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Parte do térreo da Biblioteca Nacional,
na região central do Rio de Janeiro, foi transformada
em espaço cultural e auditório.
O projeto, da arquiteta Stella de Orleans e Bragança,
pretende valorizar a arquitetura histórica do
prédio, construído em 1905 e tombado pelo
órgão do patrimônio histórico
nacional.
Segundo a autora, a intervenção contemporânea
pretende valorizar a arquitetura do prédio.
Colunas, vigas e esquadrias foram preservadas. O ladrilho
hidráulico existente foi protegido com a utilização
de piso elevado em todo o espaço.
O Auditório Machado de Assis, que tem 124
lugares e ocupa o centro do ambiente de 750 metros quadrados,
tem seu perímetro e volume definidos por dez
pilares. Entre as colunas, o auditório é
fechado com divisórias de vidro laminado duplo
com persianas. De fora para dentro, o vidro permite
visualizar o perfil da estrutura metálica do
auditório escalonado; na posição
inversa, é possível observar a área
circundante.
A forma trapezoidal do palco resulta das posições
dos pilares. Há um volume fechado em cada
extremidade do auditório: próximo
ao palco, a central de ar condicionado possui isolamento
acústico auxiliado por colchão de ar;
o outro volume abriga cabines de luz, som e tradução.
O forro do auditório foi pintado de preto e as
placas rebatedoras são brancas. Essa retícula
claro/escuro é o negativo do forro do espaço
cultural, que tem vigas brancas e fundo preto.
A área circundante ao auditório é
ocupada pelo Espaço Cultural Eliseu Visconti,
que possui dois acessos: um o liga ao interior do edifício;
o outro é independente, pelo jardim voltado para
a rua México, com rampa e escada externas desenhadas
pela arquiteta. Fazem parte ainda da intervenção
sanitários e um elevador.
Texto resumido a partir de reportagem
de Fernando Serapião
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 278 Abril de 2003
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