Hermanny Arquitetura
Escritório, Belo Horizonte
- Detalhes
- 20 de Junho de 2011. Visitas: 16.693
O edifício de escritórios em Funcionários, bairro considerado referência cultural e histórica em Belo Horizonte, foi o que melhor correspondeu ao programa de necessidades apresentado pelo cliente.
Além de oferecer a quantidade de vagas de garagem procuradas, ele dispunha de quatro salas que poderiam ser integradas no nono andar e cujas faces privilegiadas descortinavam vistas panorâmicas.
A área total disponível, cerca de 150 metros quadrados, era o suficiente para distribuir confortavelmente os poucos ambientes previstos. No entanto, os conjuntos apresentavam algumas características que requeriam interferências para atender plenamente às exigências do cliente.
A primeira delas dizia respeito às janelas
com peitoris a 1,10 metro do piso,
o que impedia o melhor aproveitamento
da vista e proporcionava pouca luminosidade.
A fachada do tipo cortina de vidro facilitou a solução do problema ao permitir a quebra dos parapeitos até a altura da viga invertida, deixando-os a 40 centímetros do piso sem que isso interferisse com as linhas externas do prédio.
Outra dificuldade estava nas vigas extremamente baixas que dividiam os antigos conjuntos e prejudicavam o layout para integração das salas.
“Quase todas foram camufladas com trabalhos no forro em gesso, exceto a que está sobre a mesa de reuniões, que desapareceu por trás da luminária linear com dicroicas que jogam luz para cima e para baixo”, explica a arquiteta Patrícia Hermanny, autora do projeto.
O forro rebaixado em gesso é solto das paredes, o que cria nichos para iluminação em todo o perímetro dos ambientes. Acima dele, correm os dutos de ar-condicionado e demais instalações, o que dispensou a necessidade de piso elevado.
A união dos conjuntos abriu lugar para recepção, sala da secretária e copa, além da sala do consultor com área de estar integrada. Esse espaço de dimensões bastante confortáveis, equipado com sistema de áudio e vídeo e pequena adega climatizada, funciona também como ambiente informal onde o profissional pode improvisar uma happy hour com colegas de profissão.
A presença forte da madeira, que se destaca no painel por trás da tevê e nas grandes portas de correr, e o carpete de tom cinza-claro estabelecem o pano de fundo neutro para a composição de ambientes refinados.
Todos os itens de marcenaria foram desenhados pela arquiteta e sua equipe e receberam revestimentos em lâminas de ipê. O mobiliário foi escolhido por associar forma e função e inclui clássicos do design, como as poltronas Charles Eames na recepção.
Obras de arte contemporânea, assinadas por artistas como Marcos Coelho Benjamim, Niura Bellavinha e José Bento, foram escolhidas pelo cliente e pela arquiteta para arrematar os espaços.
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 374 Abril de 2011
Patrícia Hermanny formou-se pela Escola de Arquitetura da UFMG em 1979 e passou a atuar em projetos residenciais, comerciais e empresariais. Em 1982 constituiu seu escritório e começou a desenvolver também trabalhos para o segmento de arquitetura de interiores e decoração
1. Hall / 2. Espera / 3. Estar / 4. Consultor / 5. Secretária
6. Copa / 7. Depósito


