André Vainer e Guilherme Paoliello
Restaurante Ritz, em São Paulo
Restaurante tipo fábrica
 

Inaugurada em agosto de 2000, a segunda unidade do restaurante Ritz tem um objetivo difícil: repetir a trajetória da primeira unidade - localizada na alameda Franca, também em São Paulo -, sucesso absoluto desde que foi criada, em 1980. O sucesso desse espaço original, porém, não se deve ao projeto de arquitetura: o primeiro Ritz funciona muito bem numa desleixada e charmosa cópia de pub inglês.

Como repetir um êxito? Vainer e Paoliello responderam a essa e a outras questões combinando características recorrentes em sua obra - por exemplo, a tipologia industrial - a alguns elementos marcantes do primeiro Ritz, como as cores e os acabamentos. A aparência final do restaurante sugere a tipologia de um galpão, cuja dupla curvatura da cobertura possibilita a entrada de luz natural em toda a extensão do salão.

O interior é ocupado por um espaço fragmentado em dois por meio de um desnível, criado com o objetivo de acomodar a cozinha em um terceiro piso, semi-enterrado. Implantar a cozinha em um pavimento diferente do salão é fato incomum e de difícil operação. No restaurante da alameda Franca, porém, ela funciona no andar superior sem problemas para a casa.

No primeiro nível do salão ficam o bar e algumas mesas que abrigam a concorrida espera; o outro, que ocupa três quartos do espaço, é composto por um ambiente maior, que se estende até o jardim do fundo. Volumes laterais de alvenaria mais baixos que a cobertura, implantados geometricamente na área central, abrigam sanitários, copa e pré-lavagem.

Texto resumido a partir de reportagem de Fernando Serapião Publicado originalmente em PROJETODESIGN Edição 252 fevereiro 2001

 
O desnível do recuo frontal compensa
o pé-direito do subsolo, destinado à cozinha
 
Iluminação natural e desnível
marcam o interior do restaurante
   
Os volumes laterais de alvenaria
abrigam sanitários, copa e pré-lavagem
 
Sofá, ripas de madeira e espelhos
acentuam a linearidade do espaço
Transparência procura integrar
a área de espera externa ao interior
 
Cor vermelha e acabamento em latão
fazem referência ao primeiro

Ficha Técnica
Restaurante RITZ Local
São Paulo-SP
Projeto
1999
Conclusão da obra 2000
Terreno
323,20 m2
Área construída 277,14 m2
Arquitetura
André Vainer e Guilherme Paoliello (autores); Quanta Arquitetos - Luciana Yamamura, Mariana Viégas, Daniel Pollara e Humberto Guimarães (colaboradores) Estrutura
Puleo & Bentes Fundações
Zaclis Falconi Instalações
Edil Pessoa
Consultoria acústica Harmonia
Iluminação
Cia. de Iluminação, Luminárias Reka e Pedro Farkas Consultoria de cozinha Cocicov
Programação visual Rafic Farah
Painel fotográfico
Bob Wolfenson Paisagismo
Sakae Ishii
Construção
CPA
Fotos
Gil Mello, Gladstone Campos e André Vainer

 

Fornecedores
Graber (alarme); NGK Rinnai (aquecedor a gás); RB (assoalhos); North Pool, Jacuzzi, Bomd´água (bombas); Luxtel (caixa-d´água); Constan San Rafael (câmaras e sistema de refrigeração); Vincometal (cobertura metálica); Melting (coifa); Uniplac (divisórias); ARP (dutos de exaustão); Macon (equipamentos de cozinha); Eteral (esquadrias de ferro); Executa (forro de gesso); Geramac (gerador); Reka, Cia. de Iluminação (luminárias); Segmento (marcenaria); Zenit (monta-cargas); Vidrotil (pastilhas de vidro); Gail, Eliane (revestimentos cerâmicos); Cia. dos Produtos (elementos do mobiliário); Rayflex (porta de fibra); Tritel (fechaduras elétricas); Phaynell (quadro de energia); Emplac (ar-condicionado); Cleantech (tapeçaria); Triturac (triturador); Vitrais Ma-Ge (vidros e espelhos)

veja também
  Amann Architects - Felice Caffé, Rio de Janeiro
  Donini Arquitetos - Stéreo Casa Noturna
  Balanço de década - Projetos de interiores nos anos 90
  Fernando Brandão - Livraria Cultura, São Paulo
  Francisco Javier Judas y Manubens - Museu Itaú Numismática, São Paulo
  Dávila Arquitetura - Escola Superior, Belo Horizonte
 
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