos estruturais, de revestimento e de
componentes da série de mecanismos infláveis.
Eles conformam, por exemplo, o volume de camas, assentos e
até da própria casca do iglu. Isso porque a
idéia é poder lançar a unidade através
de helicópteros ou de balões, o que faz com
que bacias sanitárias, lavatórios e chuveiros
sejam também idealizados com esse tipo de material.
Ocupando o raio de pouco mais de seis metros de diâmetro,
com três de altura, o módulo é dividido
em três partes principais: a entrada/convivência,
o dormitório e a central de sistemas de infra-estrutura.
Ele conta ainda, no centro, com piso especial não comburente,
para que se viabilize o aquecimento
emergencial com fogo.
O projeto foi premiado pela criatividade na utilização
de componentes de PVC.
Parecer do júri
O trabalho se diferencia pelo uso equilibrado do PVC, explorando
as qualidades que o material oferece. Flexibilidade, resistência
e industrialização dos componentes e ainda a
aplicação das instalações complementares
evidenciam esse bom uso. O tema da habitação
emergencial coroa positivamente o trabalho.
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