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“Esse é um ponto referencial para as curvaturas externas”, explica Carol Bueno, uma das sócias do Triptyque, referindo-se à ação desse trecho em relevo contra a maior interferência dos ruídos de aceleração dos automóveis - a construção está localizada próximo da esquina com a avenida Brasil.
Nos andares superiores, a alternância de laje estendida e meia laje gera as inflexões na madeira, um esquema orgânico de transição ao traçado convexo e à redução do distanciamento até cerca de 25 centímetros da fachada.
Decorre daí a criação da galeria externa, uma espécie de terraço semifechado e com contorno orgânico, que funciona como área de relaxamento. O espaço tem ambiência que evidencia as origens de sua criação, tamanho o grau de calor e som externo retidos nessa câmara da fachada.
Internamente, a agência tem a sobriedade dos materiais simples e áreas coletivas de trabalho. Boa parte dos revestimentos é feita com concreto aparente, inclusive o piso cimentado, que se estende em grandes superfícies, quase sempre livres da intervenção de divisórias verticais.
Assim, as lajes desfrutam de boa parte da luminosidade natural, sutilmente filtrada pelas fachadas principais. Ou seja, a exemplo da luz indireta incidente pela membrana de madeira, também a face posterior ameniza a radiação e a luz externas através de grafismo linear, conformado pela alternância de vidro transparente e painéis fixos de vidro translúcido.
Esta face se requadra e orienta o paisagismo do jardim dos fundos (onde se reproduz, com vegetação, o desenho dos vidros translúcidos), uma área de amplas dimensões e também utilizada como espaço de reunião.
Texto resumido a partir de reportagem
de Evelise Grunow
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 333 Novembro de 2007
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