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Cobertura em sheds, escada
de linhas esculturais
e a integração com os jardins laterais
rompem com a linearidade para abrir pequenos e diferentes
segmentos, criando variados pontos de interesse para
quem percorre o ambiente da loja de tapetes Espaço
Tecer.
Como boa parte das lojas da alameda Gabriel Monteiro
da Silva, em São Paulo, a Tecer ocupa uma antiga
residência totalmente reformulada para uso
comercial.
Contemporânea, a linguagem adotada por
Arthur de Mattos Casas toma o rumo da neutralidade
e aposta nos próprios produtos em exposição
para criar os destaques de cada ambiente, o que inclui
até mesmo a escada de acesso ao mezanino.
Vazada e com degraus apoiados em estruturas independentes,
ela é recoberta por lâminas de carvalho
americano, mesmo revestimento do piso.
Por se tratar de área relativamente pequena e
com produtos bastante variados, o arquiteto optou por
criar diferentes cenários, estimulando
a curiosidade do cliente e induzindo-o a passar de um
espaço para outro.
Em comum, todos eles têm grandes aberturas
em vidro, que visam aproveitar a vista para o verde
e a luminosidade natural.
Os limites do lote levaram à escolha da cobertura
do tipo shed, solução alternativa que
resultou no melhor aproveitamento da área e da
iluminação natural.
Em todos os setores, o projeto luminotécnico
é bastante flexível e permite direcionar
a luz para destacar vitrines inteiras ou peças
pontuais, com lâmpadas halógenas de diferentes
fachos luminososos.
Mecanismos automatizados facilitam a descida
e a subida dos expositores de tapetes, agilizando a
substituição dos produtos em destaque.
Texto resumido a partir de reportagem
de Nanci Corbioli
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 257 Julho 2001
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