Sérgio Roberto Parada Arquitetos Associados
Loja, Brasília
Plantas, cortes e fachadas
Todas as páginas sobre o autor
Todas as páginas relacionadas ao tema
Ficha técnica deste projeto
Fornecedores para esta obra
Automatic translation by Microsoft
 
  Vista em direção à frente da loja, com destaque para a contraposição do piso de madeira com superfícies de vidro translúcido
 
Desenho arquitetônico cria espaço para a imaterialidade da luz
É no desenho arquitetônico que o projeto de Sérgio Parada para a loja Light Design, em Brasília, centra seus esforços. Assim, em vez da ênfase explícita nas luminárias concebidas e produzidas pela empresa pernambucana, ou mesmo na flexibilidade cenográfica dos interiores, o que entra em cena são materiais, proporções e efeitos luminosos que configuram ambientes de linguagem sofisticada.

O espaço da loja, localizada em edifício comercial inaugurado no final de 2007, segundo projeto de Paulo Henrique Paranhos, tem as “dimensões de um paralelepípedo”, analisa o arquiteto. Assim, com seis metros de frente, 29 de profundidade e 11 de altura - quase variantes do módulo da largura -, de saída Parada teve que lidar com um programa desmembrado verticalmente. Ganhou área livre na parte frontal, criando um hall com pé-direito triplo, que parece reservado ao supra-sumo das criações da empresa, e a partir desse ponto de origem posicionou os mezaninos metálicos dos andares superiores.

Devidamente ambientado pelo espaço de proporções generosas, então, o visitante tem acesso aos setores em que a largura exígua anima, por contraposição, a delicada combinação de materiais, acabamentos e superfícies na cor branca.

 
A malha metálica de fechamento dos mezaninos é solta do piso térreo, e a ele se contrapõe através do espelho d’água, que demarca a entrada na área operacional da loja
 
  O hall com pé-direito triplo qualifica a área frontal da loja
 

Antes disso, contudo, vale mencionar o fechamento frontal dos mezaninos. Trata-se de malha metálica, vedada por painel duplo de chapas perfuradas brancas, que, além de garantir a privacidade e possibilitar a ventilação dos ambientes, cria interessante efeito de luz.

O sistema é solto do piso térreo, funcionando como uma espécie de alerta à entrada na loja, e estende-se até o teto elevado. A semitransparência das chapas perfuradas - moiré, tomando um empréstimo à linguagem das artes gráficas - faz com que os pisos superiores pareçam flutuar. E é nesse sentido que se desenvolve também o detalhamento das escadas retilíneas, posicionadas lateralmente a eles.

Na porção frontal da loja, as escadas separam os andares metálicos da divisa direita, de forma que tal junção seja substituída por vigas com ares de pergolado - uma referência às lojas de rua em meio à galeria comercial. Conseqüentemente, garantindo as alturas mínimas para a circulação dos visitantes, elas são assimétricas em planta, ou seja, têm patamar descentralizado em relação aos pisos revestidos com madeira. Os pergolados alinham-se em projeção aos lances menos inclinados das circulações verticais.

Predominam cores e acabamentos neutros, como as divisórias de vidro contrapostas ao piso contínuo de madeira, o que torna relevante a luminosidade das peças pendentes e embutidas (a luminária Orus, publicada na edição 333 de PROJETO DESIGN, de novembro de 2007, foi uma das vencedoras do IF Design Award, no final do ano), em interação com a arquitetura sofisticada.

 
As luminárias embutidas da empresa foram sutilmente reunidas no forro do piso térreo, acompanhando a escada
 
O guarda-corpo metálico das escadas tem desenho contínuo
 
  Vista em direção à frente da loja, a partir do patamar da escada
 

Assim, o jogo entre integração, fluidez e retenção desses raios de luz distingue o projeto de Parada. As divisórias do térreo, por exemplo, com acabamento translúcido e frisos transparentes que fazem menção a uma superfície gelada, são de ordem oposta aos grandes planos lisos dos tetos e paredes em meio às quais estão implantadas.

A pequena largura da loja, minimizada ainda pela posição longitudinal das escadas, é quase imperceptível em função do refinamento dos interiores, a ponto de o corredor do primeiro mezanino ser utilizado como galeria de exposições. O resultado é uma loja de luminárias em que se enfatiza a natureza imaterial da luz.

Texto resumido a partir de reportagem
de Evelise Grunow
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 335 Janeiro de 2008

 
Vista do vazio das escadas, com os corredores laterais de acesso às salas dos mezaninos
  Sérgio Roberto Parada formou-se em arquitetura em 1973 pela FAU/UFPR, onde lecionou de 1978 a 1979, simultaneamente à Universidade Católica do Paraná. Cursou mestrado em urbanismo na Universidade Nacional Autônoma do México e, de volta ao Brasil, após gerenciar e prestar consultoria a empresas de engenharia, constituiu escritório próprio em 1997, em Brasília
   
  A primeira exposição da galeria no primeiro mezanino foi dedicada à obra de Oscar Niemeyer   As salas administrativas e de projeto são ladeadas por janelas internas pivotantes de vidro
veja também
  Lívia Ribas e Marcelo Maia Rosa - Estúdio de design, São Paulo
  Seragini Farné Guardado Design - Café/restaurante, São Paulo
  Fred Mafra - Casa noturna
  Triptyque - Agência de publicidade, São Paulo
  Athié Wohnrath e Reinach Mendonça - Escritório de advocacia, São Paulo
  Marcelo Couto e Olegário Vasconcelos - Escritório de seguradora, Barueri, SP
 
patrocínio   informe publicitário
     
Índice Notícias Agenda Fórum Envie por e-mail