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Falta de identidade nos projetos nacionais

Os projetos vistos no restante do mundo nos apontam para uma grande falha - ao meu ver - dos projetistas do Brasil: a falta de uma identidade nos projetos nacionais. Na maioria das vezes o que vemos ser elaborado por aqui, são obras ou projetos que já existem semelhantes em outros países, e que lá já foram concretizados (digo, já serem uma realidade) até mesmo a vários anos. Pior não é isso! Fico chocado em ver conjuntos de prédios com pouco mais de vinte andares serem chamados ridiculamente de "torres". Ora, o que para muitos moradores de conjuntos habitacionais populares de Chicago e de Nova Iorque não passam de escória, aqui chamamos talvez de "luxuosas torres executivas"! Não estou gerando uma polêmica a respeito da altura em si desses prédios, nem de seu grau de charme ou glamour. Mas sim, de um elevado e inadequado "status" por algo tão simplório. E que esses edifícios ainda, na maioria das vezes, estão recobertos exageradamente por materiais metálicos ou de vidro. O que ao meu ver, desqualifica ainda mais o intento inicial do projeto de ser algo que apresente o máximo conforto. Geralmente se busca valorizar o empreendimento com esses materiais pois são atrativos aos olhos. Nada contra aos materiais, mas em se tratar de um país tropical como é o nosso, obras com materiais que relativamente absorvem e retém muito calor (específico), como é o caso dos metais, do vidro e do plástico, deveriam ser descartadas.
Deixo à disposição todo este comentário para reflexão questionando será que nossos projetos estão somente seguindo tendências de padrões visuais que realmente são obrigatórios culturalmente mas não nos propiciam um custo-benefício mais elevado, ou, aceitamos a tudo isso conscientemente mas deixamos a desejar por todas estas relevâncias que até mesmo poderiam nos trazer maior satisfação, prestígio e até mesmo conforto?

Elbair Lages dos Santos, Estudante - Rio Grande do Sul
Classificação de estilos de habitações

Estou querendo abrir uma pesquisa de estilos arquitetônicos de habitação. Como se classifica os mais variados estilos usados pelos arquitetos?

Andre Luiz Pasini, Arquiteto - Paraná
CAU - Conselho de Arquitetura e Urbanismo

Senhores.
Gostaria de saber como vai a criação do bendito CAU?

Andrea Romanenko, Arquiteto - São Paulo
Arquiteto x Cliente

É sempre bom quando um cliente dá a você liberdade total no projeto. Quando ele começa interferir muito, como você lida com isso? Conte suas experiências.
Abraços.

Marcella Libutti, Estudante - Amazonas
Herzog e De Meuron em São Paulo

O escritório dos arquitetos suíços Jacques Herzog e Pierre De Meuron foi contratado pelo governo do estado de São Paulo para projetar a sede da São Paulo Companhia de Dança no centro da capital paulista.
Orçado em 300 milhões de reais, dos quais entre 6,5% e 8,5%, ou seja até 25 milhões, serão cobrados pelo projeto.
No Rio temos a Cidade da Música do francês Christian de Portzamparc, obra bancada pela prefeitura e que está sob investigação, orçada inicialmente em 80 milhões de reais com gastos chegando em 500 milhões.
Em Porto Alegre temos o Instituto Iberê Camargo do português Álvaro Siza, construído com recursos privados e que rendeu ao seu autor o Leão de Ouro da Bienal de Veneza.
São grandes nomes reconhecidos mundialmente que conseguiram emplacar projetos diferenciados no Brasil. No entanto, ao arquiteto brasileiro é ensinado que a nossa é mais simples do que a feita no exterior e que para nós é impensável realizar obras de tal escalão, etc. Bom, juntamente com pouquíssimos edifícios projetados por brasileiros, dentre eles se destacando ainda os projetos de um arquiteto centenário, os projetos mencionados acima provam que essa é apenas mais uma desculpa pela mediocridade presente na arquitetura brasileira. Ou seja, é possível sim, criar arquitetura de ponta em todos os sentidos no Brasil. Ou será que estou enganado?
Por outro, são notórias as particularidades político-econômicas e sociais em que tais obras foram ou estão sendo realizadas. Denúncias de corrupção de entidades públicas, superfaturamento, desrespeito às entidades e dos processos legais requeridos, licitação, concurso, transparência de gastos, etc., posicionamento contrário dos profissionais locais para a contratação de escritórios estrangeiros, entre tantos outros problemas acompanham o desenvolvimento dos projetos mencionados acima.
Apesar disso não ser uma exclusividade nacional, será que não é possível realizar um projeto desse tipo de uma forma mais transparente e coerente?

