André Detanico e Tarso Carneiro
Restaurante em Porto Alegre - RS
Equilíbrio e minimalismo
 

Os proprietários do Sakura, restaurante japonês fundado há 19 anos em Porto Alegre e instalado em bairro de tradição gastronômica, desejavam imprimir forte identidade visual ao espaço, refletindo a tradição culinária da família.

No projeto de reorganização global do espaço, os autores tomaram como conceitos básicos a valorização dos elementos da natureza e da cultura oriental contemporânea, equilibrada e minimalista. O programa deveria se ajustar à área de uma antiga residência, que apresentava instalações precárias e espaços limitados, porém com vegetação exuberante.

O projeto paisagístico procurou tirar partido disso, integrando jardim e arquitetura numa solução em que se minimizam os limites entre interior e exterior. Para isso, o espaço aberto foi delimitado com cerca de bambu, material típico japonês e que permite certa privacidade. Um lago com cascata invade visualmente o espaço do restaurante - que, ao separar-se do jardim apenas por uma superfície envidraçada, possibilita a formação de recantos envoltos pela vegetação típica.

A iluminação, planejada para constituir ambiente cênico, destaca os principais elementos dessa composição. A entrada, à qual se chega através de percurso que cruza o jardim frontal, é marcada por uma construção em madeira de reflorestamento tratada que se projeta do corpo do prédio e avança sobre um tronco de árvore, reforçando a inter-relação da edificação e da paisagem.

Internamente, houve necessidade de redimensionar e qualificar os espaços. "A cozinha foi ampliada, áreas de despensa e depósito criadas e um fluxo de trabalho estabelecido", explicam os autores. A ampliação do atendimento, necessária à acomodação de maior número de clientes, gerou uma sala com piso de pedra, elementos de madeira e aquário marinho. Desse local, avistam-se o jardim e o lago através da parede de vidro transparente.

O sushi-bar, com tampo e prateleira superior de madeira, recebeu luminária de policarbonato em forma de onda. Na sala de tatame, o uso de piso típico configura um ambiente tradicional da cultura japonesa. As luminárias de madeira e papel de arroz foram executadas especialmente para cada espaço.

Texto resumido a partir de reportagem de
Adilson Melendez
(Edição 246 - agosto 2000)

 
 
Entrada marcada por construção
em madeira reflorestada tratada
 
O projeto buscou integrar jardim
e arquitetura numa solução única
 
Nos interiores predominam a madeira,
combinada com superfícies de cores intensas
 
 
Para ampliar a área de atendimento foi criada uma sala
com piso de pedra, visualmente vinculada ao jardim e ao lago
Para ampliar a área de atendimento foi criada uma sala
com piso de pedra, visualmente vinculada ao jardim e ao lago
 
O totem de pedra natural, com a placa de identificação,
fica junto à cerca de bambu
   
Planta baixa
1. Hall 2. Sushi-bar 3. Sala de tatame 4. Salão 5. Sanitários 6. Caixa 7. Copa 8. Higienização 9. Cozinha 10. Despensa 11. Vestiário 12. Depósito 13. Jardim 14. Passeio público

Ficha Técnica
RESTAURANTE SAKURA
Local
Porto Alegre-RS
Projeto
1995/99
Conclusão da obra
1999 (última etapa)
Terreno
450 m2
Área construída
235 m2
Arquitetura, interiores, iluminação e paisagismo André Detanico e Tarso Carneiro (AT Design) Fotos Leopoldo Plentz (Foto & Grafia)

 

Fornecedores
Austral (mobiliário); Bambu Art Craft (elementos em bambu); Durapine (madeira de pinus tratada); Comércio de Parquet (piso de madeira)

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