Pessoal:
Estou fazendo uma pesquisa entre alunos de arquitetura e arquitetos. Essa pesquisa servirá de base para eu escrever um artigo para a Revista Noz [http://revistanoz.com/], revista semestral dos alunos do Curso de Arquitetura e Urbanismo da PUC do Rio de Janeiro [http://www.arq.puc-rio.br/]
Eu gostaria que, quem pudesse, respondesse à seguinte pergunta: o que é arquitetura? Na resposta não tem certo e nem errado, deve partir do SEU entendimento e não de consulta a livros/sites/etc.. Pode ser respondida em apenas 3 linhas, ou seja, é um texto curto de o que você entende como arquitetura.
Como referência, gostaria de saber em que estado/cidade residem, em que período do curso se encontram e de qual universidade/faculdade vocês são.
Fico super agradecido àqueles que puderem ajudar!
Um grande abraço!
Projetar obras luxuosas para ricos e ser reconhecido em uma revista ou projetar obras que beneficiarão a sociedade?
Toda arquitetura deveria ser sustentável, mas como se sabe, fala-se hoje sobre sustentabilidade como se fosse uma grande novidade.
Na sua opinião, é moda, é uma tendência ou uma volta à boa arquitetura?
Senhores.
Gostaria de saber como vai a criação do bendito CAU?
O escritório dos arquitetos suíços Jacques Herzog e Pierre De Meuron foi contratado pelo governo do estado de São Paulo para projetar a sede da São Paulo Companhia de Dança no centro da capital paulista.
Orçado em 300 milhões de reais, dos quais entre 6,5% e 8,5%, ou seja até 25 milhões, serão cobrados pelo projeto.
No Rio temos a Cidade da Música do francês Christian de Portzamparc, obra bancada pela prefeitura e que está sob investigação, orçada inicialmente em 80 milhões de reais com gastos chegando em 500 milhões.
Em Porto Alegre temos o Instituto Iberê Camargo do português Álvaro Siza, construído com recursos privados e que rendeu ao seu autor o Leão de Ouro da Bienal de Veneza.
São grandes nomes reconhecidos mundialmente que conseguiram emplacar projetos diferenciados no Brasil. No entanto, ao arquiteto brasileiro é ensinado que a nossa é mais simples do que a feita no exterior e que para nós é impensável realizar obras de tal escalão, etc. Bom, juntamente com pouquíssimos edifícios projetados por brasileiros, dentre eles se destacando ainda os projetos de um arquiteto centenário, os projetos mencionados acima provam que essa é apenas mais uma desculpa pela mediocridade presente na arquitetura brasileira. Ou seja, é possível sim, criar arquitetura de ponta em todos os sentidos no Brasil. Ou será que estou enganado?
Por outro, são notórias as particularidades político-econômicas e sociais em que tais obras foram ou estão sendo realizadas. Denúncias de corrupção de entidades públicas, superfaturamento, desrespeito às entidades e dos processos legais requeridos, licitação, concurso, transparência de gastos, etc., posicionamento contrário dos profissionais locais para a contratação de escritórios estrangeiros, entre tantos outros problemas acompanham o desenvolvimento dos projetos mencionados acima.
Apesar disso não ser uma exclusividade nacional, será que não é possível realizar um projeto desse tipo de uma forma mais transparente e coerente?
Os projetos vistos no restante do mundo nos apontam para uma grande falha - ao meu ver - dos projetistas do Brasil: a falta de uma identidade nos projetos nacionais. Na maioria das vezes o que vemos ser elaborado por aqui, são obras ou projetos que já existem semelhantes em outros países, e que lá já foram concretizados (digo, já serem uma realidade) até mesmo a vários anos. Pior não é isso! Fico chocado em ver conjuntos de prédios com pouco mais de vinte andares serem chamados ridiculamente de "torres". Ora, o que para muitos moradores de conjuntos habitacionais populares de Chicago e de Nova Iorque não passam de escória, aqui chamamos talvez de "luxuosas torres executivas"! Não estou gerando uma polêmica a respeito da altura em si desses prédios, nem de seu grau de charme ou glamour. Mas sim, de um elevado e inadequado "status" por algo tão simplório. E que esses edifícios ainda, na maioria das vezes, estão recobertos exageradamente por materiais metálicos ou de vidro. O que ao meu ver, desqualifica ainda mais o intento inicial do projeto de ser algo que apresente o máximo conforto. Geralmente se busca valorizar o empreendimento com esses materiais pois são atrativos aos olhos. Nada contra aos materiais, mas em se tratar de um país tropical como é o nosso, obras com materiais que relativamente absorvem e retém muito calor (específico), como é o caso dos metais, do vidro e do plástico, deveriam ser descartadas.
Deixo à disposição todo este comentário para reflexão questionando será que nossos projetos estão somente seguindo tendências de padrões visuais que realmente são obrigatórios culturalmente mas não nos propiciam um custo-benefício mais elevado, ou, aceitamos a tudo isso conscientemente mas deixamos a desejar por todas estas relevâncias que até mesmo poderiam nos trazer maior satisfação, prestígio e até mesmo conforto?
Pessoal, sou arquiteto e trabalho com projeto de edificação e já faz algum tempo que estou querendo sair do AutoCad, mas ainda não consegui decidir o melhor software para se trabalhar com a tecnologia BIM - Building Information Modeling. Eu faço algumas coisas em Archicad, mas às vezes fico preso às ferramentas que o sofware me oferece, sem ter a tão falada liberdade de desenho. Gostaria de saber a opinião de vocês sobre esse e outros softwares Revit, VetorWorks, etc., para fazer projeto executivo e modelagem 3D.
É sempre bom quando um cliente dá a você liberdade total no projeto. Quando ele começa interferir muito, como você lida com isso? Conte suas experiências.
Abraços.
Qual o salário médio de um professor de arquitetura e urbanismo com alto nível de especialização, mestrado e doutorado no Brasil?
Existe diferença salarial entre as universidades públicas e privadas?
Como varia a faixa salarial?
É de acordo com as categorias Professor Substituto, Assistente, Adjunto, Titular ou conforme o nível de especialização Mestre, Doutor, Pós-Doutor?
O motivo da minha pergunta é que recentemente participei de uma seleção para a vaga de professor substituto numa das maiores universidades federais do nordeste e constatei que o salário oferecido era de aproximadamente R940,00 para 40 horas semanais. Fiquei espantado, ao perceber que o valor ofertado correspondia à metade do que eu recebia trabalhando como estagiário em um escritório de arquitetura com a mesma carga horária.
Olhares sobre a arquitetura x sociedade que estamos construindo
Gostaria de abrir um debate sobre os olhares dos profissionais de arquitetura, urbanismo e engenharia, tendo a sociedade como principal norte para se fazer uma arquitetura mais justa, de tal forma que se crie casas e bairros para pessoas, e por fim uma cidade para uma sociedade mais integrada aos monumentos, praças, casas e parques.
Que cidade estamos construindo?