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O edifício da Fiesp
- Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo - é um ícone
da arquitetura brasileira. Projetada em 1969 por
Roberto Cerqueira César e Luiz Roberto de Carvalho
Franco, do escritório Rino Levi Arquitetos
Associados, a construção destaca-se
na paisagem da av. Paulista.
Em meados de 2002, a arquiteta
paulistana
Patrícia Anastassiadis assumiu o desafio
de reformular o 14° andar do edifício-ícone.
O pavimento abriga o escritório da presidência,
além dos espaços reservados para vice-presidentes,
diretores, assessores e secretárias.
A reformulação
substituiu os antigos elementos escuros, como alumínio
na cor cobre, granito negro
e forro de madeira natural, por revestimentos de
alumínio branco e de látex,
vidros translúcidos, mármore
branco e carpete em tons marrons.
A prioridade foi a utilização de produtos
nacionais.
Com planta em H, o andar
é composto por três blocos. Em uma extremidade
situa-se o volume de elevadores e escadas. No volume
central e na outra extremidade, os
setores de trabalho.
A circulação do pavimento configura-se
em U.
Do volume de elevadores e escadas - onde localizam-se
sala de espera e recepção - saem dois
corredores paralelos. No volume da outra extremidade,
um novo corredor interliga-os.
Os eixos paralelos evidenciam
a hierarquia interna.
O primeiro eixo, caracterizado como uma grande
galeria, conduz o visitante à recepção
e espera da presidência. O
segundo eixo esbarra nos limites do bloco central,
onde estão as áreas de apoio (copa, xerox,
CPD e sala de office-boys).
O terceiro corredor, que
une os outros dois, percorre o centro da torre principal
e interliga as áreas de trabalho mais nobres.
Divisórias de gesso
revestidas com vinil, painéis de alumínio
composto (ACM), detalhes em imbuia e requadros fechados,
com vidros jateados, permitem a passagem de luz natural
até a circulação. Em uma extremidade
do corredor, localiza-se a sala da presidência;
em outra, a da vice-presidência.
Nas salas da presidência
e de reuniões, o trecho entre o caixilho e o
brise foi ocupado com vegetação de
pequeno porte e os vidros aramados dos peitoris
foram substituídos por transparentes, para melhor
visualização das plantas.
Novos banheiros foram criados
no pavimento, mas o núcleo hidráulico
principal - com copa e sanitários - foi preservado
na reformulação.
Mantendo a austeridade
necessária a uma instituição como
a Fiesp, o projeto para o escritório da presidência
tornou o espaço mais leve, claro e transparente.
O edifício da Fiesp passa
por ampla reforma interna. Além de marco arquitetônico
(leia PROJETO
DESIGN 262, dezembro de 2001), o famoso tronco de
pirâmide da avenida Paulista, é um dos
maiores símbolos de poder em São Paulo.
Texto resumido
a partir de reportagem
de Fernando Serapião
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 277 Março 2003
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