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Os proprietários do Sakura, restaurante
japonês fundado há 19 anos em Porto Alegre e instalado
em bairro de tradição gastronômica, desejavam imprimir
forte identidade visual ao espaço, refletindo a tradição
culinária da família.
No projeto de reorganização global do espaço,
os autores tomaram como conceitos básicos a valorização
dos elementos da natureza e da cultura oriental contemporânea,
equilibrada e minimalista. O programa deveria se ajustar
à área de uma antiga residência, que apresentava
instalações precárias e espaços limitados, porém com
vegetação exuberante.
O projeto paisagístico procurou tirar partido
disso, integrando jardim e arquitetura numa solução
em que se minimizam os limites entre interior e exterior.
Para isso, o espaço aberto foi delimitado com
cerca de bambu, material típico japonês e que
permite certa privacidade. Um lago com cascata
invade visualmente o espaço do restaurante - que, ao
separar-se do jardim apenas por uma superfície envidraçada,
possibilita a formação de recantos envoltos pela vegetação
típica.
A iluminação, planejada para constituir ambiente
cênico, destaca os principais elementos dessa composição.
A entrada, à qual se chega através de percurso que cruza
o jardim frontal, é marcada por uma construção em
madeira de reflorestamento tratada que se projeta
do corpo do prédio e avança sobre um tronco de árvore,
reforçando a inter-relação da edificação e da paisagem.
Internamente, houve necessidade de redimensionar
e qualificar os espaços. "A cozinha foi
ampliada, áreas de despensa e depósito criadas e um
fluxo de trabalho estabelecido", explicam os autores.
A ampliação do atendimento, necessária à acomodação
de maior número de clientes, gerou uma sala com piso
de pedra, elementos de madeira e aquário marinho. Desse
local, avistam-se o jardim e o lago através da parede
de vidro transparente.
O sushi-bar, com tampo e prateleira superior
de madeira, recebeu luminária de policarbonato em forma
de onda. Na sala de tatame, o uso de piso típico configura
um ambiente tradicional da cultura japonesa. As luminárias
de madeira e papel de arroz foram executadas especialmente
para cada espaço.
Texto resumido a partir de reportagem
de
Adilson Melendez
(Edição 246 - agosto 2000)
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