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Os furos laterais existentes em uma das abas do perfil metálico em forma de U serviram de guia para a passagem dos conduletes de elétrica. Assim, no caso de manutenção, tem-se visível o traçado da infra-estrutura. Trata-se, por sua vez, de estética condizente com a linguagem irreverente do trabalho dos Campanas, observável ainda na simplicidade dos materiais que conformam pisos, tetos e outras superfícies aparentes. “Tivemos extrema liberdade para experimentar e simplificar o projeto”, comentam os arquitetos.
A parte posterior da edificação foi completamente reconstruída, inserindo-se laje de estrutura metálica. Elevada menos de dois metros em relação à cota térrea, ela acomoda os setores de criação e administração, assim como, no subsolo, a grande área de produção.
O térreo elevado é, nesse trecho posterior, recuado em relação à lateral esquerda, de forma a ser vedado e protegido por camadas paralelas que, de fora para dentro, alternam brises horizontais, vidro e as chapas de policarbonato. Além disso, é esse afastamento que permite a iluminação zenital da sala de produção.
Texto resumido a partir de reportagem
de Evelise Grunow
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 337 Março de 2008
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