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Em apenas 4 meses, o prédio que
abrigava uma antiga agência bancária, no centro de São
Paulo, passou por uma transformação radical. O edifício
foi todo encapsulado com painéis metálicos, de alumínio,
para abrigar a Central de Operações da Eletropaulo
A Central de Operações da Eletropaulo
é prova de que edifícios existentes no centro da
cidade são capazes de acomodar empresas que operam com
sistemas sofisticados. Contrariando expectativas
iniciais, o prédio foi escolhido mesmo tendo como concorrentes
imóveis situados em regiões consideradas mais nobres.
Até então, a central operava no edifício Alexandre Mackenzie,
atual Shopping Light (leia PROJETO DESIGN 241, março
de 2000).
Definido o novo local, partiu-se praticamente
de imediato para a execução da obra. “Os projetos
foram sendo elaborados simultaneamente à construção
e envolveram diversos profissionais”, explica o arquiteto
Sérgio Bertocco, que integra a Gerência de Patrimônio
da Eletropaulo e foi o responsável pela definição do
layout implantado no edifício. Isso não comprometeu
a eficiência de um trabalho em que, de maneira geral,
as razões técnicas se sobrepuseram à orientação estética.
No pavimento térreo, com acessos independentes,
ficam a agência de atendimento (segregada) e
a entrada da COE. A agência está dividida em dois setores
de atendimento: consumidores de baixa e de média tensão.
Ela acomoda ainda (em área livre frontal aos pontos
de atendimento), um espaço cultural. Ao fundo
está a sala dos leituristas. A Central de Operações
propriamente dita ocupa os quatro pavimentos superiores.
O acesso a ela se dá por um corredor lateral - ao final
do qual estão os elevadores -, após a passagem pelo
hall/recepção onde os visitantes se identificam e recebem
um cartão eletrônico que, assim como o dos funcionários,
é dotado de um código que permite o acesso apenas
à área pretendida.
No primeiro andar está situado o Centro
de Tecnologia da Informação (CTI), o CPD e a Sala de
Controle da Informação - os equipamentos existentes
no local registram todas as operações realizadas pela
empresa. O local é também chamado de sala-cofre -
“imune a todo tipo de acidente”, informa Bertocco. No
andar inteiro, o sistema de proteção contra incêndio
atua com um gás que, no caso de fogo, reduz o oxigênio
do local a um nível mínimo.
O Centro de Operação do Sistema (COS)
e o Centro de Operação da Distribuição (COD) ficam no
segundo andar. Neles, os ambientes, o mobiliário e sua
disposição foram estudados em função de características
diferenciadas: técnicos monitoram permanentemente
painéis que controlam todo o sistema de energia
da cidade. O terceiro andar é o mais cuidado em termos
visuais. Nele, além de áreas de suporte aos operadores
do andar inferior, fica o ambiente de maior impacto:
uma sala vip, onde se mostra como é feita toda
a operação do sistema elétrico. Da sala - uma espécie
de aquário - avista-se um grande painel curvo (instalado
no segundo andar) que ocupa praticamente a altura de
dois pavimentos. O quarto e o quinto andares são destinados
à central de atendimento telefônico (call center). São
os andares mais adensados, onde atendentes trabalham
em baias individuais.
Texto resumido a partir de reportagem
de
Adilson Melendez
(Edição 244 - junho 2000)
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