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O próprio nome,
U-Turn ("mudança", "reviravolta",
em inglês), revela a intenção dos empreendedores.
O lugar foi inaugurado no segundo semestre de 1999,
quando enfrentou tumultuado processo de fechamento por
questões de segurança, com a pretensão de ser a mais
bem aparelhada casa noturna do país. Já passaram
por ali alguns dos mais prestigiados discotecários do
mundo, como o inglês Paul Oakenfold.
Magnus não aproveitou nenhum elemento
do imóvel existente - um antigo restaurante -,
a não ser a área destinada aos escritórios. Segundo
o arquiteto, o espaço não comportava o programa, devido
a problemas como o pé-direito inadequado, opinião endossada
por consultores acústicos, que desaconselharam uma simples
reforma. Os ambientes foram reconstruídos.
Junto à entrada, ficou o lounge; no centro, a
pista de dança; e, ao fundo, o chill-out, espaço
semelhante ao primeiro, utilizado para intervalos e
descansos. A arquitetura serve como suporte para
as propostas dos artistas e é, para o arquiteto, "quase
museográfica". A neutralidade arquitetônica,
por isso, é intencional e funciona como definidora da
ocupação e da infra-estrutura.
Já o trabalho de Randolph, inspirado no psicodelismo,
transformou completamente os ambientes com a utilização
de cores fortes e brilhantes, que se aproximam
das utilizadas pelo designer dinamarquês Verner Panton
(1926-98), autor da célebre cadeira Panton. O primeiro
espaço, todo prateado, foi idealizado para "elevar
os espíritos"; a pista, com muito colorido, foi
criada para "libertar os espíritos"; e o local
do fundo, no formato de um útero, tem a intenção de
"aquecer os espíritos".
Como até agora não foi concretizada nenhuma mudança
no espaço, não é possível avaliar a execução global
da idéia, que envolve convites a artistas plásticos
como Leda Catunda e Franz Krajcberg.
Texto resumido a partir de reportagem
de
Fernando Serapião
(Edição 246 - agosto 2000)
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