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Depois de passar por minucioso trabalho
de restauro e adaptação comandado
pelo arquiteto Nelson Dupré, parte da estação
ferroviária Júlio Prestes foi transformada
na Sala São Paulo de Concertos (veja PROJETO
DESIGN 233, julho de 1999). Assim que a intervenção
arquitetônica chegou ao final, o arquiteto Haron
Cohen começou a realizar sua parte no trabalho,
que, entre outros itens, incluía o projeto do
café-bar.
Por se tratar de edifício tombado, a proposta
para
o café não poderia causar nenhum tipo
de interferência no espaço, onde se
destacam o piso
em mosaico, colunas e paredes ornamentadas
e os grandes caixilhos abertos para a praça.
Cohen optou pela simplicidade, instalando um
balcão de granito preto com 8,5 m de comprimento
que abriga pia, duas geladeiras e bancada de serviço.
A parte frontal é revestida por um espelho
cuja função é refletir a arquitetura,
suavizando assim
a presença do elemento estranho ao ambiente original.
Estantes de granito com prateleiras de vidro
transparente intercalam as três portas de acesso
à cozinha. No espaço do público,
uma pequena área de estar faz o contraponto a
15 mesas com base de ferro maciço e tampo de
mármore, desenhadas pelo arquiteto. Como complemento,
Cohen escolheu as premiadas e compactas cadeiras
Zig Zag, assinadas pelo designer holandês
Gerrit Rietveld.
Posicionado estrategicamente em área de passagem
do foyer, o café-bar se tornou ponto de atração
na Sala São Paulo. No dia-a-dia, ele funciona
como restaurante na hora do almoço e, devido
ao sucesso entre os freqüentadores, deve ampliar
sua área de público.
Texto resumido a partir de reportagem
de Nanci Corbioli
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 256 Junho 2001
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