Arq. Martin Pratini, Arquiteto - São Paulo
Arquitetura sensível

ARQUITETURA SENSÍVEL - MANIFESTO PARA UM DESIGN SENSÍVEL
Esse fórum é para discutirmos os rumos da arquitetura contemporânea.
(resumido pelo moderador do ARCOWEB)
Se DEUS é arquiteto, o seu maior representante na terra é o holandês Rem Koolhaas, que decretou o fim do urbanismo. Disse certa vez que a "arquitetura é extremamente egoísta enquanto o urbanismo é generoso". Os avanços tecnológicos reforçaram a individualidade da arquitetura, provocando uma espécie de lobotomia, uma desconexão entre interior e exterior, entre arquitetura e o lugar. Esse aspecto da arquitetura contemporânea parece abalar a imanente definição de arquitetura formulada por Lucio Costa.
Recentemente, pude observar a reconstrução de Luanda e frustrei-me ao perceber que não havia um design sensível ao local. São arquiteturas que poderiam fazer parte do cenário de qualquer metrópole, uma arquitetura global.
Arquitetos que integram o "star system" realizam obras, cada um à sua expressão pessoal. O Brasil não escapa a essa realidade com Álvaro Siza Vieira (Museu Iberê Camargo), Christian de Portzamparc (Cidade da Música) e Herzog e de Meuron (Companhia de Dança).
A arquitetura pode ser boa ou ruim, independente da origem de quem a projetou. No entanto, o que se espera de todo arquiteto é sensibilidade para produzir uma arquitetura sensível ao local. Como fazer um design sensível? Este é, para mim, o desafio que se coloca. Precisamos repensar essa delirante cultura global, rechaçar o genérico e retomar as conexões entre a arquitetura e o lugar
Minha sugestão é: esqueçam Koolhaas e olhem para Glenn Murcutt e Renzo Piano, olhem sobretudo para o lugar onde estão atuando.

ML Hopper, Arquiteto - São Paulo
Olhares sobre a arquitetura x sociedade

Olhares sobre a arquitetura x sociedade que estamos construindo

Gostaria de abrir um debate sobre os olhares dos profissionais de arquitetura, urbanismo e engenharia, tendo a sociedade como principal norte para se fazer uma arquitetura mais justa, de tal forma que se crie casas e bairros para pessoas, e por fim uma cidade para uma sociedade mais integrada aos monumentos, praças, casas e parques.
Que cidade estamos construindo?

Valdinei do Carmo, Designer - Minas Gerais
Salário de professor de arquitetura

Qual o salário médio de um professor de arquitetura e urbanismo com alto nível de especialização, mestrado e doutorado no Brasil?
Existe diferença salarial entre as universidades públicas e privadas?
Como varia a faixa salarial?
É de acordo com as categorias Professor Substituto, Assistente, Adjunto, Titular ou conforme o nível de especialização Mestre, Doutor, Pós-Doutor?
O motivo da minha pergunta é que recentemente participei de uma seleção para a vaga de professor substituto numa das maiores universidades federais do nordeste e constatei que o salário oferecido era de aproximadamente R940,00 para 40 horas semanais. Fiquei espantado, ao perceber que o valor ofertado correspondia à metade do que eu recebia trabalhando como estagiário em um escritório de arquitetura com a mesma carga horária.

Jorge Veronese, Arquiteto - São Paulo
Crise econômica x arquitetura

Pessoal, queria saber opiniões a respeito da crise que está nos assustando. Tenho visto muita gente perdendo seus empregos, muita gente tentando fechar contratos e também sentindo grandes dificuldades. Grandes escritórios com dificuldade de manter seus funcionários. Onde a arquitetura vai parar dessa vez?

Eduardo Melo, Arquiteto - São Paulo
O que significa o Pritzker para Peter Zumthor?

Longe, muito longe das "colunas sociais arquitetônicas", com nota zero em marketing e network, Peter Zumthor faz sua arquitetura séria e de qualidade.
Paulo Mendes da Rocha, da mesma forma e comportamento, faz sua arquitetura séria e de qualidade.
Ambos levam para casa seus Pritzker!
Afinal, o que está acontecendo?
Será que estamos no início de uma nova era, onde esse besteirol formalista de "Zaha Hadids" e "Franky Gehrys" estão indo para onde nunca deveriam ter saído?
Será que vamos voltar a ter exemplos e referências de qualidade ou tudo não passa de um soluço?


Juscélio Andrade, Arquiteto - São Paulo
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Atualizado em: 08/09/2010