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A Bullet, empresa de promoções
e publicidade, ocupa o primeiro piso de um edifício
na Vila Olímpia, bairro da zona oeste paulistana.
Para criar ambientes claros e surpreendentes, as autoras
do projeto, Consuelo Jorge e Lia Carbonari, exploraram
a idéia do logotipo da empresa, que possui a
forma de alvo, no qual as cores vermelha e branca alternam-se
em faixas arredondadas até o ponto central vermelho.
Na determinação dos espaços, as
autoras procuraram tirar partido do formato da planta-tipo
do edifício, semelhante a uma asa-delta.
No centro estão a recepção e seu
espaço de apoio, as salas da produção,
do atendimento, de espera e de reuniões - as
duas últimas separadas entre si por uma parede
curva de tijolos de vidro revestida de ambos os lados
por cortinas de tecido translúcido, que propicia
privacidade sem prejudicar a iluminação.
O grande ambiente da sala de reuniões pode ser
dividido em dois, por meio de uma divisória móvel
que permanece invisível. Uma das asas foi ocupada
pelas estações de trabalho, salas dos
diretores de produção e de criação
e montagem. No outro lado ficaram biblioteca, sala de
reuniões, administração e diretoria.
Na recepção, o alvo vermelho e branco
que identifica a empresa foi determinante para criar
as surpresas pretendidas pelo projeto. A primeira coisa
a chamar a atenção é o tape-te
redondo de vidro, com quatro metros de diâmetro,
que alterna as mesmas cores do logotipo e tem seu brilho
realçado pelo piso branco de cerâmica fosca.
A parede lateral, também branca e fosca, recebeu
um grande painel de placa adesivada de acrílico,
onde o desenho predominantemente vermelho brinca com
o logotipo, segundo as autoras. Esse painel está
colocado sobre uma pintura acetinada marrom que lhe
serve de moldura.
O projeto procurou aproveitar ao máximo a claridade
natural que entra pelas várias aberturas do edifício,
vedadas por cortinas translúcidas. As portas
são de vidro e pivotantes, com molduras em aço
inoxidável. Nelas e nas divisórias dos
escritórios foi usado vidro com listras polidas
e lisas, que propiciam privacidade aos interiores, deixando
passar a luminosidade.
No geral, foi utilizada a iluminação indireta;
lâmpadas halógenas dicróicas apenas
destacam determinados objetos.
Nas salas de reuniões, paredes falsas cobrem
parte dos aparelhos de televisão, deixando à
mostra apenas as telas lisas de plasma. Em todas as
prateleiras e aparadores foi usada a madeira africana
wenge, na cor escura.
Texto resumido a partir de reportagem
de Éride Moura
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 277 Março de 2003.
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