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Daí decorreu a opção de estabelecer o piso térreo em nível ligeiramente elevado em relação à rua e ao jardim interno, como se o showroom ocupasse um deque em torno de palmeiras e de um espelho d’água. Grandes portas e panos de vidro integram os espaços de exposição dos dois pavimentos a esse pátio, que faz uma citação tropical e procura oferecer a sensação de tranqüilidade, apesar da localização em pleno centro urbano, em região de intenso movimento.
Para a fachada, foram concebidas as duas caixas que se caracterizam pelo grande rigor geométrico e sintetizam os objetivos do cliente e o conceito da proposta. Uma delas, transparente, funciona como vitrine dos produtos ao mesmo tempo em que expõe o pé-direito duplo da entrada e os espaços internos do showroom, valorizando-os. A outra é vermelha e, suspensa sobre o acesso, cria um referencial cromático que destaca a presença da grife na alameda. Esse volume, marcado por um recorte horizontal numa das laterais, abriga setores administrativos e áreas de uso restrito aos funcionários.
A caixa da grande vitrine está recuada em relação à cobertura, de modo a formar-se uma marquise, que recebeu acabamento com pranchas de peroba de demolição, outra referência tropical explicitada no projeto.
Esse mesmo material foi aplicado nos revestimentos de paredes e forros, contrastando com o piso de cimento queimado que predomina em grandes superfícies homogêneas, sem dilatação. Aliados aos expositores de cor cinza, esses elementos criam um cenário neutro, cuja função é dar destaque aos itens expostos. O projeto de iluminação sinaliza os percursos e realça a elegante volumetria do conjunto.
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