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O Posto de Serviço Integrado Urbano
(Psiu) é um centro de atendimento público montado pelo
governo mineiro em Belo Horizonte, reunindo, em um mesmo
local, diversos serviços estaduais, municipais e federais
- a exemplo de outros Estados, como o Poupatempo paulista
Para facilitar o acesso da população,
o Psiu foi implantado num prédio do centro de Belo Horizonte,
em frente à Praça 7 de Setembro, em uma esquina com
a angulação de 45 graus característica do traçado original
da cidade. O edifício foi construído
na década de 20 e ostenta uma fachada com relevos em
massa e o interior decorado com madeira e mármore.
Segundo os autores, a idéia de ocupar
um edifício histórico partiu da própria equipe, que
percebeu ali
a oportunidade de revitalizar um imóvel tombado,
marco do ecletismo na capital mineira. A restauração
foi possível graças à utilização de incentivos fiscais
permitidos pela Lei Rouanet. No início dos trabalhos,
os arquitetos fizeram uma precisa análise do estado
de conservação do edifício, durante a qual constataram
que o terceiro pavimento não era original: tratava-se
de um acréscimo realizado provavelmente na década de
40.
Para descobrir as cores originais do
prédio tiveram de fazer prospecção nas paredes.
Depois de diagnosticados os problemas, propuseram as
intervenções que introduziram elementos contemporâneos,
mas respeitando o passado.
Por isso, a execução foi dividida em duas etapas: primeiro
a recuperação, depois a implantação do programa de necessidades.
O prédio possui um desenho simétrico.
O acesso se dá pela esquina, no vértice do ângulo, e
cria um eixo, marcado por um vazio central. Essa percepção
do espaço foi salientada por uma nova escada metálica,
que criou uma ligação com o segundo piso. Ela é o elemento
de intervenção mais visível: com espelhos vazados e
guarda-corpo de vidro, confere transparência e fluidez
ao espaço.
As áreas de triagem e recepção
ficam no centro do térreo, que abriga também uma agência
bancária e o instituto de identificação, delimitados
por divisórias do tipo veneziana. O primeiro pavimento
é ocupado por postos do Detran, da Assembléia Legislativa
de Minas Gerais, da companhia de saneamento (Copasa),
Secretaria do Trabalho e Ação Social (Setascad), Programa
de Geração de Empregos e Renda (Proger) e Secretaria
da Fazenda. O segundo piso e o subsolo são reservados
a áreas técnicas.
Texto resumido a partir de reportagem
de
Fernando Serapião
(Edição 244 - junho 2000)
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